quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Novas fotos coloridas descobertas do interior da casa de Hitler

Erich Pfeiffer, Yahoo News – 27/01/2012


Várias fotografias jamais vistas foram divulgadas pelo fotógrafo pessoal de Adolf Hitler, dando uma noção do apartamento de Hitler em Berlim e da propriedade bávara.

O Mirror relata que o fotógrafo Hugo Jäger foi um dos poucos fotógrafos trabalhando com fotografia colorida na época e foi-lhe concedido acesso aos aposentos sociais e de estudo de Hitler, mostrando objetos de arte e mobília estimadas em milhões mesmo em dólares pré-ajustados. As imagens foram feitas dois anos antes do início da Segunda Guerra Mundial.

Os aposentos de Hitler em seu apartamento em Berlim, sobre a “Nova Chancelaria” reflete seu gosto barroco, freqüentemente sentimental. Por outro lado, o interior da propriedade Berghof, o lar dito ser o mais próximo do seu coração, refletia sua concepção de como o “estilo alemão” deveria ser.

Corre o boato que Jäger tirou umas 2.000 fotos de Hitler e de seus bens. Entretanto, em 1945, acredita-se que Jäger as escondeu em uma mala. Como a revista Life relatou:

Em 1945, quando os Aliados estavam fazendo seu último avanço em direção de Munique, Jäger topou com seis soldados americanos em uma pequena cidade a oeste da capital bávara. Durante uma busca na casa onde Jäger estava vivendo, os americanos encontraram uma mala de couro na qual Jäger havia escondido milhares de negativos de fotos coloridas. Ele sabia que seria preso (ou pior) se os americanos descobrissem seu filme e sua conexão íntima com Hitler. Ele não sabia o que poderia acontecer em seguida.

Jäger então enterrou algumas das fotografias em doze jarras de vidro nos arredores de Munique, recuperando-as em 1955.

http://news.yahoo.com/blogs/sideshow/newly-discovered-color-photos-inside-hitler-private-home-163857939.html


















terça-feira, 18 de setembro de 2012

Fragmento de texto do século II fala em "mulher de Jesus"

Terra, 18 de setembro de 2012

Um papiro é a primeira evidência de que os cristãos já acreditaram que Jesus foi casado, segundo um estudo da Harvard Divinity School. A descoberta foi anunciada em um congresso no Institutum Patristicum Augustinianum (do Vaticano) em Roma.

"A tradição cristã afirma que Jesus não foi casado, apesar de não haver nenhuma evidência histórica confiável para suportar essa afirmação", diz Karen King, de Harvard. "Este novo texto não prova que Jesus foi casado, mas nos conta que a questão como um todo apenas veio de um vociferador debate sobre sexualidade e casamento. Os cristãos discordavam sobre se era melhor ou não casar, mas isso foi um século depois da morte de Jesus, depois eles apelaram para o estado conjugal de Jesus para suportar suas posições."

Roger Bagnall, diretor do Instituto de Estudo do Mundo Antigo, em Nova York, acredita que o fragmento seja autêntico, baseado em exames do papiro e da caligrafia. Outros especialistas também acreditam na autenticidade baseados em outros dados, como linguagem e gramática, segundo nota de Harvard desta terça-feira. O objeto ainda vai passar por mais testes, especialmente da composição química da tinta.

Um dos lados do fragmento tem oito linhas incompletas de texto, enquanto o outro está muito danificado e apenas três palavras e algumas letras podem ser vistas - inclusive com infravermelho e processamento da imagem em computador. Karen afirma que o pequeno texto fala sobre assuntos como família, disciplina e casamento dos antigos cristãos.

A pesquisadora e a colega AnneMarie Luijendijk, professora de religião em Princeton, acreditam que o fragmento faça parte de um evangelho desconhecido. Um artigo com resultados do estudo do objeto será publicado em janeiro de 2013 no jornal Harvard Theological Review.



O fragmento faz parte de uma coleção particular cujo dono procurou a pesquisadora para que ela traduzisse o texto. Ele deu a Karen uma carta dos anos 80 do professor Gerhard Fecht, da Universidade Livre de Berlim, na qual ele afirmava acreditar que era uma evidência de um possível casamento de Jesus.

A professora de Harvard disse não acreditar em um primeiro momento (em 2010) que fosse autêntico e disse ao dono que não tinha interesse na análise. Contudo, ele persistiu no contato e, em dezembro de 2011, ela o convidou a levar o objeto a Harvard. Em 2012, ela e Luijendijk levaram o papiro a Bagnall que analisou e disse ser possivelmente autêntico.

Pouco se sabe de sua origem, mas acredita-se ser do Egito, já que está escrito em copta - usado pelos cristãos egípcios durante o império romano. Como há texto dos dois lados, os pesquisadores acreditam que faça parte de um livro, ou códex.

Para motivos de referência, o evangelho do qual supostamente faria parte foi chamado de "Evangelho da Mulher de Jesus". A pesquisadora acredita que ele seja da segunda metade do século II, já que outros evangelhos descobertos recentemente são dessa época. A origem, como dos outros, certamente está atribuída a alguém próximo a Jesus, mas o verdadeiro autor deve ser desconhecido. Eles acreditam ainda que foi escrito originalmente em grego e depois traduzido.

No texto, os cristãos falam de si como uma família, com Deus como pai, seu filho Jesus e membros como irmãos e irmãs. Duas vezes no fragmento, Jesus fala de sua mãe e de sua mulher - sendo que uma das duas ele chama de Maria. Os discípulos discutem se Maria é digna, e Jesus diz que "ela pode ser minha discípula".

Segundo Karen, somente por volta do ano 200 é que foi afirmado, em texto registrado por Clemente de Alexandria, que Jesus não se casou. Na época havia uma discussão se os cristãos deveriam se casar ou viver no celibato. Segundo Clemente, cristãos da época afirmavam que o casamento fora instituído pelo demônio. A pesquisadora afirma que Tertuliano de Cartago, uma ou duas décadas depois, foi quem declarou que Jesus não havia se casado. Ele, contudo, não condenava o casamento - desde que ocorresse apenas uma vez, mesmo em caso de morte de um dos cônjuges.

No final, afirma Karen, a visão dominadora foi a de que o celibato é a mais alta forma de virtude sexual do cristianismo, enquanto permite o casamento, mas apenas para a reprodução. "A descoberta desse novo evangelho oferece uma ocasião para repensar o que achávamos saber ao questionar qual foi o papel que o status conjugal de Jesus teve historicamente nas controvérsias dos cristãos antigos sobre casamento, celibato e família. A tradição preservou apenas aquelas vozes que clamavam que Jesus nunca se casou. O 'Evangelho da Mulher de Jesus' agora mostra que alguns cristãos pensavam de outra forma."

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6163867-EI8147,00-Fragmento+de+texto+do+seculo+II+fala+em+mulher+de+Jesus.html


Especialistas estão céticos após texto sobre "mulher de Jesus"

Terra, 19 de setembro de 2012

O papiro revelado por uma professora americana e que menciona a existência de uma suposta mulher de Jesus causou polêmica. Contudo, a teoria de que Cristo teria sido casado foi vista com ceticismo tanto por especialistas do Vaticano quanto de fora.

