BBC News, 05/06/2009
Um tema revisionista parece ter sido levantado na comemoração do 65º. Aniversário dos desembarques da Normandia.
O assunto apareceu no novo livro de Antony Beevor, O Dia-D, o qual tenta desfazer algumas idéias pré-concebidas sobre a campanha aliada.
Longe de serem um sucesso absoluto, o Sr. Beevor descobriu que os desembarques por pouco não se tornaram um fiasco.
E longe de serem celebradas universalmente como libertadores, muitas tropas tiveram uma recepção hostil por parte do povo da Normandia.
A razão para isto é simples. Muitas cidades e vilas normandas foram literalmente destruídas pelo bombardeio aliado.
O bombardeio de Caen, diz o Sr. Beevor, poderia ser quase considerado um crime de guerra (apesar de ter se retratado mais tarde).
Muitos historiadores irão argüir que não há nada de novo no relato do Sr. Beevor.
Experiência Estressante
Acima de tudo, a escala de destruição já havia sido bem estabelecida.
Cerca de 20.000 civis franceses foram mortos em dois meses e meio desde o Dia-D, sendo 3.000 deles durante os desembarques reais.
Em algumas áreas – como o bolsão de Falaise onde os alemães foram encurralados até o esquecimento no final da campanha – sequer uma construção permaneceu de pé e os soldados tiveram que caminhar sobre pilhas de corpos humanos.
Quanto à destruição de Caen, há muito tempo é admitido que foi uma inutilidade militar.
Os alemães estavam estacionados ao norte da cidade e quase não foram molestados.
Vinte e cinco anos atrás, em seu livro Overlord, Max Hastings já o havia descrito como “um dos mais fúteis ataques aéreos da guerra.”
Apesar destes relatos revisionistas terem sido escritos longe dos locais de combate, é na França que estas idéias provocam maior debate hoje.
Não é como se a devastação provocada pelos Aliados não seja conhecida – é que ela tende a não ser discutida.
E para muitas famílias que viveram a guerra, foi a chegada e passagem das forças anglo-americanas que foi de longe a experiência mais estressante.
“Foi profundamente traumático para o povo da Normandia,” disse Christophe Prime, um historiador do Memorial da Paz em Caen.
“Pense nas centenas de toneladas de bombas destruindo cidades inteiras e aniquilando famílias. Mas o sofrimento dos civis foi por muitos anos mascarado pela imagem altamente difundida dos franceses saudando os libertadores com braços abertos.”
As boas-vindas mal-humoradas
De acordo com Prime, foi durante a comemoração do 60º. Aniversário cinco anos atrás que o tabu começou a ser levantado.
Nos encontros das cidades ao longo da Normandia, as testemunhas – agora em seus 70 anos – falaram das coisas terríveis que eles viram quando crianças.
Simultaneamente, uma exibição no memorial de Caen mostrou cartas de soldados aliados falando abertamente sobre a sua recepção pobre pelos moradores locais.
Aquilo foi uma iluminação para muitos povos normandos.
Por exemplo, o cabo Rocker da Força de Desembarque da Infantaria Leve Escocesa é citado em outro livro novo sobre o impacto civil da campanha, Libertação: O Caminho amargo para a Liberdade, de William Hitchcock.
“Foi mais do que um choque descobrir que não fomos recebidos entusiasticamente como libertadores pelos habitantes locais, como nos foi ditto que seríamos... Ele nos viam como mensageiros da destruição e da dor,” escreveu o sr. Rocker em seu diário.
Outro soldado, Ivor Astley, da 43º. Infantaria Wessex, descreveu os locais como “mal-humorados e quietos... Se esperávamos uma recepção calorosa, certamente falhamos em encontrá-la.”
Violência Sexual
Em seu livro, o sr. Hitchcock levanta outro assunto que raramente aparece nas memórias eufóricas da libertação: a pilhagem aliada e coisa pior.
“O roubo e a pilhagem das casas da Normandia e fazendas pelos soldados aliados começou em 6 de junho e nunca parou durante o verão inteiro,” ele escreve.
Uma mulher – da cidade de Colombieres – é mencionada dizendo que “o entusiasmo com os libertadores está diminuindo. Eles estão pilhando, e indo às casas em todos os lugares sob o pretexto de estarem procurando alemães.”
Mesmo mais temido, é claro, foi o crime de estupro – e aqui há também a imagem real que certamente foi apagada da memória popular.
De acordo com o historiador americano J. Robert lilly, houve cerca de 3.500 estupros por soldados americanos na França entre junho de 1944 e o fim da guerra.
“A evidência mostra que a violência sexual contra mulheres na França libertada era comum,” escreve o sr. Hitchcock.
“Ela também mostra que soldados negros acusados de tais atos infames recebiam punições severas, enquanto que soldados brancos recebiam sentenças mais brandas.”
Dos 29 soldados executados por estupro pelas autoridades militares, 25 eram negros – apesar de afro-americanos não representarem tão alta proporção das acusações.
Feliz e Agradecido
Então, por que o lado “mau” da libertação aliada tender a desaparecer da consciência popular francesa?
