domingo, 20 de janeiro de 2013

[POL] Berlim, 1937

Daily Mail, 29/11/2012
 
 
Esta coleção de fotos raras coloridas de Berlim em 1937, foi tirada por Thomas Neuman e guardada nos arquivos noruegueses, mostra a vida na capital alemã durante aquela década tumultuada.
 
Elas capturam cenas na cidade vibrante, que estava sob a mão de ferro de Adolf Hitler e seu Terceiro Reich no ápice do seu poder. Apenas oito anos depois, a cidade estava em ruínas quando os russos e Aliados a ocuparam.
 
Mas na época em que estas imagens foram feitas, a Berlim de Hitler era vibrante. Hitler havia tomado o poder após o colapso da República de Weimar em 1933, pois os problemas econômicos crônicos causados pela Grande Depressão levaram alemães comuns para os braços do partido de extrema direita.
 
Assim como vemos fotos frias de prédios decorados com suásticas, há cenas da vida ordinária de alemães indo para seu trabalho. Elas mostram uma criança em uma praça, amigos sorridentes numa estação ferroviária, um quiosque vendendo bananas e um vendedor ambulante num parque iluminado pela luz do Sol.
 
O engenheiro norueguês Thomas Neumann (1901 - 1978) tirou as fotos enquanto trabalhava na Alemanha. O filme que ele usou era o primeiro de seu tipo, e há poucas imagens semelhantes preservadas nas coleções norueguesas. Suas fotografias coloridas dão aos historiadores uma visão valiosa do período entre guerras.
 
Em 2007, sua galeria de fotos foi doada aos Arquivos Nacionais da Noruega por sua filha.
 
Thomas Neumann estudou engenharia elétrica em Dresden. Após a graduação em 1928, ele trabalhou em Berlim até 1933. Neumann era membro do Partido da Unidade Nacional, uma organização fascista e foi indicado líder de propaganda em Oslo e Akershus. Ele deixou o partido em 1937 e em outubro de 1944foi preso por atividades ilegais e enviado para o conhecido campo de concentração de Grini. (N. do T.: Grini era um campo de concentração nazista na Noruega, ver http://en.wikipedia.org/wiki/Grini_concentration_camp.)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

[SGM] A Vida num Campo Modelo da Alemanha Nazista

Der Spiegel, 18/01/2013

 
Muitos campos nazistas de prisioneiros de guerra eram conhecidos por seu trabalho forçado e péssimas condições. Mesmo assim, uma coleção de fotos que apareceu misteriosamente no sul da França conta a estória de um campo de prisioneiros aparentemente tranquilo, certa vez usado pelos nazistas para mostrar seu suposto respeito pelos direitos humanos.

Os prisioneiros poloneses nas fotografias estão vestindo fantasias. Alguns dos homens estão usando uniformes completos com medalhas impressionantes, bigodes e pincenês. Outros se enfiaram por debaixo de roupas femininas, escureceram suas sobrancelhas e esconderam seus cabelos por debaixo de perucas loiras. Eles riem e dançam pelo palco, enquanto uma orquestra abaixo deles, composta por companheiros de prisão, anima com música tocando seus violinos, flautas e trompetes.

Estas são as cenas diárias em um "Oflag" nazista - abreviação de "Offizerlager", ou campo de prisioneiros para oficiais - em Murnau, no sul da Bavária, durante a Segunda Guerra Mundial.

As fotos não se encaixam exatamente na imagem conhecida de um campo de concentração nazista, com sua associação com trabalho forçado e extermínio em massa. De fato, relatórios de prisioneiros fazendo teatro, consultando bibliotecas, indo a exposições, participando de eventos esportivos e palestras atrás do arame farpado e das paredes da prisão sempre pareceram implausíveis. Havia ceticismo razoável mesmo após o fim da guerra e da volta dos prisioneiros aos seus lares, levando consigo estórias de uma vida cultural aparentemente rica num campo de prisioneiros de guerra.

(N. do T.: é interessante comparar com o tratamento que os 25.000 oficiais poloneses receberam dos soviéticos na floresta de Katyn: fuzilamento.)

Na Alemanha, a maioria das pessoas ainda conhecem pouco sobre as condições de vida dos oficiais poloneses que foram encarcerados em Oflags. Uma razão para isto é a barreira da língua: as memórias de antigos prisioneiros de guerra publicadas ao longo dos anos geralmente só aparecem em polonês.

É uma estória diferente com fotografias. Mesmo assim, levou quase uma década antes que o público em Marnau soubesse da coleção incomum de fotografias encontradas no sul da França, documentando com incrível nível de detalhes as atividades no Oflag VII-A nos pés dos Alpes, um pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial.

Uma Caixa de Madeira no Lixo

Era uma noite de inverno em 1999 e Olivier Rempfer, então com 19 anos, estava caminhando de volta para sua cidade de Cagnes-sur-Mer no sul da França após passar a noite com amigos na cidade vizinha de Saint-Laurent-du-Var, quando uma caixa quebrada no topo de uma lata de lixo chamou sua atenção. Curioso, ele abriu a caixa e viu um número de objetos cilindricos envolvidos em papel.