A professora Karen King, da Escola de Teologia de Harvard, revelou a existência de um papiro cristão copta escrito entre os séculos 2 e 4 e que contém a frase "Jesus disse a ele, minha esposa...".
Durante o congresso sobre estudos coptas, a especialista falou da teoria que os antigos cristãos acreditavam que Jesus era casado. Ela enfatizou que o papiro em questão não prova que Jesus tenha sido casado de fato, mas levanta a questão desse suposto casamento, muito embora a tradição cristã faça questão de negar essa possibilidade.

"No princípio, os cristãos discordavam sobre se era ou não casado, mas somente depois de um século da morte de Jesus é que começaram a usar condição conjugal de Jesus para apoiar suas posições", acrescentou King.

Apesar de vários especialistas acreditarem na autenticidade do papiro, "a sentença final sobre o fragmento depende de novas análises por parte de colegas e da realização de mais testes, principalmente sobre a composição química da tinta", explicou ainda.

Procurado pela AFP, o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, afirmou que "não se sabe direito de onde vem esse pedaço de pergaminho". "Mas isso não muda em absoluto a posição da Igreja, que se baseia em uma longa tradição muito clara e unânime. Não muda em nada a visão sobre Cristo e os Evangelhos. Este acontecimento não tem influência alguma sobre a doutrina católica", enfatizou.
Por sua parte, o professor da Faculdade Protestante de Paris Jacques-Noel Peres destacou que se trata de um texto tardio: "Nunca li textos de épocas anteriores que testemunhassem a veracidade de um casamento de Jesus", afirmou. "Nos idiomas semíticos daquela época, mulher não significa necessariamente esposa".

Peres afirma que este termo pode ser oriundo da famosa frase em que Jesus se dirige a sua mãe no episódio conhecido com Bodas de Caná: "Que tenho eu contigo, mulher?". Para alguns historiadores, o pergaminho pode se originar de círculos gnósticos muito alternativos.

O diretor do jornal do Vaticano L'Osservatore Romano, Giovanni Maria Vian, que também é historiador especializado em Igreja antiga, duvida da autenticidade do documento. "Há um comércio de documentos falsos no Oriente Médio", comentou, criticando o fato de que nos Estados Unidos houve "uma tentativa de fazer barulho em torno deste assunto".

Segundo ele, a letra de quem escreveu o papiro é "muito pessoal", quando os documentos deste tipo eram escritos com uma letra codificada "muito rígida", que se parecia com um texto impresso. "Na tradição da Igreja, não se conhece nenhuma menção a uma esposa de Jesus. Segundo todos os índices históricos, Jesus era solteiro. É dito claramente que Pedro era casado. Por que se teria ocultado no caso de Jesus?", questiona.

Para ele, pode-se tratar de um fragmento de evangelho apócrifo de inspiração gnóstica.

Durante os primeiros séculos do Cristianismo, houve inúmeros evangelhos que posteriormente foram descartados da Bíblia pela Igreja de acordo com seus interesses. Esses evangelhos teriam sido escritos por pessoas que realmente conheceram Jesus e apresentavam um quadro mais completo de sua vida, principalmente de sua infância.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6166226-EI8147,00-Especialistas+estao+ceticos+apos+texto+sobre+mulher+de+Jesus.html

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

As Mentiras sobre a Guerra de 1967 ainda são mais poderosas do que a Verdade

Alan Hart


Em retrospecto, pode ser visto que a guerra de 1967, a Guerra dos Seis Dias, foi o ponto de inflexão na relação entre o Estado Sionista de Israel e os judeus do mundo (a maioria dos judeus que preferem viver como cidadãos em outras nações ao invés de Israel).

Até a guerra de 1967, e com a exceção de uma minoria que era politicamente ativa, a maioria dos judeus não-israelenses não tinha – como posso colocar? – uma grande empatia pela cria do Sionismo. Israel estava lá e, no subconsciente, um refúgio de último recurso; mas o nacionalismo judaico que ele representava não tinha gerado evidentemente o apoio entusiástico dos judeus do mundo. Os judeus de Israel estavam em seu lugar escolhido e os judeus do mundo estavam em seus lugares escolhidos. Não havia, por assim dizer, um grande sentimento de união. Em um momento, David Ben-Gurion, o pai fundador de Israel e o seu primeiro Primeiro-Ministro, estava tão desiludido pela indiferença da judiaria internacional que ele veio a público com sua crítica – os judeus não estavam vindo morar em Israel.

Então, como e por que a guerra de 1967 transformou a relação entre os judeus do mundo e Israel?

Parte da resposta é uma palavra simples – orgulho. Da perspectiva judaica, havia de fato muito orgulho nisso. O pequeno Israel com seu pequena porém altamente profissional força de defesa e seu exército cidadão aniquilaram as máquinas de guerra dos estados árabes fronteiriços em seis dias. O David judeu matou o Golias árabe. As forças israelenses estavam em ocupação de todo o Sinai e da Faixa de Gaza (território egípcio). E não era segredo que os israelenses pudessem ter avançado e capturado Cairo, Amãn e Damasco. Não havia nada para pará-los, exceto a impossibilidade de manter a ocupação das três capitais árabes.

Mas a intensidade do orgulho que a maioria dos judeus mundiais experimentaram com a vitória militar de Israel foi em grande parte um produto da intensidade do medo que veio antes dele. Nas três semanas que antecederam à guerra, os judeus mundiais realmente acreditavam, porque (como os judeus israelenses) eles estavam condicionados pelo Sionismo a acreditar que os árabes estavam posicionados para atacar e que a existência de Israel estava correndo risco e colocada em dúvida.

Os judeus mundiais (e os judeus israelenses) não podiam ser acusados por acreditarem naquilo, mas ela era uma enorme mentira propagandística. Apesar do presidente do Egito, o presidente Nasser, ter pedido para as forças da UNEF retrocederem, fechado o estreito do Tiran para o transporte israelense e reforçado seu exército no SINAI, nem o seu Egito ou qualquer outro estado da fronteira árabe tinha qualquer intenção de atacar Israel. E os líderes de Israel, e a administração Johnson, sabiam disto.

Resumindo, como eu detalhei e documentei em meu livro Sionismo: o Verdadeiro Inimigo dos Judeus, a ofensiva que Israel lançou às 0750 horas (tempo local) na segunda-feira, 5 de junho, não foi um ataque preventivo ou mesmo um ato de auto-defesa. Foi uma guerra de agressão.

A verdade completa desta guerra é esta.

Ajudado pela restauração do nacionalismo palestino, que tornou-se a espinha dorsal que sacudiu o cão árabe apesar dos esforços brutais dos serviços de inteligência dos estados árabes da linha de frente para prevenir que isso acontecesse, os falcões militares e políticos de Israel armaram uma armadilha para Nasser; e ele foi em direção dela, com os olhos semi-abertos, na esperança que a comunidade internacional liderada pela administração Johnson, iria conter Israel e exigiria que ele e o Egito resolvessem o problema do momento por diplomacia. Da perspectiva de Nasser, isto não era uma expectativa absurda por causa do comprometimento dado pelo presidente Eisenhower de que na eventualidade de fechamento do Estreito do Tiran pelo Egito para o transporte israelense, os EUA trabalhariam com a “sociedade das nações” para obrigar o Egito a restaurar o direito à passagem de Israel, e ao agir assim, prevenir a guerra.