A resposta certamente é que o resultado total da campanha aliada foi positive para a França em geral.
Era difícil para o povo normando estragar a felicidade nacional ao reclamar de sua situação.
A mensagem do resto do país era simpático, porém realista: sabemos que vocês sofreram, mas o preço valeu a pena. A maioria das pessoas concordou e ficou quieta.
Além disso, a crítica aberta aos bombardeios britânicos e americanos era uma marca da colaboração francesa.
Em Paris – que é frequentemente esquecido, foi bombardeada pelos britãnicos – grupos pró-alemães criaram cerimônias para celebrar as vítimas e os “crimes” dos Aliados foram condenados na imprensa.
Após a Guerra, acusar os aliados teria parecido como ficar ao lado dos derrotados e desonrados.
É claro, em algumas comunidades a devastação jamais foi esquecida.
Há vilas na Normandia onde até recentemente as celebrações do 6 de junho eram deliberadamente evitadas, por causa das associações dolorosas.
E no fronte ideológico, sempre houve intelectuais tanto da esquerda quanto da direita que justificavam seu anti-americanismo ao lembrar dos terríveis aspectos da campanha francesa – como o modo “covarde” como os americanos bombardeavam de alta altitude, ou sua confiança em blindados causando baixas civis indiscriminadas.
Mas, em geral, a França continuou com a versão aceita dos desembarques e de suas consequências – qual seja, o de uma libertação alegre pela qual o país é eternamente grato.
Esta versão é a correta. A França foi de fato libertada da tirania, e os franceses ficaram felizes e agradecidos.
Mas é importante lembrar que tudo isto foi conseguido a um custo.
http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/8084210.stm
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
[HOL] Fotógrafo de Hitler registrou a vida em gueto de judeus
Terra, 18 de outubro de 2012
No 72º aniversário da criação do Gueto de Varsóvia pelos nazistas, foi divulgada uma série de imagens registradas pelo fotógrafo de Adolf Hitler de judeus na cidade de Kutno, a 75 km da capital polonesa. A fotos foram feitas por Hugo Jaeger, o homem que normalmente registrava o triunfo do Terceiro Reich, entre o fim de 1939 e o início de 1940.
No 72º aniversário da criação do Gueto de Varsóvia pelos nazistas, foi divulgada uma série de imagens registradas pelo fotógrafo de Adolf Hitler de judeus na cidade de Kutno, a 75 km da capital polonesa. A fotos foram feitas por Hugo Jaeger, o homem que normalmente registrava o triunfo do Terceiro Reich, entre o fim de 1939 e o início de 1940.
[ARM] Fabricante Falido do AK-47 tem esperança em Novas Armas
Der Speigel, 09/05/2012
Dimitry Rogozin,, o vice-primeiro ministro encarregado da indústria de defesa da Rússia, gosta de lançar afirmações dramáticas enquanto viaja e faz aparições públicas, afirmações para reviver o orgulho russo em seu país.
Rogozin frequentemente recorre a anedotas de sua época de embaixador da Rússia junto à OTAN. Em Bruxelas, diz ele, ouviu mais de uma vez de seus colegas ocidentais: “Atualmente, os otimistas aprendem inglês, os pessimistas aprendem chinês, mas os realistas operam um AK-47.”
É a mesma velha piada contada pela milésima vez, e não seria totalmente insano suspeitar que foi o próprio Rogozin quem a concebeu. Mas a conversa fiada foi particularmente boa durante a visita de Rogozin à fábrica Izhmash na cidade russa ocidental de Izhevsk, onde ele pretendia tranqüilizar os trabalhadores locais. De fato, os empregados têm um interesse especial no destino do fuzil de assalto AK-47, pois atrás do nome inocente da companhia Izhmash está o maior fabricante de armas da Rússia – o berço do famoso Kalashnikov.
Esta arma automática, conhecida em russo simplesmente como “avtomat”, é muito estimada pelos americanos, relatou Rogozin. As unidades militares de elite dos EUA a utilizam, ele acrescentou, mesmo que o Congresso americano geralmente prefira comprar somente armas fabricadas no país. Colecionadores privados também têm se interessado por este fuzil de assalto, continuou ele, notando que as vendas nos EUA aumentaram 50% no último ano. Ele também mencionou como o Afeganistão ainda solicita Kalashnikovs a Moscou “mesmo eles tendo 140.000 soldados da OTAN bem armados dentro de suas fronteiras.”
A Rússia nunca agraciou o mundo com um carro ou um super avião a jato, mas em mais de 60 anos após sua estréia, o Kalashnikov parece continuar sua marcha triunfante. Cerca de 100 milhões de AK-47 foram fabricados ao redor do mundo. A arma ajudou guerrilheiros nas florestas do Vietnã a derrotar os adversários americanos, os líderes moçambicanos o incorporaram na bandeira do país e o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, o levava em suas aparições em vídeo. Até hoje, os Kalashnikovs são o equipamento padrão para qualquer exército rebelde na África.