Rempfer esperou até chegar em casa para desembrulhar os objetos. Quando ele fez isso, eles revelaram ser rolos de filme preto e branco de 35 mm. Segurando as tiras de filme contra a luz, ele viu uniformes, barracas, torres de guarnição - e homens com fantasias num palco. Presumindo que as figuras devem ter sido tiradas durante as filmagens de um filme de guerra, e os homens nelas contidos serem atores, Rempfer fechou a caixa e deixou ela de lado.

Anos depois, seu pai, Alain Rempfer, chegou até a caixa. O Rempfer pai, um fotógrafo, também estava incerto sobre o conteúdo dos negativos - até 2003, quando ele comprou um scanner e eventualmente encontrou tempo para olhar de perto as imagens, cerca de 300 delas. "Eu rapidamente percebi que elas eram reais, fotos históricas, tiradas durante a guerra num campo de prisioneiros, diz Rempfer, 64 anos. "O nome marcado 'Voigtländer' estava escrito na borda do filme. Aquele nome não era familiar para mim do cinema, mas eu conhecia Voigtländer como um fabricante de câmeras alemão."

"Estes Jovens pareciam bem para nós"

Rempfer procurou por algumas pistas de onde as fotos haviam sido tiradas. Uma mostrava um caminhão com muitos homens sentados em seus bancos. Na traseira do veículo, Rempfer leu as palavras "PW CAMP MURNAU" em letras brancas, então as letras "PL". Uma pequena pesquisa mostrou que de 1939 a 1945, a cidade alemã de Murnau era o local de um campo de PdG para oficiais poloneses.

Pai e filho estudaram as fotografias de perto e com fascínio. "Todos estes jovens pareciam bem para nós através das câmeras, durante o tempo em que viveram no campo," diz Alain Rempfer. "E não conhecemos os seus nomes ou como era sua vida diária lá, não sabemos sobre suas esperanças, seus sentimentos." Foi uma experiência estranha, acrescenta Rempfer, como se alguém tivesse desligado o som e o tivesse deixado assistir um filme mudo.

"Olivier e eu achamos que talvez devessemos dar as fotografias para um museu ou para uma biblioteca," diz Rempfer. "Mas estavamos preocupados de que elas fossem novamente esquecidas por anos e anos." Finalmente, pai e filho decidiram que uma página da internet seria o melhor caminho para mostrar as fotografias para o mundo. Eles esperavam que as imagens pudessem alcançar qualquer um que pudesse estar interessado nelas, mas especialmente membros familiares de antigos PdGs que pudessem estar procurando por informação, ou pudessem reconhecer alguém nas fotografias.

Um Capítulo negligenciado da História

E, de fato, os Rempfer receberam notícias de muitos familiares de PdG ploneses, famílias agora vivendo nos EUA, Austrália, Canadá e Inglaterra. "Alguns deles reconheceram seus pais, avós ou tios nas fotografias," diz Alain Rempfer. Após a libertação, os antigos prisioneiros falaram pouco sobre o seu período de encarceramento, mantendo as memórias para si, acrescenta Rempfer. Para muitos dos membros familiares, esta foi a primeira oportunidade de conhecer como foram as vidas destes oficiais durante aquele período difícil.

Rempfer diz que ele nunca tentou encontrar o fotógrafo que tirou as fotos. "Isto parecia muito difícil," ele diz. "Achamos que a página da internet poderia ajudar. Mas até agora não foi o caso."

Em Murnau, também, houve um esforço durante anos para reunir informação sobre o campo, mas poucas publicações sobre o assunto atingiram os leitores fora da região. O jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung publicou um artigo, "PdG Poloneses em Campos alemães de Oficiais - um Capítulo negligenciado da História", pelo historiador alemão Alfred Schickel, em 1980. Schickel, entretanto, mais tarde associou-se ao extremismo de direita. No artigo de 1980, ele lamentou a falta de interesse por parte de "historiadores aqui e no Ocidente" sobre o destino de aproximadamente 18.000 oficiais poloneses que se tornaram PdGs alemães.

Campo Modelo

Dos 12 campos nazistas para oficiais PdG, Murnau era o único com oficiais de alta patente. Estes incluíam, entre outros, o Almirante Josef Unrug, comandante da Marinha polonesa, assim como o General Juliusz Rommel, que liderou a defesa de Varsóvia em 1939.

"Os prisioneiros foram tratados bem, pelo menos considerando as circunstâncias," explica marion Hruschka, chefe da associação histórica de Murnau. Hruschka gastou muitos anos estudando a história do Oflag, e organizou uma exposição sobre isso. O Oflag VII-A em Murnau, que manteve mais de 5.000 prisioneiros no total, foi administrado como uma espécie de "campo modelo", diz Hruschka, e era "regularmente inspecionado pela Cruz Vermelha." A intenção dos nazistas, ela explica, era causar impressão de que eles aderiram à lei internacional e às Convenções de Genebra.