Uma grande parte da razão por que hoje o debate racional sobre fazer paz é impossível com a vasta maioria dos judeus em todos os lugares é que eles ainda acreditam que o Egito e os estados árabes fronteiriços tentaram aniquilar Israel em 1967, e somente foram prevenidos de fazê-lo graças ao ataque preventivo de Israel.

Se a afirmação de que os árabes não pretendiam atacar Israel e que a existência do Estado Sionista não estava em perigo tivesse sido feita por um goy (um não-judeu, como eu), ela teria sido descartada pelos apoiadores de Israel como uma suposição antisemita. De fato, a verdade que a afirmação representa foi admitida por alguns dos principais líderes israelenses – após a guerra, é claro.

Neste 45º. Aniversário do início da Guerra dos Seis Dias, apresentamos o que eles disseram.

Em uma entrevista publicada no Le Monde de 28 de fevereiro de 1968, o Chefe de Staff israelense Rabin disse isto: “Não acredito que Nasser queria a guerra. As duas divisões que ele enviou ao Sinai em 14 de maio não teriam sido suficientes para lançar uma ofensiva contra Israel. Ele sabia disso e nós também sabíamos.”

Em 14 de abril de 1971, um relatório no jornal israelense Al-Hamishmar continha a seguinte declaração de Mordecai Bentov, um membro do governo nacional de guerra. “A estória completa do perigo de extermínio foi inventada em todos os detalhes e exagerada a posteriori para justificar a anexação de novo território árabe.”

Em 4 de abril de 1972, o general Haim Bar-Lev, o predecessor de Rabin como Chefe de Staff, foi citado no Ma´ariv dizendo isto: “Nunca fomos ameaçados por genocídio na véspera da Guerra dos Seis Dias, e nunca pensamos em tal possibilidade.”

No mesmo jornal israelense no mesmo dia, o general Ezer Weizmann, Chefe de Operações durante a guerra e sobrinho de Chaim Weizmann, foi citado dizendo: “Nunca houve perigo de aniquilação. Esta hipótese nunca foi considerada em qualquer encontro sério.”

Na primavera de 1972, o general Matetiyahu Peled, Chefe do Comando Logístico durante a guerra e um dos doze membros do Staff Geral de Israel, palestrou em um clube literário em Tel-Aviv. Ele disse: “A tese de acordo com a qual o perigo de genocídio caía sobre nós em junho de 1967, e de acordo com a qual Israel estava lutando pela sobrevivência física, não era mais do que um blefe que nasceu e difundiu-se após a guerra.”

Em um debate radiofônico Peled também disse: “Israel jamais esteve em perigo real e nunca houve evidência de que o Egito tinha qualquer intenção de atacar Israel.” Ele acrescentou que “a inteligência de Israel sabia que o Egito não estava preparado para a guerra.”

No mesmo programa, o general Chaim Herzog (antigo Diretor de Inteligência Militar, e futuro Embaixador israelense junto às Nações Unidas e presidente de seu Estado) disse: “Não havia perigo de aniquilação. Nem o quartel-general israelense nem o Pentágono – como as memórias do presidente Johnson provaram – acreditava neste perigo.”

Em 3 de junho de 1972, Peled foi muito mais explícito em um artigo escrito por ele mesmo para o Le Monde. Ele escreveu: “Todas aquelas estórias de perigo eminente que estávamos enfrentando por causa de nosso pequeno tamanho territorial, um argumento exposto depois que a guerra terminou, nunca foi levada em consideração em nossos cálculos. Enquanto prosseguíamos em direção de uma mobilização total de nossas forças, nenhuma pessoa em seu juízo completo poderia acreditar que toda aquela força foi necessária para nossa ‘defesa’ contra a ameaça egípcia. Esta força foi estabelecida para acabar de uma vez por todas com o poderio militar egípcio e com o poderio de seus mestres soviéticos. Achar que as forças egípcias concentradas em nossas fronteiras eram capazes de ameaçar a existência de Israel não é somente um insulto à inteligência de qualquer pessoa capaz de analisar este tipo de situação, mas é primeiramente um insulto ao exército israelense.”

A preferência de alguns generais por dizer a verdade após a guerra provou um debate em Israel, mas foi de pouca duração. Se dependesse de alguns jornalistas israelenses, os generais teriam se mantido calados. Weizmann foi um daqueles que foram pressionados com a sugestão de que ele e outros que queriam falar “não deveriam exercer seu direito inalienável à liberdade de expressão a fim de prejudicar a opinião mundial e a diáspora judaica contra Israel.”

Não é surpreendente que o debate em Israel foi encerrado antes que ele levasse a uma busca séria sobre a natureza do Estado e se ele deveria continuar a existir através da mentira assim como pela espada; mas é muito mais notável, eu acho, que a opinião pública ocidental continue a preferir a conveniência do mito sionista ao invés da realidade do que aconteceu em 1967 e porquê. Quando jornalistas e comentaristas precisam fazer referência à Guerra dos Seis Dias, quase todos eles ainda falam como os sionistas em 1967, ao invés de contar o que realmente aconteceu. Obviamente, ainda há limites de quão longe a mídia está preparada para desafiar a versão sionista da história, mas pode ser também o caso de jornalismo preguiçoso.

Para aqueles jornalistas, preguiçosos ou não, que possam ter ainda dúvidas quem começou a Guerra dos Seis Dias, eis a citação do Primeiro Ministro Begin em uma aparição pública em 1982. “Em 1967, tínhamos uma opção. As concentrações do exército egípcio no Sinai não provavam que Nasser estava prestes a nos atacar. Temos que ser honestos consigo mesmos. Decidimos atacá-lo.”

http://www.alanhart.net/the-lies-about-the-1967-war-are-still-more-powerful-than-the-truth-2/


A Guerra dos Seis Dias

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A Guerra dos Seis Dias foi um conflito armado que opôs Israel a uma frente de países árabes - Egito, Jordânia e Síria, apoiados pelo Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão.

O plano traçado pelo Estado-Maior de Israel, chefiado pelo general Moshe Dayan (1915-1981), começou a ser posto em prática às 7h e 10min da manhã do dia 5 de junho de 1967, quando caças israelenses atacaram nove aeroportos militares, aniquilando a força aérea egípcia antes que esta saísse do chão e causando danos às pistas de aterragem, inclusive com bombas de efeito retardado para dificultar as reparações. Ao mesmo tempo, forças blindadas de Israel investiam contra a Faixa de Gaza, o sul da Síria, as Colinas de Golã e o norte do Sinai. A Jordânia abriu fogo em Jerusalém, e a Síria interveio no conflito depois de ser atacada.