Uma Arma muito amada
Mesmo assim, o fuzil não é uma maravilha tecnológica. Ele não é particularmente refinado, nem o seu aspecto é amável. O Kalashnikov está mais para o Fusca do mercado das amas do que um Porsche: simples, robusto e indestrutível. “Nenhum fuzil no mundo tem sido mais confiável do que este,” disse recentemente Josh Laura, um antigo fuzileiro naval de Maryville, Tennessee, ao New York Times, ao explicar por que ele comprou um AK-47. Terry Sandlin, um eletricista em Scottsburg, Indiana, disse que ele escolheu o modelo porque “a qualidade e versatilidade de longe superam qualquer coisa no mercado.”
Os projetistas do fuzil russo tinham como princípio a simplicidade desde o início. O Kalashnikov não foi concebido como um fuzil para soldados profissionais, mas, ao invés disso, como uma pequena arma de fogo para multidões de soldados-cidadãos em campo comunista. Em sua história de 2010 do Kalashnikov intitulada simplesmente “A Arma”, o jornalista americano Christopher Chivers descreve o AK-47 e a bomba nuclear como um “casal incompatível mas destinado a ficar juntos,” explicando: “O guarda-chuva nuclear congelou as fronteiras e desencorajou a guerra total entre os exércitos convencionais estacionados na Europa, ajudando a criar condições na qual o Kalashnikov... (tornou-se) a ferramenta dominante para a violência nas zonas de conflito.”
O fuzil russo, que funciona debaixo de tempestades de areia ou chuva torrencial, sempre foi o escolhido em lutas de classes desde o começo. Soldados americanos lutando na Guerra do Vietnã gostavam de trocar seus fuzis M16 pelos Kalashnikovs que eles capturavam dos guerrilheiros porque o AK-47 não falhava na floresta úmida.
O músico do exército russo Dmitry Poltoratsky chegou mesmo a imortalizar o Kalashnikov em uma canção: “Sei para quem devo rezar e quem me ajudará. Meu Deus se mantém em uma correia de couro e carrega o logotipo de uma fábrica russa simples. O Kalashnikov é meu único Deus.”
Copiado até a Morte
A canção foi escrita em 2001, mas as coisas desandaram para o versátil fuzil desde então. Declarações de amor como aquelas do Vice-Primeiro Ministro Rogozin são mais precisamente analisadas como um sintoma da crise, assim como a expansão atual da arma no mercado americano.
O Ministério da Defesa russo, antigamente o maior comprador do Kalashnikov, parou de comprar a arma no último outono. O chefe do Exército da Rússia notou que armazéns do fuzil já estavam preenchendo os arsenais do país, ultrapassando a demanda “doze vezes”. Ele continuou a descrever o fuzil como ultrapassado, dizendo que a era de guerras em larga escala acabou e que um diferente tipo de arma é necessária para enfrentar conflitos locais. Precisão, ao invés de uma rajada constante de fogo sobre tropas inimigas, é o necessário, disse ele. Planos estabelecem a destruição de 4 milhões de AK-47 por volta de 2015.
Consequentemente, os negócios estão ruim na fábrica de Izhevsk. A companhia que o Czar Alexander I criou 200 anos atrás para fabricar mosquetes para a preparação da guerra contra Napoleão, a companhia que Stalin ordenou que fabricasse um fuzil de assalto como o alemão MKb 42(H) durante a Segunda Guerra Mundial, está falida desde a primavera, após acumular uma dívida de €62 milhões (U$78 milhões) em 2011 e um débito crescente de €136 milhões. A produção da fábrica caiu pela metade, e a própria companhia passou a fazer parte de um grande aglomerado empresarial estatal.
Além disso, as reclamações da fábrica não podem ser apenas atribuídas à decisão militar russa de interromper a compra da arma. Outra razão é o fato de que o mercado global está inundado de Kalashnikovs. O AK-47 foi copiado em quase todo continente, com versões mais baratas fabricadas na Bielorrúsia, Bulgária, Romênia e Sérvia, nos países africanos e particularmente na China – geralmente sem licença.
Colocando Esperanças nos Novos Modelos
Os chefes em Izhevsk tentaram protelar o desastre ao expandir os produtos da companhia. Antes, a empresa fabricava canhões para caças a jato e projéteis de precisão para artilharia, agora concentra-se em armas para caça e esporte.
Um desses produtos é o Saiga, a versão civil do Kalashnikov que está sendo consumido nos EUA. O Saiga não é o mesmo fuzil de assalto usado pela Al-Qaeda ou pela milícia Al-Shabab na Somália – ele apenas se parece fisicamente. Por exemplo, ele não tem furo roscado, o qual permite a conexão de coisas como supressores de flash ou silenciadores, e não pode ser disparado em automático.
O modelo não é particularmente novo. Pelo contrário, foi desenvolvido nos anos 1970 para caça de saigas, um tipo de antílope que desde então tornou-se uma espécie em extinção, nas estepes do Cazaquistão. O líder soviético, Leonid Brezhenev, ele próprio um caçador apaixonado, deu sinal verde para sua fabricação.