Mas isto está longe da verdade, continua Hruschka. Em vários casos, os prisioneiros eram fuzilados. E em geral o suposto tratamento correto dos prisioneiros acabava quando ele colidia com a ideologia racista dos nazistas. Os oficiais judeus poloneses eram separados dos outros prisioneiros e mantidos num gueto do campo.

Mas como as fotografias de um campo de PdG em Murnau terminaram no sul da França?

Nos últimos dias de guerra, diz Hruschka, muitas centenas de soldados aliados chegaram em Murnau, entre eles soldados franceses. É possivelmente certo que a conexão esteja aí, mas não é a única possibilidade. Hruschka sugere, por exemplo, que um oficial polonês pode ter se mudado para a França após a guerra e levado as fotografias consigo.

Quem foi autorizado tirar as fotografias?

Assim como é impossível dizer quem levou o filme fotográfico para fora do campo, é também impossível saber se as fotos, inclusive as fotos da libertação do campo por tropas americanas e imagens de Munique bombardeada foram feitas por um fotógrafo ou vários.

O valor da descoberta é incontestável. "Ver essas fotos me deixou atordoada," diz Hruschka. "Eu sempre pensei que somente alemães eram autorizados a tirar fotografias dentro de um campo."

Hruschka diz que agora ela tem uma opinião diferente. Sabe-se que um fotógrafo alemão estava presente no campo, ela explica. Suas fotografias, na forma censurada, eram impressas como cartões postais que os PdGs eram autorizados a enviar para suas casas. A maioria destas imagens mostravam apresentações de teatro ou eventos esportivos, e alguns deles estão arquivados em Murnau.

Mas Hruschka não acredita que as fotografias encontradas na França foram feitas pelo fotógrafo alemão. Ela tem certeza de que assim que o campo foi libertado pelos Aliados, nenhum fotógrafo alemão ficava perto com uma câmera na mão.


 
Apresentação de uma opereta, com homens vestindo roupas femininas, já que não havia mulheres no campo

 Apresentação de peça de teatro


Elenco e orquestra formado de prisioneiros

Prisioneiros tomando banho de piscina

Acomodações de soldados e oficiais não-comissionados
 
Libertação do Campo
 
O oficial da SS Ernst Fick e seu motoristas mortos no dia da libertação do campo
 
Prisioneiros preparando suas coisas para deixar o campo


Texto Adicional

Poloneses foram prisioneiros em quase todos os campos no complexo sistema de campos na Polônia Ocupada e no Reich. Um complexo principal em Stutthof, a leste de Danzig, existiu de 2 de setembro de 1939 até o fim da guerra, e aproximadamente 20.000 poloneses morreram como resultado de execuções, trabalho pesado, e condições péssimas. Auschwitz tornou-se o maior campo de concentração para poloneses após a chegada lá em 14 de junho de 1940, de 728 homens transportados em uma prisão sobrecarregada em Tarnow. Em março de 1941, 10.900 prisioneiros foram registrados no campo, a maioria deles poloneses. Em setembro de 1941, 200 prisioneiros doentes, a maioria deles poloneses, junto com 650 prisioneiros soviéticos de guerra, foram mortos nos primeiros experimentos de gaseamento em Auschwitz. Começando em 1942, a população de prisioneiros de Auschwitz tornou-se mais diversa, já que judeus e outros “inimigos do Estado” de toda Europa ocupada foram deportados para o campo.


N. do T.: Alguém seria capaz de explicar por que poloneses em um campo eram bem tratados e em outro eram assassinados e tratados como escravos, já que todo o sistema de campos de concentração era administrado pela SS?   

A Agenda Homossexual

A Agenda Homossexual, ou ideologia homossexual, consiste de um conjunto de crenças e objetivos projetados para promover e mesmo obrigar a aceitação e aprovação da homossexualidade, e as estratégias usadas para implantá-la. Este artigo mostra que os objetivos e meios deste movimento incluem a doutrinação de estudantes em escolas públicas, restringir a liberdade de expressão dos opositores, obter tratamento especial para homossexuais, distorcer o ensino bíblico e a ciência e interferir com a liberdade de associação. Os defensores da agenda homossexual buscam direitos especiais para homossexuais que outras pessoas não têm, tais como imunidade à crítica. Tais direitos especiais virão necessariamente às expensas dos direitos da sociedade inteira.



O presidente Obama e quase todos os políticos democratas agora defendem a agenda homossexual, refletindo o crescimento do poder financeiro da rede homossexual. A obsessão de Obama com a reeleição e o financiamento de sua campanha fez com que ele criasse uma atenção especial para este assunto ao invés de se preocupar com outros assuntos como a economia.

Os objetivos do movimento homossexual incluem:

1.    Ignorar a moral cristã e desencorajar as leis baseadas na religião.

2.    Lembrar ao mundo que o casamento é um termo legal e um direito nos EUA, não um valor religioso como acreditado pelos cristãos.