No terceiro dia de luta, todo o Sinai já estava sob o controle de Israel. Nas 72 horas seguintes, Israel impôs sua superioridade militar, ocupando também a Cisjordânia, o sector oriental de Jerusalém e as Colinas de Golã, na Síria.

Como resultado da guerra, aumentou o número de refugiados palestinos na Jordânia e no Egito. Síria e Egito estreitaram ainda mais as relações com a URSS, aproveitando também para renovarem seu arsenal de blindados e aviões, além de conseguirem a instalação de novos mísseis, mais perto do Canal de Suez.


A Conquista do Sinai pelas tropas israelenses

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

[SGM] Centenas de brasileiros lutaram ao lado dos nazistas

Euler de França Belém, 07/06/2009


O mestre em ciência política e doutor em ciências sociais Dennison de Oliveira, professor da Universidade Federal do Paraná, escreveu um livro muito bom, mas ainda exploratório, sobre brasileiros, filhos de alemães, que lutaram na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ao lado dos nazistas de Adolf Hitler. “Os Soldados Brasileiros de Hitler” (Juruá, 122 páginas) não contém aquelas pesquisas exaustivas típicas de scholars europeus e norte-americanos. Leitores exigentes, e não apenas os do meio acadêmico, certamente estranharão o fato de que os personagens do livro, todos reais, não aparecem com seus nomes verdadeiros. Os nazistas teuto-brasileiros só falaram com o historiador com a garantia de que suas identidades seriam preservadas. Como se sabe, os caçadores de nazistas não se aposentaram e, de repente, aqueles que lutaram apenas como soldados, sem comprometimento algum com o Holocausto e os outros crimes bárbaros, podem ter suas vidas expostas e, em consequência, execradas. Para provar que os depoimentos são verdadeiros, que não há invenção literária, Dennison divulga fotografias e dados precisos sobre os militares nazistas. Um escarafunchador de arquivos e entrevistador implacável como o repórter Fernando Morais faria miséria com a história dos soldados patropis de Hitler




Pela legislação nazista, filhos de alemães eram considerados alemães e, em tempo de guerra, eram obrigados a prestar serviço militar na Wehrmacht (forças armadas alemãs). “Presumo que algumas centenas de brasileiros lutaram na Segunda Guerra Mundial sob a bandeira da Alemanha nazista”, escreve Dennison. O termo “presumo” significa que o assunto está à espera de uma pesquisa rigorosa, que, quem sabe, poderá ser feita pelo próprio historiador, que apurou (bem) as primeiras pistas.
Um dos primeiros entrevistados de Dennison era conhecido por seus colegas soldados como “Der Amerikaner” (o Americano), por ter nascido no Brasil. Como seu apelido era Gingo (ou Güingo, a pronúncia), o historiador usa as iniciais G. S.

Gingo (está vivo) nasceu em São Paulo, em 1925, filho de alemães que vieram para o Brasil em 1923. Em agosto de 1939, Gingo é levado para a Alemanha, para se “tratar” de febre amarela. Aos 14 anos, teve se filiar na Jungvolk, “organização juvenil controlada pelo regime nazista”. A doutrinação ideológica, segundo o entrevistado, não era fanática nem excessiva. Em 1942, aos 18 anos, foi convocado para o serviço militar. Alegou que era brasileiro e recebeu como resposta: “Se você tivesse nascido na África isso faria de você um negro?”

Enviado para a Tchecoslováquia, Gingo se tornou sargento-canhoneiro. O comando nazista decidiu enviá-lo para lutar na Itália. “Não me nego a ir ao front, mas não contra meus patrícios brasileiros”, disse ao capitão de sua unidade. Por se recusar a lutar, deveria ser fuzilado. “O sargento G. S. suava de escorrer suor pelas costas e nádegas”, mas resistiu. Um major decidiu protegê-lo, alegando que estava gravemente doente. Mais tarde, transferido para a infantaria, lutou contra o Exército Vermelho, na atual Eslováquia. Em Budapeste, “no posto de 3º sargento da infantaria, ele foi colocado no comando de um grupo de combate de sete homens, equipados com fuzis e uma única metralhadora de origem tcheca capturada aos partisans. As restrições no que se refere ao remuniciamento também eram pesadas: ele lembra de só ter disponíveis uns vinte tiros para cada arma, o que explica as limitações impostas: máximo de um ou dois disparos por arma; acima disso podia-se atirar somente com ordem superior”.

Intensamente bombardeado pelos soviéticos, o grupo de Gingo praticamente não dormia. Ele diz que às vezes dormia andando. Na região do lago Valence, G. S. se destacou nos combates e recebeu a Cruz de Ferro de Segunda Classe por bravura e foi promovido a 1º sargento. O militar conta que os húngaros temiam mais os soviéticos do que os alemães. O soviéticos estupravam meninas, mulheres adultas e idosas.

Preso pelos soviéticos, Gingo teve o relógio, presente de um padrinho brasileiro, roubado por um comissário esquerdista. Percebendo que teria um fim trágico nas mãos dos comunistas, Gingo escapou, junto com outros militares, e encontrou uma garota (os soviéticos “pregaram o avô dela com um prego pela língua” numa mesa, bateram em sua irmã, criança, e estupraram a avô e a mãe). Depois, o sargento caiu nas mãos dos americanos. “Para os soldados alemães era um alívio, um mal menor, ser prisioneiro dos americanos e não dos russos. O alemão não tinha medo, mas sim pavor do russo”, conta Gingo.

Num campo de prisioneiros, Gingo passou a fazer trabalhos braçais para os americanos. “A obra a qual foi destinado foi o desenterramento do cabo terrestre de comunicação Berlim-Roma, enterrado a três metros de profundidade, cujos condutores os americanos ambicionavam para si.” Relata o sargento G. S.: “Os soldados retornados às suas cidades recebiam as cartelas de racionamento de alimentos pelo prazo de três semanas. Mas tinham que obrigatoriamente assistir ao filme ‘Moinho do Diabo’ sobre atrocidades cometidas pelos alemães contra seus prisioneiros. De repente esse filme foi tirado de circulação, pois muitos soldados se reconheceram nesse filme como sendo eles os prisioneiros, e os Aliados, os carrascos”, conta Gingo. (Leia mais no site www.jornalopcao.com.br, na coluna Imprensa).

O sargento Gingo, deslocado para trabalhar numa pedreira, disse que era brasileiro e, por isso, perdeu o cartão de racionamento. Acusado de ser líder proeminente da Juventude Hitlerista, foi enviado para Hammelburg, um campo de concentração. Ficou três dias sem se alimentar e foi obrigado a trabalhar. “Com o tempo ele se convenceu de que havia o propósito da administração do campo em exterminar os detentos através da fome induzida. Para complementar a dieta ele teve de comer capim e cascas de árvores e lixo da cozinha”. Muitos prisioneiros morreram. Certa vez, a Cruz Vermelha enviou pacotes de alimentos e os guardas pró-americanos, supostamente filhos de judeus alemães, “colocaram os prisioneiros em forma e jogaram gasolina em cima de tudo e colocaram fogo”.