Mas, mesmo com o salto nas vendas, o Saiga ainda permanece como não mais do que um nicho no mercado de armas americano. O consolo de seus fabricantes russos é que o fuzil não precisa temer competição desigual da China em mercado americano, pois a importação de armas chinesas de mesmo porte foi tornada ilegal nos EUA desde 1994.
Além disso, ninguém em Izhevsk quer acreditar que este é o fim de uma tradição que completa 200 anos. De fato, há ainda esperança – e ela vem acompanhada da abreviação AK-12.
AK-12 é o nome de um Kalashnikov totalmente novo, algo que não tem em comum nada com o modelo velho. Foi por este fuzil que o Vice-Primeiro Ministro Rogozin viajou até Izhevsk.
Este Kalashnikov é dito ser uma maravilha, a arma última para os amantes da guerra. Ele pode ser conectado a um iluminador laser, um lançador de granadas e um dispositivo de visão noturna. Ele pode atirar tanto projéteis simples, disparos de três tiros ou em mdo automático total. Ele pode reportadamente atingir um alvo precisamente mesmo disparando rajadas rápidas. E seu pente pode conter 60 cartuchos, ao invés dos 30 tradicionais.
Os jornais russos, entretanto, estão chamando o AK-12 de “blefe”, dizendo que o novo fuzil de assalto não é nada mais do que uma versão recauchutada do velho Kalashnikov. Deve ainda ser visto se ele encontrará alguma serventia no Exército russo.
Uma Ofensiva Condenada
Até que uma decisão seja tomada, os planos da Izhmash pretende se concentrar em resolver uma questão que admite ter lamentavelmente negligenciado por anos: estigamtização. Agora, ela lançou uma campanha global para dar novos ares para o nome Kalashnikov. A cidade vizinha de Glasov produz uma vodka chamada Kalashnikov que é vendida em enormes garrafões com o formato do fuzil. Existem versões em plástico para brinquedo do AK-47 fabricados na China, e uma empresa chamada MMI na cidade alemã de Solingen mantém o direito de comercializar relógios e guarda-chuvas carregando o logotipo da Kalashnikov. A Izhmash também planeja usar o nome para uma linha de roupas esportivas.
Primeiro, contudo, Mikhail Timofeyevich Kalashnikov, o criador original do fuzil, terá que dar sua benção ao plano. Ou talvez um de seus três filhos terão que fazê-lo porque Kalashnikov, que foi condecorado “herói do trabalho socialista” duas vezes e “herói da federação Russa”, está com 92 anos de idade e com saúde precária. Ninguém lhe contou que o fuzil que inventou está sendo agora descartado pelo exército russo. De acordo com o jornal moscovita Isvestia, isso seria “um sério choque para uma pessoa de sua idade.”
http://www.spiegel.de/international/world/russian-kalashnikov-maker-fights-bankruptcy-with-new-weapons-models-a-853915.html
AK-47
Fonte: Wikipédia
AK-47, sigla da denominação russa Avtomat Kalashnikova odraztzia 1947 goda ("Arma Automática de Kalashnikov modelo de 1947"), é um fuzil/espingarda de assalto de calibre 7,62 x 39 mm criado em 1947 por Mikhail Kalashnikov e produzido na União Soviética pela indústria estatal IZH.
Seu funcionamento se dá de modo similar aos demais fuzis de assalto, pelo aproveitamento indireto dos gases que são desviados da parte posterior do cano até um cilindro montado acima deste, onde pressionam um êmbolo de longo curso que aciona o recuo do ferrolho de trancamento rotativo. O ferrolho desliza sobre dois trilhos na caixa da culatra com uma folga significativa entre as peças móveis e fixas, o que permite que opere com o seu interior saturado de lama ou areia. Dispara munição 7,62 x 39 mm nos modos automático e semi-automático. Seu registro de tiro e segurança é considerado por muitos sua principal desvantagem, não corrigida nos modelos posteriores. É lento e desconfortável, exige esforço extra para operar, especialmente com luvas, e quando acionado produz um "clique" alto e distinto. Outra desvantagem é a posição do ferrolho, que permanece fechado após o último tiro.
É alimentado por um carregador tipo cofre metálico bifilar de trinta projéteis, com retém localizado à frente do guarda-mato. Outros tipos de carregadores como o de quarenta projéteis ou o tambor de 75 projéteis da RPK também podem ser usados. Seu aparelho de pontaria é graduado de 100 m a 1000 m (800 no AK), e um ajuste fixo que pode ser usado para todas as faixas de até 300 metros. Pode também pode ser equipado com lançador de granadas montado sob o cano. A versão de coronha dobrável foi desenvolvida para as tropas aerotransportadas e denominadas AKS (AKMS). Os AK foram concebidos com baionetas destacáveis do tipo faca, que associada a sua bainha transforma-se numa tesoura de cortar arames.
Fuzil de Assalto
Fonte: Wikipédia
Um fuzil de assalto é uma arma leve dos modernos exércitos mundiais que se tornou o armamento de dotação individual dos combatentes de infantaria. Este tipo de arma constitui uma subvariante da espingarda automática ou fuzil automático que se caracteriza por utilizar uma munição menos potente.