3.    Ignorar a mensagem clara da Bíblia que a homossexualidade é um pecado e uma abominação diante de Deus porque seus direitos da primeira emenda permitem-lhes fazer isso.

4.    Censurar evidência que o “gene gay” é uma mentira. Afinal, teriam que ser genes múltiplos interagindo juntos.

5.    Censurar o discurso contra a homossexualidade afirmando ser “discurso de ódio”.

6.    Censurar afirmações bíblicas condenando a homossexualidade.

7.    Pressionar por direitos de empregabilidade iguais.

8.    Expandir a legislação de crimes de ódio para incluir orientação sexual, que seria igualmente errada para os heterossexuais fazerem isso.

10.  Terminar as restrições da carreira militar em relação à homossexualidade.

11.  Impedir que crianças tão jovens quanto 5 anos de fazer terapia para reparar sua preferência sexual.

12.  Ensinar tolerância com o homossexualismo nas escolas.

13.  Em lugares como Massachusetts e Califórnia, onde o lobby gay é mais forte, isso começa tão cedo quanto a pré-escola. Eles dizem a garotos e garotas de sete ou oito anos que “se você gosta somente de meninos, existe uma chance de você ser homossexual,” ou “se você gosta de garotas, você pode ser lésbica.” Crianças nesta fase não têm hormônios para experimentar atração sexual, de modo que elas nãocompreendem isto ainda.

14.  Exigir proteções contra discriminação no trabalho.

15.  Processar um site de relacionamentos por discriminação. Isto porque orientação sexual é um grupo protegido e, como tal, esta empresa estava desrespeitando a lei.

16.  Destruir a resolução de homossexuais latentes, de modo que seu desejo se torne muito fraco para resistir à tentação da homossexualidade.

17.  Pressionar pela adoção legalizada de crianças por indivíduos ou casais gays.

18.  Doutrinação de crianças nas escolas públicas para apoiar a agenda homossexual.

A pressão Estado por Estado pelo casamento de mesmo sexo pode ser visto como um meio para os objetivos acima, ou um objetivo por si mesmo. Um exemplo disto seria a recente lei de New Hampshire que torna legal as uniões civis de mesmo sexo.

Os ativistas homossexuais são frequentemente vistos defendendo argumentação falaciosa, tais como tentativas de controverter o ensinamento consistente da Bíblia sobre as relações homossexuais e usando falsas analogias, no sentido de ganhar a aceitação da homossexualidade. Um argumento comum usado pelos ativistas homossexuais procura comparar sua luta por direitos iguais aos dos outros. Este argumento é derrubado pela observação de que os negros foram capazes de argumentar pacificamente que a humanidade “não poderia ser julgada pela cor de sua pele, mas sim pelo seu caráter”, já que o último não carrega nenhuma distinção moral. Em contraste, os ativistas homossexuais buscam a aceitação de uma prática imoral e, além disso, praticam meios coercivos e manipulativos para atingir seus objetivos. Isto inclui o uso de protestos, que parecem ser elaborados para censurar e intimidar aqueles que se opõem de todas as formas.

A acusação de homofobia também tem sido utilizada com frequência como parte dos meios de intimidação usados na promoção da agenda homossexual. Devido à conotação que a palavra homofobia carrega, de ser uma repressão ao homossexualismo, de possuir um ódio irracional à aproximação de homossexuais ou de ser uma perseguição fanática às vítimas, o uso generalizado do termo “homofóbico” vincula um estigma poderoso a qualquer um que possa mesmo conscientemente se opor à prática do homossexualismo, assim silenciando quem possa por ventura se opor.

Em relação a tal opressão, o psicólogo Nicholas Cummings, antigo presidente da Associação de Psicólogos Americanos (APA), observou que “Homofobia como intimidação é uma das técnicas mais persuasivas usadas para silenciar qualquer um que discorde da agenda do ativista gay.”

Erik Holland, autor de A Natureza da Homossexualidade, percebe que os homossexuais têm se tornado tão negligentes em rotular os outros de homofóbicos que “qualquer um que questiona a rotulação de uma pessoa é, ele próprio, um homofóbico. Mesmo citar estatísticas reais mostrando a conexão entre homossexualismo e AIDS é supostamente homofobia.” Além disso, de acordo com o ativista homossexual Vernos A. Wall, “mesmo a aceitação da homossexualidade pode ser vista como homofobia, pois falar sobre aceitação desse comportamento significa que o homossexualismo necessita ser aceito.”        


 
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sábado, 19 de janeiro de 2013

[POL] A Estrutura do Estado Nacional Socialista

O Governo na República de Weimar

Antes de Hitler, a Alemanha era governada de acordo com a constituição mais democrática já escrita. O povo alemão elegia diretamente seu presidente, representantes no Reichstag (Parlamento Central) e representantes no Reichsrat (Assembleia dos Governantes Locais). O Reichsrat poderia dar consultoria e rejeitar novas leis, mas ele podia ser sobrepujado pelo Reichstag. O presidente poderia indicar um Chanceler e dissolver o Reichstag no sentido de convocar novas eleições. Ele comandava o Exército e, em uma emergência, poderia governar por decreto. O Chanceler propunha leis ao Reichstag e era invariavelmente a pessoa que o presidente sentia ser o mais capaz para estabelecer a cooperação entre os vários partidos do Parlamento. Em todas as suas decisões, o presidente era ajudado por seu Gabinete, um grupo de consultores experientes.