As pressões só cessaram quando o general americano George Patton visitou o campo. “Patton considerava o soldado alemão um soldado exemplar, que deveria ser respeitado”, anota o historiador. “Der Amerikaner atribui a essa visita do general americano o fato de sua vida e a de seus companheiros terem sido poupadas.”

Gingo ficou oito meses em Hammelburg e três meses em Darmstadt, “um grande campo para estrangeiros que serviram ao III Reich”. Em fevereiro de 1948, com o aval da Junta de Desnazificação e do subchefe da Missão Militar Brasileira, tenente-coronel Aurélio de Lyra Tavares, o Americano voltou ao Brasil, no navio Santarém.

A história de Fritz (pseudônimo) e seus irmãos é uma das mais interessantes do livro de Dennison. Fritz nasceu em São Paulo, em 1928. Os pais, que chegaram ao Brasil em 1923, tiveram cinco filhos, Renate, Karl e Martin, nascidos na Alemanha, e Peter e Fritz, nascidos no Brasil. Peter lutou como nazista, na frente russa, e sobreviveu, radicando-se em São Paulo.

Martin contou a Dennison a história dos irmãos Gerd Emil Brunckhorst e Paul Heinrich. O primeiro lutou na Itália, ao lado dos brasileiros. O segundo morreu no front russo, lutando como nazista.

No início da década de 1940, com 14 anos, Fritz filiou-se à Jungvolk. Em 1942, a família foi informada da morte de Karl, do Afrika Korps, na África do Norte. Lutou sob o comando do marechal Erwin Rommel. “Entre 1943 e 1944”, Fritz “entrou para a Marine-Hitlerjugend, a Juventude Hitlerista Naval.” Em 1944, foi convocado para “prestar serviço como” auxiliar “da defesa antiaérea”. Em Berlim, presenciou os ataques diurnos dos aviões Aliados. “Nunca tinha visto tantos aviões juntos de uma só vez.” Os incêndios pareciam tomar conta de toda a Berlim. Viu pessoas queimadas, desfiguradas e mortas. Na cidade de Wetzlar, no Estado de Hessen, Fritz foi “incorporado ao serviço ativo no exército alemão”. Foi enviado para lutar contra os americanos. “Seu grupo foi dizimado. Ele e mais dois colegas conseguiram ir de carona, sem terem recebido ordens para isso, num caminhão carregado de munição até a Turíngia.” Os americanos o aprisionaram em março de 1945. Passou fome durante o transporte para um campo de prisioneiros de Bad Kreuznach.

O relato de Dennison a partir dos apontamentos do ex-soldado: “Fritz lembra que ele e seu grupo foram os primeiros a entrar no campo que consistia de um descampado plano, cercado de arame farpado. Inexistiam alojamentos ou instalações sanitárias, o que obrigava os reclusos a dormirem ao relento, sob um clima úmido e extremamente frio, sempre dispondo de pouca comida. Nesse momento a fala de Fritz se torna mais contida, ao recordar o elenco de misérias e brutalidades a que foram submetidos os prisioneiros alemães. (...) Ele conta que as pessoas defecavam e urinavam em grandes fossas a céu aberto. Os mais enfraquecidos pela fome e pela doença caíam dentro dessas fossas e, sem forças para se safar, morriam afogados da maneira mais abjeta em excrementos humanos. No desespero de obterem pelo menos algum conforto, os prisioneiros chegavam a trocar suas alianças de ouro por alguns cigarros com seus guardas norte-americanos”. A história contada por Fritz raramente aparece nos livros, porque, teoricamente, muitos acreditam que, como fizeram sofrer, os alemães também deveriam sofrer. A história da internação dos alemães, no fim da guerra, é um capítulo que merece resgate mais amplo. A versão dos americanos como captores benevolentes talvez precise ser refeita, embora não fossem, é claro, tão bárbaros quanto os soviéticos.

No campo, relata Fritz, “um grupo significativo de alemães morria” todo dia. “Se você perguntar a qualquer alemão o que foi um campo de extermínio, certamente ele irá te mencionar algum desses, de prisioneiros de guerra que os americanos improvisaram”. Fritz pegou tifo no campo e passou muito mal.

Em 1945, doente, Fritz conseguiu voltar para a casa dos pais. Recebeu informações sobre os irmãos. Martin havia sido aprisionado pelos russos, na Romênia. Peter estava na zona de ocupação inglesa. Renate estava em Portugal, na Embaixada Alemã. Recuperado, Fritz trabalhou na zona de ocupação russa e, mais tarde, fugiu para o lado americano, escapando para a Holanda. Em 1947, ele e Peter voltam para o Brasil, “no navio Santarém, primeiro navio brasileiro a fazer a rota até a Alemanha, saindo de Hamburgo com escala em Lisboa”.

Como saíra jovem do Brasil, Fritz descobriu que não sabia mais falar português e teve de ser amparado pelo irmão Peter, que não havia esquecido a língua. Fritz trabalhou na fábrica de fogões Wallig, em São Paulo, e na empresa MacMillan. Foi funcionário e sócio da Jarosch & Cia, representante da fábrica de armarinhos Ipu, de Nova Friburgo.

Ao contrário de nazistas que esqueceram o nazismo, Fritz contou a Dennison que era “entusiasta do regime”. “Ele se recorda de que, ao contrário do que hoje se imagina, as preleções políticas e doutrinárias aos jovens não tinham nada de exagerado. A despeito da inexistência de qualquer esforço para ‘fanatizar’ os jovens, ele próprio manteve até o fim a fé na vitória da Alemanha sobre os seus inimigos, mesmo quando já se encontrava em um campo de prisioneiros norte-americano em março de 1945. Ele lembra que os mais velhos — cita a sua própria mãe como exemplo — eram consideravelmente mais céticos com relação ao futuro do país sob regime nacional-socialista”.

Fritz foi entrevistado por Dennison em São Paulo, em 2002, e faleceu em 2006. Estava muito doente quando conversou com o historiador.

Cruz de ferro — Martin, irmão de Fritz, foi entrevistado por Dennisson em 2002, em São Paulo. Convocado em 1941, foi enviado para Posen, “no antigo corredor polonês”. Lutou contra partisans, na Lituânia, e contra tropas soviéticas. Foi condecorado (com a cruz de ferro) pelas batalhas contra as tropas comunistas. Ferido em combate, foi levado para a França. Recuperado, voltou para a mortal frente soviética, na Ucrânia, “sem armas. Toda divisão seria reequipada e armada lá mesmo na frente russa, na região de Poltava, tendo seguido depois para as margens do Rio Dnieper ao sul de Kharkhov”. Contraiu malária e foi retirado do front. Retornou à luta em abril de 1944, na artilharia, na Romênia. Tornou-se comandante de uma bateria. “O dia mais marcante no front, segundo suas lembranças, foi 22 de agosto de 1944. Naquele dia, intenso fogo de artilharia russa engolfou as posições alemãs de norte a sul, em apoio de um grande ataque das tropas soviéticas.” Sob pressão dos soviéticos, as tropas alemãs recuaram e entupiram as estradas, em fuga. Foi ferido outra vez, pelos soviéticos.