Nascido no final da Segunda Guerra Mundial, o fuzil de assalto, teve uma grande evolução, adaptando-se aos mais diversos usos na guerra moderna. Ele surgiu quando estrategistas militares perceberam que, diferentemente da Primeira Guerra Mundial, que ocorreu com exércitos inteiros em linhas estáticas, combates em trincheiras e com disparos a longas distâncias, a Segunda Guerra não permitia o estacionamento de tropas devido à grande mobilidade dos veículos blindados apoiado pela artilharia e infantaria.
Foi nessa conjuntura que surgiu o fuzil de assalto, o infante combatia agora a curtas distancias, sendo que muitas vezes o embate ocorria em áreas urbanas, um campo de batalha que não havia sido explorado até o momento; diferentemente do combate em campo aberto, não havia o apoio instantâneo do fogo das metralhadoras, as quais necessitavam ser montadas e o encontro com o inimigo era inesperado.
Os fuzis de assalto representam um salto enorme no campo bélico. Essas metralhadoras portáteis podem ser usadas como metralhadoras de mão a curtas distâncias e como fuzis poderosos a longa distância. São armas tão poderosas, que hoje são a arma principal de todos os exércitos do mundo.
Dimitry Rogozin,, o vice-primeiro ministro encarregado da indústria de defesa da Rússia, gosta de lançar afirmações dramáticas enquanto viaja e faz aparições públicas, afirmações para reviver o orgulho russo em seu país.
Rogozin frequentemente recorre a anedotas de sua época de embaixador da Rússia junto à OTAN. Em Bruxelas, diz ele, ouviu mais de uma vez de seus colegas ocidentais: “Atualmente, os otimistas aprendem inglês, os pessimistas aprendem chinês, mas os realistas operam um AK-47.”
É a mesma velha piada contada pela milésima vez, e não seria totalmente insano suspeitar que foi o próprio Rogozin quem a concebeu. Mas a conversa fiada foi particularmente boa durante a visita de Rogozin à fábrica Izhmash na cidade russa ocidental de Izhevsk, onde ele pretendia tranqüilizar os trabalhadores locais. De fato, os empregados têm um interesse especial no destino do fuzil de assalto AK-47, pois atrás do nome inocente da companhia Izhmash está o maior fabricante de armas da Rússia – o berço do famoso Kalashnikov.
Esta arma automática, conhecida em russo simplesmente como “avtomat”, é muito estimada pelos americanos, relatou Rogozin. As unidades militares de elite dos EUA a utilizam, ele acrescentou, mesmo que o Congresso americano geralmente prefira comprar somente armas fabricadas no país. Colecionadores privados também têm se interessado por este fuzil de assalto, continuou ele, notando que as vendas nos EUA aumentaram 50% no último ano. Ele também mencionou como o Afeganistão ainda solicita Kalashnikovs a Moscou “mesmo eles tendo 140.000 soldados da OTAN bem armados dentro de suas fronteiras.”
A Rússia nunca agraciou o mundo com um carro ou um super avião a jato, mas em mais de 60 anos após sua estréia, o Kalashnikov parece continuar sua marcha triunfante. Cerca de 100 milhões de AK-47 foram fabricados ao redor do mundo. A arma ajudou guerrilheiros nas florestas do Vietnã a derrotar os adversários americanos, os líderes moçambicanos o incorporaram na bandeira do país e o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, o levava em suas aparições em vídeo. Até hoje, os Kalashnikovs são o equipamento padrão para qualquer exército rebelde na África.
Uma Arma muito amada
Mesmo assim, o fuzil não é uma maravilha tecnológica. Ele não é particularmente refinado, nem o seu aspecto é amável. O Kalashnikov está mais para o Fusca do mercado das amas do que um Porsche: simples, robusto e indestrutível. “Nenhum fuzil no mundo tem sido mais confiável do que este,” disse recentemente Josh Laura, um antigo fuzileiro naval de Maryville, Tennessee, ao New York Times, ao explicar por que ele comprou um AK-47. Terry Sandlin, um eletricista em Scottsburg, Indiana, disse que ele escolheu o modelo porque “a qualidade e versatilidade de longe superam qualquer coisa no mercado.”
Os projetistas do fuzil russo tinham como princípio a simplicidade desde o início. O Kalashnikov não foi concebido como um fuzil para soldados profissionais, mas, ao invés disso, como uma pequena arma de fogo para multidões de soldados-cidadãos em campo comunista. Em sua história de 2010 do Kalashnikov intitulada simplesmente “A Arma”, o jornalista americano Christopher Chivers descreve o AK-47 e a bomba nuclear como um “casal incompatível mas destinado a ficar juntos,” explicando: “O guarda-chuva nuclear congelou as fronteiras e desencorajou a guerra total entre os exércitos convencionais estacionados na Europa, ajudando a criar condições na qual o Kalashnikov... (tornou-se) a ferramenta dominante para a violência nas zonas de conflito.”
O fuzil russo, que funciona debaixo de tempestades de areia ou chuva torrencial, sempre foi o escolhido em lutas de classes desde o começo. Soldados americanos lutando na Guerra do Vietnã gostavam de trocar seus fuzis M16 pelos Kalashnikovs que eles capturavam dos guerrilheiros porque o AK-47 não falhava na floresta úmida.