Além disso, a Alemanha era dominada pelos latifundiários autocratas (Junkers). Seus interesses eram representados no Reichslandbund, veementemente anticomunista e extremamente poderoso – a influência deste grupo sobre Hindenburg teve uma grande contribuição na queda do Chanceler Schleicher e na sua substituição por Hitler.

É também significativo que os junkers dominavam o Exército, o Reichswehr; três de cinco generais eram aristocratas. O Exército era neutro na República de Weimar, Hitler apontou Von Blomberg como Ministro da Defesa em 30 de janeiro de 1933 para conseguir apoio político. Entretanto, Blomberg também queria que o Exército permanecesse neutro e independente do Partido Nazista. A partir daí, um grande atrito foi gerado e que culminou com a demissão do general em 1938.

Menos poderosos que os junkers eram os industriais capitalistas: as famílias Krupp, Loewe, Wolfe, Kirdorf, Flick e Mercedes-Benz que controlavam as indústrias siderúrgica, carvão, aço, armamento, química e automobilística.

A velha burocracia do Serviço Público também tinha o seu destaque. Ele havia crescido em poder durante o período quando o governo foi conduzido por decreto presidencial, sob o Artigo 48 da Constituição de Weimar. Estes servidores públicos eram geralmente autocratas de direita, mais ligados ao DNVP (Partido Popular Nacional Alemão) do que ao NSDAP, e esperavam que o governo continuasse nesse estilo não-parlamentarista.

A Estrutura do Governo Alemão a partir de 1933

É importante salientar que a chegada de Hitler ao poder foi uma revolução legal e sem violência. Assim, as estruturas de poder existentes permaneceram as mesmas quando Hitler foi nomeado Chanceler. Dado o conservadorismo característico das elites alemãs da época, as políticas de Hitler, pelo menos inicialmente, tiveram que ser cuidadosas e disfarçadas por uma cobertura legal para manter as alianças com os interesses conservadores na política, negócios e Exército.

Entretanto, no final de 1934, a democracia já havia sido destruída e substituída por uma ditadura com Hitler como líder supremo (Führer). Apesar da Alemanha Nazista ser um regime totalitário, existe muito debate histórico sobre a verdadeira natureza da estrutura governamental.

A Visão Tradicional

Esta visão mantém que a administração do Terceiro Reich era compacta e estruturada cuidadosamente, com Hitler com o controle total de todo o processo. Ela também defende que o Terceiro Reich era um modelo de eficiência, com um sistema de governo totalmente nazificado.

A Alemanha Nazista costuma ser vista, junto com a Rússia de Stalin, como um caso clássico de regime totalitário.

Analistas afirmam que o povo se sentia atraído por Hitler e seu regime porque ele era visto e percebido como bem organizado.

O desejo do Führer era lei, assim, não existia espaço para um poder formal ou estrutura de tomada de decisão.

A Visão Revisionista

Historiadores mais recentes (desde os anos 1960) mostraram que a realidade da estrutura governamental de Hitler era caótica, ao invés de ordenada.

Hitler não destruiu o sistema de governo existente em 1933/34, mas construiu um novo no topo da velha estrutura. O Ministro do Interior, Wilhelm Frick, esboçou esquemas para uma grande reforma administrativa, mas Hitler não estava interessado em desenvolver algo mais coerente. O resultado foi um caos administrativo, como instituições redundantes (ao nível nacional e local) com funções duplicadas, e falta de um limite de responsabilidade que levava mormente ao conflito.

Esta forma de governo é conhecida como policracia. Ela também é descrita como feudal, já que os líderes nazistas juravam lealdade total a Hitler. Cada líder (nível) competia para conseguir a atenção do Führer. Como retribuição, ele permitia a cada líder construir suas próprias estruturas de poder, especialmente Göring, Himmler e Goebbels.

O Estado Nazista

O Estado Nazista não era certamente uma estrutura monolítica: o poder estava dividido entre muitos sistemas diferentes redundantes e competidores. A figura 1 mostra um organograma dessa estrutura.
 
 
Figura 1

 
Williamson afirma que “Hitler não tinha um esboço imediato para construir um Estado Nazista específico em 1933... (ele) apenas pegou o Estado existente e também ocupou as posições-chaves locais e nacionais com nazistas ou garantiu que elas estivessem em mãos seguras.”

Mantendo as Estruturas Existentes

Instituições como o Reichstag e o Gabinete do Reich continuaram a existir, mas eram virtualmente inúteis. Hitler não tinha nenhum interesse em promover reuniões de gabinete; em 1933, foram 72, em 1936, apenas 6.