Capturado pelos soviéticos, Martin foi roubado. “Apesar de estar precariamente vestido, os seus captores fizeram questão de tirar-lhe os pertences pessoais, as botas, e parte das calças, estas últimas tiradas a faca pelos” soviéticos, “como resposta a sua alegação de que esta não sairia facilmente de seu corpo.” No trajeto para um campo de prisioneiros, foi novamente roubado pelos soviéticos, “que desta vez levaram-lhe as meias, que ele recorda estarem já empapadas de sangue coagulado. Quando finalmente chegou ao campo, estava descalço e seminu”.

Martin passou cinco anos em campos de prisioneiros para militares alemães. Passou fome e foi intensamente pressionado pelos soviéticos. “Em 1950 ele foi devolvido pela URSS à recém-fundada República Federal da Alemanha.” De lá, voltou ao Brasil. Mora em São Paulo e planeja escrever um livro sobre sua história.

Banzo brasileiro — Hans (pseudônimo), brasileiro que lutou como nazista, foi entrevistado por Dennison em 2002. Nasceu em São Paulo, em 1926. Os pais, austríacos, voltaram para a Europa em 1938. Na Alemanha, filiou-se à Jungvolk e, depois, à Juventude Hitlerista. Lembra-se de Hamburgo bombardeada pelos Aliados. “A fúria dos ataques aliados promovera incêndios tão extensos (e prolongados — foi em Hamburgo que se empregou pela primeira vez a tática de revezamento ininterrupto de bombardeios diurnos norte-americanos com noturnos britânicos — naquilo que era conhecido como o ‘round-o-clock bombing’) que o asfalto das ruas se derretia e neles as pessoas em fuga acabavam presas.”

Em 1944, o garoto Hans foi convocado “para prestar o serviço militar no exército”. No fim desse ano, foi enviado para a Tchecoslováquia. Em busca de alimentos, encontrou grãos de café e sentiu saudade do Brasil. Em 1945, ainda na Tchecoslováquia, quase perdeu os pés, por conta do frio. “Os médicos decidiram pela amputação de parte das extremidades dos dedos dos seus dois pés, irremediavelmente comprometidos pela gangrena. Apesar de anestesiado, no período pós-operatório delirou intensamente, xingando e praguejando o tempo todo em português, para assombro do pessoal médico que o assistia.”

Hans diz ter ficado sabendo do relacionamento entre Hitler e Eva Braun apenas em 1945, quando, prisioneiro dos americanos, leu uma reportagem num jornal do exército dos Estados Unidos. A imprensa alemã não divulgava a história.

Repatriado, Hans chegou ao Brasil em 1947 e seus pais, em 1948. “Ele lembra que foram os primeiros brasileiros a serem repatriados.” Ele vive em São Paulo.

Selvageria soviética — Filho de alemães, Max nasceu no Brasil, em Santa Leopoldina, em 1928. Quando tinha 7 anos, em 1935, os pais voltaram para a Alemanha. Aos 10 anos, em 1938, entrou para a Jungvolk. Em 1942, aos 14 anos, ingressou na MarinerHitlerJugend, o ramo da juventude hitlerista administrado pela Marinha. O irmão Hans (que não é o Hans citado anteriormente) foi morto na frente soviética.

Entre 1944 e 1945, Max “ofereceu-se como voluntário para o trabalho de cavar trincheiras antitanques perto de Bratislava, na Tchecoslováquia. (...) No início de 1945 voltou a Berlim para se alistar seguindo logo depois para Viena na Áustria. Não chegou a se envolver em operações de combate”.

Max diz que o bombardeio de Berlim foi impressionante. “Numa única noite de bombardeio todo seu bairro foi inteiramente arrasado.” No fim da guerra, ele estava em Berlim. Sua família entrou em contato com o major Rubens, do Exército brasileiro com o objetivo de voltar para o Brasil. “Nessa ocasião [Max] presenciou diversas cenas de atrocidades por parte das tropas” soviéticas “de ocupação. Ele se recorda de que o comportamento e o nível de instrução das tropas sob comando” soviético “era extremamente rude e primitivo. Ele se lembra de ter visto soldados” soviéticos “arrancarem e levarem consigo as torneiras das paredes de banheiros e cozinhas, imaginando que assim poderiam ter água em qualquer lugar... Lembra também de vários casos de violência sexual perpetrada por russos contra mulheres alemãs de todas as idades que, até onde ele pôde perceber, eram tolerados senão encorajados pelos próprios escalões superiores da hierarquia militar soviética.”

Para livrar-se dos soviéticos, Max fugiu para a zona de ocupação francesa, onde viveu até 1947. Voltou para o Brasil nesse ano. Max vive em São Paulo.

Fome e porcos — Chicco (pseudônimo) foi o último entrevistado de Dennison. Nasceu em São Paulo, em 1927, e foi enviado pelos pais para a Áustria em 1939. Ele e um irmão se filiaram à Juventude Hitlerista. Em 1943, tornou-se auxiliar da Força Aérea Alemã. Participou de treinamentos na Alemanha, na Dinamarca e na Holanda. O soldado britânico que o capturou gritou: “... um brasileiro! Pegamos um brasileiro!” Depois de interrogado, foi jogado “por seus captores num chiqueiro onde havia alguns porcos grandes e famintos. Ali ele passou o seu primeiro dia como ‘prisioneiro de guerra’”.

Como falava inglês fluentemente, Chicco trabalhou para os ingleses. Na Holanda, contou o soldado, “se passava muito frio e se sofria muita fome”. Ele relata que “presenciou vários linchamentos de soldados alemães pelos civis locais”. Em maio de 1945, quando a guerra acabou, Chicco estava na cidade de Neuburg, próximo ao Rio Reno.

Chicco “convenceu seus captores a libertá-lo, o que possibilitou viajar até Antuérpia, na Bélgica. Lá ele finalmente conseguiu ser recebido pelo vice-cônsul brasileiro que, na sua lembrança, se chamava Júlio Diogo. Ele é que providenciou seu retorno ao Brasil de navio”. O pesquisador optou por não verificar quem é Júlio Diogo. Chicco trabalhou na Volkswagen e morreu em São Paulo em 2008.

Depois da guerra, cerca de 5 mil pessoas foram “repatriadas”. O coronel Lyra Tavares contabilizou “o envio para o Brasil de 2.445 brasileiros e 2.752 estrangeiros”.

IAE realiza o primeiro ensaio a quente do Motor Foguete L1

O Instituto de Aeronáutica e Espaço realizou no dia 29 de agosto de 2012 o primeiro ensaio a quente do motor foguete a propulsão liquida denominado L1, no banco de ensaio de 1kN do Laboratório de Propulsão Liquida da Divisão de Propulsão Espacial .

O desempenho do motor foguete L1 foi considerado muito bom, pois os parâmetros propulsivos mais importantes do motor como empuxo, vazão mássica, impulso especifico, velocidade característica se apresentaram bem próximos dos valores pré-calculados.




O motor L1 tem como objetivos principais o treinamento do corpo técnico do Laboratório de Propulsão Líquida e a realização de pesquisas na área de propulsão espacial, além de ser uma ferramenta de capacitação para formação de novos grupos do curso de mestrado de propulsão líquida.