O músico do exército russo Dmitry Poltoratsky chegou mesmo a imortalizar o Kalashnikov em uma canção: “Sei para quem devo rezar e quem me ajudará. Meu Deus se mantém em uma correia de couro e carrega o logotipo de uma fábrica russa simples. O Kalashnikov é meu único Deus.”
Copiado até a Morte
A canção foi escrita em 2001, mas as coisas desandaram para o versátil fuzil desde então. Declarações de amor como aquelas do Vice-Primeiro Ministro Rogozin são mais precisamente analisadas como um sintoma da crise, assim como a expansão atual da arma no mercado americano.
O Ministério da Defesa russo, antigamente o maior comprador do Kalashnikov, parou de comprar a arma no último outono. O chefe do Exército da Rússia notou que armazéns do fuzil já estavam preenchendo os arsenais do país, ultrapassando a demanda “doze vezes”. Ele continuou a descrever o fuzil como ultrapassado, dizendo que a era de guerras em larga escala acabou e que um diferente tipo de arma é necessária para enfrentar conflitos locais. Precisão, ao invés de uma rajada constante de fogo sobre tropas inimigas, é o necessário, disse ele. Planos estabelecem a destruição de 4 milhões de AK-47 por volta de 2015.
Consequentemente, os negócios estão ruim na fábrica de Izhevsk. A companhia que o Czar Alexander I criou 200 anos atrás para fabricar mosquetes para a preparação da guerra contra Napoleão, a companhia que Stalin ordenou que fabricasse um fuzil de assalto como o alemão MKb 42(H) durante a Segunda Guerra Mundial, está falida desde a primavera, após acumular uma dívida de €62 milhões (U$78 milhões) em 2011 e um débito crescente de €136 milhões. A produção da fábrica caiu pela metade, e a própria companhia passou a fazer parte de um grande aglomerado empresarial estatal.
Além disso, as reclamações da fábrica não podem ser apenas atribuídas à decisão militar russa de interromper a compra da arma. Outra razão é o fato de que o mercado global está inundado de Kalashnikovs. O AK-47 foi copiado em quase todo continente, com versões mais baratas fabricadas na Bielorrúsia, Bulgária, Romênia e Sérvia, nos países africanos e particularmente na China – geralmente sem licença.
Colocando Esperanças nos Novos Modelos
Os chefes em Izhevsk tentaram protelar o desastre ao expandir os produtos da companhia. Antes, a empresa fabricava canhões para caças a jato e projéteis de precisão para artilharia, agora concentra-se em armas para caça e esporte.
Um desses produtos é o Saiga, a versão civil do Kalashnikov que está sendo consumido nos EUA. O Saiga não é o mesmo fuzil de assalto usado pela Al-Qaeda ou pela milícia Al-Shabab na Somália – ele apenas se parece fisicamente. Por exemplo, ele não tem furo roscado, o qual permite a conexão de coisas como supressores de flash ou silenciadores, e não pode ser disparado em automático.
O modelo não é particularmente novo. Pelo contrário, foi desenvolvido nos anos 1970 para caça de saigas, um tipo de antílope que desde então tornou-se uma espécie em extinção, nas estepes do Cazaquistão. O líder soviético, Leonid Brezhenev, ele próprio um caçador apaixonado, deu sinal verde para sua fabricação.
Mas, mesmo com o salto nas vendas, o Saiga ainda permanece como não mais do que um nicho no mercado de armas americano. O consolo de seus fabricantes russos é que o fuzil não precisa temer competição desigual da China em mercado americano, pois a importação de armas chinesas de mesmo porte foi tornada ilegal nos EUA desde 1994.
Além disso, ninguém em Izhevsk quer acreditar que este é o fim de uma tradição que completa 200 anos. De fato, há ainda esperança – e ela vem acompanhada da abreviação AK-12.
AK-12 é o nome de um Kalashnikov totalmente novo, algo que não tem em comum nada com o modelo velho. Foi por este fuzil que o Vice-Primeiro Ministro Rogozin viajou até Izhevsk.
Este Kalashnikov é dito ser uma maravilha, a arma última para os amantes da guerra. Ele pode ser conectado a um iluminador laser, um lançador de granadas e um dispositivo de visão noturna. Ele pode atirar tanto projéteis simples, disparos de três tiros ou em mdo automático total. Ele pode reportadamente atingir um alvo precisamente mesmo disparando rajadas rápidas. E seu pente pode conter 60 cartuchos, ao invés dos 30 tradicionais.
Os jornais russos, entretanto, estão chamando o AK-12 de “blefe”, dizendo que o novo fuzil de assalto não é nada mais do que uma versão recauchutada do velho Kalashnikov. Deve ainda ser visto se ele encontrará alguma serventia no Exército russo.