O corpo administrativo principal era a Chancelaria do Reich, que assumiu a coordenação da política do gabinete. Ela esboçou a maior parte das leis e regulava a aprovação da legislação. Entretanto, ela não era correta: em um momento havia 5 departamentos na Chancelaria afirmando representar Hitler. Havia um grande contraste na representação da Chancelaria do Reich em Berlim (1938): ela estava instalada em um novo prédio que simbolizava ordem e poder, embora seu interior vivesse no caos. Entretanto, Lammars, Chefe da Chancelaria, controlava o acesso a Hitler.

O Serviço Público permaneceu em grande parte intacto, principalmente porque:

a) era profissional e eficiente e foi inicialmente protegido da interferência partidária pelo Ministro do Interior Frick.

b) Hitler não queria colocar em risco seu compromisso com as elites tradicionais, as quais sustentavam seu regime.

c) O partido era inicialmente muito radical, descontrolado, dividido e inexperiente para competir com o serviço público. O poder dos membros do partido também declinou à medida que a filiação aumentou rapidamente na primeira metade de 1933.

d) Hitler não queria perder tempo e energia reconstruindo o serviço público, já que seus objetivos principais eram a luta contra o desemprego e o rearmamento.

Com o tempo, o serviço público continuou a existir, apesar de estar sujeito a uma “revisão” sincronizada com o objetivo nazista de coordenação (Gleichshaltung):

  • Judeus e dissidentes políticos foram expulsos pela Lei de Restauração do Serviço Público Profissional (1933).
 
  • A filiação partidária tornou-se compulsória a partir de 1939. Gradativamente, o serviço público tornou-se subordinado à máquina partidária. Sua função tornou-se a implantação e execução dos decretos do governo.

  • O serviço público tornou-se progressivamente menos eficiente à medida que tornou-se dominado pelo NSDAP; a burocracia aumentou porque os nazistas eram viciados em papel.

  • Finalmente, ele ficou enfraquecido com a criação de novas agências reguladoras que assumiram as responsabilidades anteriormente mantidas pelos departamentos do serviço público.

Governo Local

O governo regional foi afetado pelos mesmos fatores de ineficiência, confusão e autoridades redundantes como o governo central.

Cada uma das Lander (regiões) reteve seu tradicional Presidente-Ministro. Após a legislação de 1934, os poderes autônomos das legislaturas estaduais foram eliminados e o Presidente-Ministro tornou-se subordinado ao Ministro do Interior.

Entretanto, sua autoridade foi diminuída pela dos 10 governadores do Reich (um departamento de Estado). Estes 10 governadores eram selecionados entre os Gauleiters mais importantes do partido. (Apenas para deixar claro, como parte da reorganização do partido entre 1924 e 1929, o NSDAP dividiu a Alemanha em Gaue, ou regiões. Cada região era administrada por um Gauleiter; basicamente diretores de departamento do partido, responsáveis por todas as atividades políticas e econômicas, defesa civil e mobilização de trabalho dentro de um distrito. O Gauleiter controlava todas as Células de grupos distritais e líderes locais, criando uma cadeia vertical de comando do Gaue para Hitler. Apontando os 10 Gauleiters mais influentes para assumir funções era um meio de premiar a lealdade e coordenar os departamentos do partido e Estado.) O trabalho dos governadores do Reich era garantir que as políticas de Hitler estavam sendo totalmente implantadas. Entretanto, a ausência de linhas de demarcação claras entre as funções dos Gauleiters e dos Presidentes-Ministros levavam frequentemente a conflitos.

Instituições Auxiliares

Enquanto Hitler continuou com a prática tradicional de ter departamentos governamentais chefiados por ministros individuais, ele também indicou agências especiais para realizar certas funções, e.g. Departamento do Plano Quadrienal (1933). Estes departamentos se sobrepunham e entravam em conflito com as instituições estatais tradicionais como defesa, economia e trabalho. Por exemplo:

  • A Inspetoria Geral para as Estradas Alemãs interferia com algumas das funções do tradicional Ministério dos Correios e Transporte.

  • O Líder da Juventude Hitlerista tinha algumas funções semelhantes ao do Ministro da Educação.

  • O Ministro da Propaganda competia com o Ministro para os Territórios Ocupados em relação à Visão de Mundo nazista (Weltanschauung), com o Secretário de Imprensa e com o Departamento de Censura.  

Instituições auxiliares foram também usadas para contornar os sistemas de tribunais e legais tradicionais. Os tribunais já estabelecidos continuaram, mas foram gradativamente superados pelo novo Tribunal Popular e pelos Tribunais Especiais criados em março de 1933. Advogados foram “convertidos” pela Frente de Advogados Alemães. O novo código penal ordenava que os juízes agissem “de acordo com a vontade popular.” A lei existente foi enfraquecida e ações arbitrárias foram tomadas pelas autoridades fora do contexto da lei.” Mesmo dentro dos tribunais, à medida que novas leis eram criadas por decreto, ao invés de serem aprovadas no Reichstag, o processo legal tornou-se gradativamente interpretativo – interpretação sincronizada como os valores nazistas, é claro.