O cabeçote de injeção do motor L1 é composto de injetores mono propelentes centrífugo e jato, para etanol e oxigênio gasoso, respectivamente. A câmara de combustão é de aço inoxidável, refrigerada a água, e a ignição é feita por um ignitor gás dinâmico.

Vídeo do 1º ensaio do motor foguete L1




Fonte:

http://www.aeb.gov.br/indexx.php?secao=noticias&id=899

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

[SGM] O Último Sobrevivente da Queda de Hitler dá sua última Entrevista

Express, 15 de maio de 2011

Em um subúrbio de Berlim, a apenas alguns quilômetros do bunker de Hitler, está uma pequena casa branca destacada com um portão de metal cinza e gesso em decomposição.

Ela tem sido, por muitas décadas, o lar de Rochus Misch, o homem que trabalhou como guarda-costas de Hitler entre 1940 e 1945. Ele é a última testemunha viva do suicídio do ditador e o único sobrevivente do staff do bunker.

Agora com 93 anos, confinado em sua casa e doente de modo terminal, Misch diz: “Este será definitivamente meu último encontro com a imprensa. Gostaria de morrer em paz.”

Não há fotos, bustos ou objetos pessoais de Adolf Hitler na casa de Misch. “Minha esposa Gerda livrou-se de tudo,” ele diz.

Misch nasceu em 29 de julho de 1917, logo após seu pai ter morrido na Primeira Guerra Mundial. Em 1920, sua mãe morreu de pneumonia de modo que o jovem Rochus foi criado por seus avós. Quando ele terminou o colégio, ele treinou para ser pintor.

Em 1937, durante o exame físico para o exército, sugeriram que ele completasse seu serviço militar obrigatório na Verfügungstruppe (Tropas de Prontidão), o precursor da Waffen-SS. Seriam quatro anos de serviço livre de tarefas cansativas e com aceitação automática no sérico civil.

Em 24 de setembro de 1939, Misch foi ferido no peito durante a Batalha de Modlin, a 40 km ao norte de Varsóvia, na Polônia. Ele tentou negociar a rendição da guarnição polonesa e recebeu uma Cruz de Ferro Segunda Classe por sua bravura.




A consciência de Misch foi levada em alta consideração e, após sua recuperação, seu comandante de companhia, Wilhelm Mohnke, o recomendou para o Führerbegleitkommando (a escolta SS do Führer). “Fui colocado em um carro e levado para a Chancelaria do Reich em Berlim. O endereço: Wilhelmstrasse 77, a residência do Führer,” relembra Misch.

“Fui conduzido pelo secretário de Hitler, Wilhelm Brückner. Estava assustado de encontrar o Führer em pessoa. Adolf Hitler estava de pé atrás da porta quando o secretário a abriu. Tive um calafrio na espinha.”

Hitler lhe deu uma carta a ser entregue a sua irmã Paula em Viena e, assim, Rochus Misch fez a sua primeira viagem de mensageiro. “Aquele foi o meu primeiro encontro com o Führer. Ele não era um monstro ou um super-homem. Ele ficou diante de mim como qualquer outro homem educado.”

Rochus Misch foi o telefonista, mensageiro e guarda-costas de Adolf Hitler por cinco anos. Como telefonista, ele era responsável pela comunicação de Adolf com seus generais. “O número de Hitler na Chancelaria do reich era 12 00 50,” ele diz e é visivelmente orgulhoso de sua boa memória. Na SS, ele pertencia ao Regimento de Proteção pessoal de Adolf Hitler. Quando Misch casou com sua esposa Gerda em 1942, Hitler enviou uma garrafa de vinho ao casal.

Seu passado não era a de um nazista fanático. “Nunca tive nada a ver com o Partido nazista, não fiz parte da Juventude Hitlerista e mesmo assim, fiz parte do círculo íntimo, noite e dia. Nós telefonistas e guarda-costas estávamos sempre ao seu redor. Cerca de 22 passos me separavam de seu quarto.”

À medida que a guerra progredia, Misch acabou conhecendo seu patrão pessoalmente. “Hitler ficava gripado muito facilmente e freqüentemente tinha uma garrafa de água quente ao lado de sua cama,” ele relembra. Um incidente particular permanece claro em suas lembranças. “Foi no meio da noite. Na crença de que Hitler já havia ido para a cama, abri a porta de sua sala de estar para pegar alguma coisa lá. Ele estava sentado lá, segurando o queixo, imóvel, como se estivesse em transe. Ele estava fitando um quadro de Frederico o Grande que estava tremulando sob a luz da vela. Ele sempre carregava o quadro consigo quando viajava. Me senti como um intruso que havia interrompido alguém no meio da prece.”

Entretanto, Misch insiste que ele nunca ouviu nada sobre o extermínio de milhões de judeus europeus em qualquer uma das chamadas telefônicas que ele escutou. “Eu completava meu trabalho, lealmente e bem e transmitia as notícias e mensagens corretamente porque eu não queria ser demitido. Estava feliz por não estar na linha de batalha. Eu me adaptei ao trabalho lá e logo Hitler era uma pessoa normal para mim, ele era o patrão. Apenas uma vez eu li uma notícia dizendo que um comitê internacional controlava os campos de concentração e que os relatórios eram escritos pelo Conde Bernadotte (um diplomata sueco e negociador a serviço dos prisioneiros dos campos de concentração); isto foi tudo em relação a este assunto.”

Misch testemunhou a tentativa de assassinato de Hitler em 20 de julho de 1944 e também os últimos dias no bunker abaixo da Chancelaria do Reich antes do suicídio do Führer. Ele estava lá em 30 de abril de 1945, quando Adolf Hitler se despediu de todos e estava no quarto ao lado quando ele se matou. “Hitler havia perdido sua confiança na vitória fazia tempo.”

Ele viu o corpo antes de ser enrolado e também Eva Braun sentada morta no canto do sofá próxima do corpo do marido. Sua cabeça estava voltada para o lado de Hitler. “Seus joelhos estavam encolhidos junto ao peito, ela estava vestindo um vestido azul marinho com babados brancos na gola.”

Após a morte de Hitler, Misch ficou dividido. Ele queria tentar escapar dos russos, mas por outro lado ele não queria desertar. Ele queria encerrar seu serviço ao “Führer, povo e Pátria” de maneira apropriada. Então, em 1º. De maio de 1945, ele pediu a Joseph Goebbels se havia alguma coisa que ainda pudesse fazer. Goebbels deixou-o com as palavras: “Soubemos viver, então saberemos como morrer.”

Em 2 de maio de 1945, às 6 horas da manhã, Misch desligou o sistema telefônico do bunker do Führer e atravessou uma janela do porão, mas foi feito prisioneiro por um soldado russo.

Por causa de sua proximidade com Hitler, ele foi levado para a União Soviética e encarcerado na prisão militar de Butyrka em Moscou. Ele foi freqüentemente torturado fazendo com que escrevesse para o chefe de inteligência Lavrentiv Beria e pedindo para ser morto por um pelotão de fuzilamento. “Eles queriam me bater até a morte, mas pelo fato de eu ser um soldado eu lhes pedi para ser fuzilado. A carta está lá no arquivo,” diz Misch.