Uma Ofensiva Condenada
Até que uma decisão seja tomada, os planos da Izhmash pretende se concentrar em resolver uma questão que admite ter lamentavelmente negligenciado por anos: estigamtização. Agora, ela lançou uma campanha global para dar novos ares para o nome Kalashnikov. A cidade vizinha de Glasov produz uma vodka chamada Kalashnikov que é vendida em enormes garrafões com o formato do fuzil. Existem versões em plástico para brinquedo do AK-47 fabricados na China, e uma empresa chamada MMI na cidade alemã de Solingen mantém o direito de comercializar relógios e guarda-chuvas carregando o logotipo da Kalashnikov. A Izhmash também planeja usar o nome para uma linha de roupas esportivas.
Primeiro, contudo, Mikhail Timofeyevich Kalashnikov, o criador original do fuzil, terá que dar sua benção ao plano. Ou talvez um de seus três filhos terão que fazê-lo porque Kalashnikov, que foi condecorado “herói do trabalho socialista” duas vezes e “herói da federação Russa”, está com 92 anos de idade e com saúde precária. Ninguém lhe contou que o fuzil que inventou está sendo agora descartado pelo exército russo. De acordo com o jornal moscovita Isvestia, isso seria “um sério choque para uma pessoa de sua idade.”
http://www.spiegel.de/international/world/russian-kalashnikov-maker-fights-bankruptcy-with-new-weapons-models-a-853915.html
AK-47
Fonte: Wikipédia
AK-47, sigla da denominação russa Avtomat Kalashnikova odraztzia 1947 goda ("Arma Automática de Kalashnikov modelo de 1947"), é um fuzil/espingarda de assalto de calibre 7,62 x 39 mm criado em 1947 por Mikhail Kalashnikov e produzido na União Soviética pela indústria estatal IZH.
Seu funcionamento se dá de modo similar aos demais fuzis de assalto, pelo aproveitamento indireto dos gases que são desviados da parte posterior do cano até um cilindro montado acima deste, onde pressionam um êmbolo de longo curso que aciona o recuo do ferrolho de trancamento rotativo. O ferrolho desliza sobre dois trilhos na caixa da culatra com uma folga significativa entre as peças móveis e fixas, o que permite que opere com o seu interior saturado de lama ou areia. Dispara munição 7,62 x 39 mm nos modos automático e semi-automático. Seu registro de tiro e segurança é considerado por muitos sua principal desvantagem, não corrigida nos modelos posteriores. É lento e desconfortável, exige esforço extra para operar, especialmente com luvas, e quando acionado produz um "clique" alto e distinto. Outra desvantagem é a posição do ferrolho, que permanece fechado após o último tiro.
É alimentado por um carregador tipo cofre metálico bifilar de trinta projéteis, com retém localizado à frente do guarda-mato. Outros tipos de carregadores como o de quarenta projéteis ou o tambor de 75 projéteis da RPK também podem ser usados. Seu aparelho de pontaria é graduado de 100 m a 1000 m (800 no AK), e um ajuste fixo que pode ser usado para todas as faixas de até 300 metros. Pode também pode ser equipado com lançador de granadas montado sob o cano. A versão de coronha dobrável foi desenvolvida para as tropas aerotransportadas e denominadas AKS (AKMS). Os AK foram concebidos com baionetas destacáveis do tipo faca, que associada a sua bainha transforma-se numa tesoura de cortar arames.
Fuzil de Assalto
Fonte: Wikipédia
Um fuzil de assalto é uma arma leve dos modernos exércitos mundiais que se tornou o armamento de dotação individual dos combatentes de infantaria. Este tipo de arma constitui uma subvariante da espingarda automática ou fuzil automático que se caracteriza por utilizar uma munição menos potente.
Nascido no final da Segunda Guerra Mundial, o fuzil de assalto, teve uma grande evolução, adaptando-se aos mais diversos usos na guerra moderna. Ele surgiu quando estrategistas militares perceberam que, diferentemente da Primeira Guerra Mundial, que ocorreu com exércitos inteiros em linhas estáticas, combates em trincheiras e com disparos a longas distâncias, a Segunda Guerra não permitia o estacionamento de tropas devido à grande mobilidade dos veículos blindados apoiado pela artilharia e infantaria.
Foi nessa conjuntura que surgiu o fuzil de assalto, o infante combatia agora a curtas distancias, sendo que muitas vezes o embate ocorria em áreas urbanas, um campo de batalha que não havia sido explorado até o momento; diferentemente do combate em campo aberto, não havia o apoio instantâneo do fogo das metralhadoras, as quais necessitavam ser montadas e o encontro com o inimigo era inesperado.
Os fuzis de assalto representam um salto enorme no campo bélico. Essas metralhadoras portáteis podem ser usadas como metralhadoras de mão a curtas distâncias e como fuzis poderosos a longa distância. São armas tão poderosas, que hoje são a arma principal de todos os exércitos do mundo.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Fidel recrutou ex-nazistas da SS para treinar Exército cubano
Globo.com, 16/10/2012
Documentos do serviço de inteligência alemão (da sigla alemã, BND) revelaram que Fidel Castro contratou ex-nazistas para treinar o exército cubano durante o episódio que ficou conhecido como a Crise dos Mísseis, entre os Estados Unidos e a União Soviética, em outubro de 1962.