Instituições Partidárias

É interessante notar que, apesar do fato do Nazismo ser um sistema de partido único, o Partido não assumiu, de fato, o controle das estruturas pré-existentes, ao invés disso operando ao lado delas e copiando as funções. Isto aconteceu mesmo com a Lei de Garantia da Unidade do Partido e Estado de 1933, que fez muito pouco para esclarecer a relação entre os dois. Isto pode ser porque em 1933, o partido estava muito dividido e faltava-lhe habilidade administrativa para criar um Estado Nazista apropriado, de modo que sistema duplo acabou prevalecendo.

Por outro lado, podemos argumentar que Hitler estava perseguindo uma iniciativa cuidadosa para garantir o apoio das elites tradicionais, cujo compromisso ele dependia inicialmente. O processo de Gleischchaltung poderia ser interpretado, portanto, como o movimento gradual em direção da homogeneidade do governo, administração e processos legais e judiciais desde o início.

Por exemplo, órgãos partidários como a Juventude Hitlerista, RAD, DAF, KdF, etc. foram estabelecidos inicialmente para substituir, marginalizar ou contornar agências públicas ou privadas. Na época, agências não-nazistas foram abolidas:

  • Os sindicatos foram abolidos em 2 de maio de 1933 e substituídos pelo DAF (Frente de Trabalho Alemã), liderado por Robert Ley.

  • A associação à Juventude Hitlerista tornou-se compulsória em 1936. A presença de jovens nos encontros atingiu 80% em 1939.

Alternativamente, dado que muitas instituições do partido e Estado continuaram a coexistir no período nazista, podemos interpretar esta duplicidade como uma ação deliberada de Hitler. Como Evans e Jenkins sugeriram, “Hitler permitiu esta confusão porque a única força unificadora era a obediência à sua pessoa.” Darwinismo social em ação.

Finalmente, enquanto tecnicamente agências do partido, havia um número de departamentos que podiam ser vistos como outra camada de pessoal que estavam fora do escopo tanto dos ministérios normais quanto dos corpos paralelos. Estes incluíam o Departamento do Vice-Führer e o complexo SS/Gestapo/SD sob o comando de Himmler.

Inicialmente, o corpo de guarda-costas pessoal de Hitler, a SS, liderado por Heinrich Himmler cresceu e tornou-se o bloco mais poderoso na ditadura. A organização era administrada por Oswald Pohl. A SS (Schutzstaffel) pode quase ser vista como “um Estado dentro do Estado” a partir de 1939 (isto é um argumento aceito generalizadamente).

A SS representava a pureza racial e ideológica nazista e foi o principal instrumento do Estado de Terror.


http://www.schoolhistory.co.uk/

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

[POL] O Sistema Judicial do Partido Nazista

John Brown Mason, Universidade de Standford

 
A Origem dos Tribunais do Partido

Quando Hitler restabeleceu a organização NSDAP na primavera de 1925, ele o fez de forma sistemática, com muitas divisões através das quais as funções eram exercidas. A SA era a “tropa”, concebida para proteção e ordem (como os nazistas as viam). O departamento do Reicheschatzmeister era a divisão financeira do partido, e o Departamento de Organização tinha a função característica de seu nome. Os Comitês de Investigação e Ajuste (Unterschungs und Schlichtungs ausschusse), abreviadamente conhecidos como USCHLA, finalmente, foram o ponto de partida de um elaborado sistema judicial dentro do partido, que consistia de uma hierarquia de tribunais locais e distritais e de um tribunal superior. Após 1933, o Führer nomeou o Chefe de Justiça do Partido, Walter Buch, para converter o USCHLA em um sistema judicial do partido.
 

 Walter Buch


Objetivo

As Diretivas, que foram aprovadas pelo então vice-Führer, Rudolf Hess, em 17 de fevereiro de 1934, diziam que os tribunais do partido tinham “o objetivo de preservar a honra comum do partido e do membro individual do partido e, se necessário, ajustar diferenças de opinião entre os membros individuais.” Era sua função especial tomar medidas contra “aqueles membros do partido cuja conduta não corresponda ao conceito de honra e às visões do NSDAP, e, quando parecer necessário para a preservação da honra e prestígio do partido, estudar a exclusão de membros não-confiáveis do partido.” Colocando a coisa em poucas e diretas palavras, os tribunais do partido tinham uma dupla tarefa. Eles serviam para preservar a unidade dentro do partido ajustando as diferenças e atritos entre seus membros, e entre e com os líderes do partido de vários níveis; e para preservar o prestígio do partido, punindo membros que tenham cometido crimes, ou que tenham falhado em suas obrigações partidárias, ou cuja conduta tenham se tornado um problema para a organização.