Após nove anos em um campo de trabalho soviético próximo dos Urais no Cazaquistão, seu tempo como prisioneiro de guerra acabou e ele foi libertado em 1954. Até sua aposentadoria em 1985, ele geria uma loja de tintas, pincéis, papéis de parede e suprimento de decoração. “Desde a morte da minha esposa em 1997, tenho vivido sozinho,” acrescenta Misch.

Com a morte do ajudante de Hitler Otto Günsch em outubro de 2003, ele tornou-se a última testemunha do círculo íntimo do Terceiro Reich. As mortes do oficial de staff Bernd Von Freytag-Loringhoven em 2007 e do mensageiro da Juventude Hitlerista Armin Lehmann em 2008, significou que ele se tornou o último sobrevivente do bunker do Führer.

Em 2012, seu filme “A Última Testemunha” será filmada em Hollywood com um custo de produção de U$ 15 milhões. Os contratos foram assinados, mas Misch não acredita que esteja vivo para ver o filme concluído.

“Não acredito que vá viver tanto,” ele diz. “Vejo a morte diante dos meus olhos.”

http://www.express.co.uk/posts/view/246754/The-last-survivor-of-Hitler-s-downfall-The-Fuhrer-s-bodyguard-gives-last-interview

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

[SGM] O “Lawrence da Arábia” Alemão

Haaretz, 24/02/12

Franz Wimmer-Lamquet amava seu passado. Ele dava entrevistas a jornalistas e escrevia memórias sobre suas atividades em nome do Terceiro Reich e encontrou seu sucesso nos círculos neo-nazistas. Se ele ainda estivesse vivo, ele poderia ter sentido grande satisfação esta semana, quando tornou-se público que mesmo os britânicos o apelidaram o “ Lawrence da Arábia Alemão.” O arquivo Franz Wimmer-Lamquet está entre os materiais que a agência de segurança britânica MI5 tornou público esta semana a estudiosos nos Arquivos Nacionais Britânicos. E dele qualquer um vê pelo menos uma característica que este homem compartilhou com o lendário Lawrence da Arábia: ele tinha uma grande tendência de aumentar as coisas.

Qualquer um que já tenha conduzido pesquisa histórica está familiarizado com a dificuldade de decidir o que é mais ambíguo: relatórios biográficos que estão enterrados em arquivos secretos de agências de inteligência, ou autobiografias que as pessoas escrevem sobre si próprias. Entrevistas autobiográficas que as pessoas dão a jornais são muito freqüentemente ambíguas.




Wimmer-Lamquet provavelmente nasceu em 1919, e já era um jovem de 15 anos quando ele se alistou ao exército do Terceiro Reich. Tanto quanto se pode inferir do arquivo do MI5 e das próprias memórias de Franz Wimmer-Lamquet, ele estava envolvido na organização do levante pró-nazista de Rashid Ali AL-Gaylani que aconteceu no Iraque entre abril e maio de 1941. Um pouco depois desse evento, ele propôs aos seus superiores que ele ficasse encarregado de organizar uma unidade de elite de soldados árabes, a serem deslocados para a África do Norte.

De acordo com uma versão dos fatos, sua missão era de reunir inteligência: tentar descobrir quando as forças Aliadas desembarcariam na Europa. De acordo com sua própria estória, seus soldados vestiram uniformes americanos e britânicos, fazendo amizade com os sheiks locais, e então, a um certo ponto, voltar-se-iam contra eles, assassiná-los, violentar suas filhas e desaparecer. O objetivo era incitar a população contra os americanos e britânicos, antes que eles desembarcassem lá, e disseminar o ódio contra eles. Num certo estágio a lenda nasceu de modo que Wimmer-Lamquet havia liderado 3.000 guerreiros árabes na África do Norte – por isso seu apelido.

Os documentos nos arquivos do MI5 atestam que o serviço de segurança britânico se interessou por ele em janeiro de 1945, quando ainda havia alguma importância na informação que o pessoal do MI5 escutava e anotava. Aparentemente, um homem com o nome de Abu Ali deu ao Coronel Wimmer-Lamquet o nome de um contato em uma das vilas árabes na Palestina. Contudo, parece que o habilidoso coronel não conseguiu nada aqui: no final da guerra ele foi feito prisioneiro dos soviéticos; seus anos subseqüentes foram gastos em campos de internamento na URSS. Em 1955 ele foi libertado e permitido a voltar para casa.

Como outros nazistas proeminentes, Franz Wimmer-Lamquet provou ser um tremendo fofoqueiro, e ele encontrou gente ávida para ouvir suas estórias. A popularidade de algumas pessoas da SS e de suas estórias está entre as marcas da cultura européia nos anos 1950. Poucos encontraram um mercado também para as memórias que eles escreveram. A de Wimmer-Lamquet apareceu somente a sete anos atrás. Entre outras coisas, soubemos que o próprio Adolf Hitler ordenou que Wimmer-Lamquet casasse com a filha do sultão da Mauritânia, para tornar mais fácil a entrada mo mundo árabe.

Ele obedeceu, é claro, mas na época ele ainda era virgem e nunca havia visto uma mulher nua em sua vida. Então, ele escreve, o Führer ordenou que ele tivesse aulas em sexo básico. De acordo com Wimmer-Lamquet, um de seus soldados árabes, Mohammed Said, que mais tarde tornou-se ministro no governo algeriano, deu as dicas. Evidentemente, conexões deste tipo eram úteis para aumentar sua rede de negócios após a guerra.

O arquivo do MI5 que foi tornado público esta semana mostra que o serviço de segurança britânico continuou seu interesse em Wimmer-Lamquet nos anos 1950. Ele também chamou a atenção de outros serviços secretos. O serviço de segurança espanhol, que ainda operava sob o comando de Franco, suspeitava por alguma razão que Wimmer-Lamquet era um perigoso espião comunista. Londres ignorou a suspeita espanhola: “Eles descreverão qualquer um como um agente soviético perigoso que seja atrevido o suficiente para carregar uma cópia do The New Statesman,” escreveu um agente do MI5, e acrescentou: “Parece provável que Wimmer-Lamquet é um contrabandista de armas e provocador provavelmente trabalhando para os egípcios.”

Em 1956, o MI5 escreveu um relatório que apareceu no jornal Empire News, de acordo com o qual Israel, assim como muitos países árabes, haviam se aproximado do antigo coronel da SS Wimmer-Lamquet com uma oferta de trabalho para eles. Desnecessário dizer, o próprio Wimmer-Lamquet foi a fonte do tal relatório; ele conversou com o jornalista Antony Terry, que se especializou em entrevistas com criminosos de guerra. Wimmer-lamquet tinha contemplado a oferta. Naturalmente, ele não trabalharia para os judeus, ele disse. Acima de tudo, ele era e permanecia leal a Hitler.

http://www.haaretz.com/weekend/week-s-end/the-german-lawrence-of-arabia-1.414592

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