Posição Legal

A posição legal e poderes do sistema judicial do partido são, é claro, fundamentalmente dependente da posição do próprio partido. Sob a Lei de Salvaguarda da Unidade do Partido e Estado de dezembro de 1933, o NSDAP é o “responsável pelo governo alemão e está inseparavelmente conectado ao Estado.” É uma “corporação de natureza pública”, sendo que sua constituição é determinada pelo Führer. Pelo fato do partido e suas organizações afiliadas serem “a liderança e a dinâmica do Estado Nacional Socialista,” seus membros têm “funções crescentes” para com o Führer, com o povo e com o Estado. Violando ou desprezando estas funções, eles estão sujeitos a uma jurisdição especial do partido. As ordens e regulamentos necessários para a execução e extensão desta lei, especialmente em relação à formação e procedimento da jurisdição do partido, eram emitidas pelo Chanceler, como Führer do NSDAP. O Führer tinha o poder superior sobre todos os assuntos partidários, não por causa de sua posição no Estado (Chanceler), mas como Führer do movimento nacional socialista. Esta independência do movimento resulta de suas próprias leis e não da lei comum.

Estrutura

1) Tribunais Locais

Regiões do NSDAP com 500 ou mais membros tinham um tribunal local (Ortsgericht), enquanto que dentro de um determinado distrito pequeno (Kreis) um tribunal distrital local (Kreisgericht) servia todas as regiões do partido que tinham menos de 500 membros cada. Eles tinham jurisdição sobre todos os membros do partido que viviam em seus respectivos distritos e eram lá registrados como membros, com exceção, entretanto, daqueles que possuíam um posto oficial médio ou alto dentro do partido, que estaria sob a jurisdição de um tribunal distrital, ou mesmo do Tribunal Superior do Partido.

2) Tribunais Distritais

Os tribunais distritais (Gaugerichte) exerciam uma dupla função. Eles eram (a) tribunais superiores de apelação dos tribunais locais; e (b) tribunais de jurisdição original para funcionários do partido de posto intermediário. Havia um tribunal distrital para cada distrito do partido, incluindo, anteriormente, um para a Cidade Livre de Danzig e um para a Ausland, ou países estrangeiros, com a sede em Berlim.

3) Tribunal Superior do Partido (Oberstes Parteigericht)   

Ele consistia de três câmaras, cada uma com um presidente e quatro associados, que dividiam o trabalho entre si segundo uma base geográfica. Elas constituíam tanto o tribunal mais alto de apelação dos tribunais distritais e o único tribunal do partido de jurisdição original para líderes do partido de alta patente, que não tinham nenhuma possibilidade de apelação.

Os Juízes

Os membros do Tribunal Superior do Partido eram apontados pelo Führer. Seu presidente (geralmente conhecido como Chefe da Justiça do Partido) indicava os presidentes das cortes distritais, sob a indicação dos respectivos líderes partidários distritais. Os presidentes dos tribunais locais eram determinados pelo Tribunal Superior do Partido sob a indicação dos presidentes dos respectivos tribunais distritais. Os juízes distritais e locais indicavam, por sua vez, dois juízes assistentes (Beisitzer) no tribunal e dois substitutos, em acordo com as autoridades partidárias apropriadas. Um membro de um tribunal do partido devia pertencer à SA. Mulheres não eram indicadas juízas. Juízes e associados do Partido podiam ser demitidos somente pelo presidente do Tribunal Superior do Partido. Os tribunais locais eram compostos somente por advogados. Os tribunais distritais incluíam juízes profissionais treinados.

Julgamentos

As Diretivas englobavam as seguintes punições: advertência, repreensão e, nos casos mais sérios, exclusão ou mesmo expulsão do partido. Além destas, havia também a proibição de manter um escritório do partido por um período de até três anos, de carregar armas por até três meses ou agir como orador público. Ao tomar decisões, os juízes do partido não eram limitados pela lei do Estado. Citando o Chefe de Justiça do Partido: “Eles estão ligados apenas pela sua consciência nacional socialista; eles não estão subordinados a qualquer funcionário do partido; eles estão sob as ordens apenas do Führer.” E, além disso: “... apesar do Führer, em sua proclamação de 25 de abril de 1928, de sujeitar a si mesmo e a todos os departamentos do partido ao Tribunal Superior, sua palavra sempre será a lei suprema para todos dentro do partido. O sistema judicial do partido não é, de modo algum, absoluto... Assim como o Führer ordena a direção na qual o movimento (nacional socialista) marcha, ele também decide o que deve ser a lei no partido. Se, de acordo com o desejo do Führer, o significado e o propósito do partido é a preservação do Germanismo, então, de acordo com seu desejo, tudo é legítimo para o partido que corresponda com a preservação do Germanismo, e ilegal qualquer coisa que entre em conflito com aquilo.” Portanto, de acordo o Chefe de Justiça do Partido Buch, que foi o fundador do sistema de tribunais do NSDAP, assim como seu chefe, não existia lei final nestes tribunais, exceto a palavra e desejo de Hitler.

 
http://www.jstor.org/discover/10.2307/1949427?uid=3737664&uid=2129&uid=2&uid=70&uid=4&sid=21101674476627