De acordo com o relatório, baseado em documentos confidenciais recém-divulgados, o presidente cubano chegou a contratar quatro ex-oficiais da SS, uma divisão do Exército nazista, que iriam embarcar rumo a Cuba no dia 25 de outubro de 1962 para treinar tropas na ilha.
Posteriormente, foi relatado que somente dois dos quatro oficiais realmente chegaram ao país.
"Como pagamento foram oferecidos o equivalente a mil marcos alemães por mês, em moeda cubana, e mais mil marcos alemães por mês, na cotação desejada, em uma conta de um banco na Europa", detalha o documento.
Bodo Hechelhammer, coordenador de pesquisa do BND, explica que Fidel tentava buscar formas alternativas de proteger Cuba, que não fossem ligadas aos soviéticos.
"Obviamente, o exército revolucionário cubano mostrou não ter medo de estabelecer contato com pessoas de passado nazista, quando isto era útil para a própria causa", argumenta Hechelhammer.
A Crise dos Mísseis de Cuba, no auge da Guerra Fria, fez 50 anos no último domingo. Na ocasião, Estados Unidos e a União Soviética estiveram à beira de um conflito nuclear.
A guerra iminente só foi afastada quando os soviéticos concordaram em retirar os mísseis da ilha e os americanos fizeram o mesmo com armamentos similares na Europa.
O impasse, que durou 13 dias, resultou em um bloqueio a Cuba imposto por Washington e um abalo nas relações entre Cuba e União Soviética.
Compra de armas com extrema direita
Fidel Castro, na ocasião, ficou descontente com a forma com que os comunistas russos enfrentaram a crise.
O documento alemão revela ainda que o líder cubano se aproximou de dois traficantes de armas ligados a extrema direita alemã para comprar pistolas de fabricação belga.
De acordo com os arquivos do BND, o político alemão, Ernst-Wilhelm Springer, e o ex-oficial da Wehrmacht (as forças armadas nazistas), Otto Ernst Remer, vendiam armas internacionalmente e, mesmo pertencendo a um grupo de extrema direita, foram contactados pelo comunista cubano, que buscava formas alternativas de armar o seu Exército.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/10/fidel-recrutou-ex-nazistas-da-ss-para-treinar-exercito-cubano.html
Documentos do serviço de inteligência alemão (da sigla alemã, BND) revelaram que Fidel Castro contratou ex-nazistas para treinar o exército cubano durante o episódio que ficou conhecido como a Crise dos Mísseis, entre os Estados Unidos e a União Soviética, em outubro de 1962.
De acordo com o relatório, baseado em documentos confidenciais recém-divulgados, o presidente cubano chegou a contratar quatro ex-oficiais da SS, uma divisão do Exército nazista, que iriam embarcar rumo a Cuba no dia 25 de outubro de 1962 para treinar tropas na ilha.
Posteriormente, foi relatado que somente dois dos quatro oficiais realmente chegaram ao país.
"Como pagamento foram oferecidos o equivalente a mil marcos alemães por mês, em moeda cubana, e mais mil marcos alemães por mês, na cotação desejada, em uma conta de um banco na Europa", detalha o documento.
Bodo Hechelhammer, coordenador de pesquisa do BND, explica que Fidel tentava buscar formas alternativas de proteger Cuba, que não fossem ligadas aos soviéticos.
"Obviamente, o exército revolucionário cubano mostrou não ter medo de estabelecer contato com pessoas de passado nazista, quando isto era útil para a própria causa", argumenta Hechelhammer.
A Crise dos Mísseis de Cuba, no auge da Guerra Fria, fez 50 anos no último domingo. Na ocasião, Estados Unidos e a União Soviética estiveram à beira de um conflito nuclear.
A guerra iminente só foi afastada quando os soviéticos concordaram em retirar os mísseis da ilha e os americanos fizeram o mesmo com armamentos similares na Europa.
O impasse, que durou 13 dias, resultou em um bloqueio a Cuba imposto por Washington e um abalo nas relações entre Cuba e União Soviética.
Compra de armas com extrema direita
Fidel Castro, na ocasião, ficou descontente com a forma com que os comunistas russos enfrentaram a crise.
O documento alemão revela ainda que o líder cubano se aproximou de dois traficantes de armas ligados a extrema direita alemã para comprar pistolas de fabricação belga.
De acordo com os arquivos do BND, o político alemão, Ernst-Wilhelm Springer, e o ex-oficial da Wehrmacht (as forças armadas nazistas), Otto Ernst Remer, vendiam armas internacionalmente e, mesmo pertencendo a um grupo de extrema direita, foram contactados pelo comunista cubano, que buscava formas alternativas de armar o seu Exército.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/10/fidel-recrutou-ex-nazistas-da-ss-para-treinar-exercito-cubano.html
domingo, 14 de outubro de 2012
Adolf Hitler, Jesse Owens e o Mito Olímpico de 1936
HNN,
08/07/2002
Tal comportamento teria
sido perfeitamente previsível, mas isso não aconteceu. William J. Baker,
biógrafo de Owens, diz que os jornais criaram essa estória. O próprio Owens
originalmente insistiu que não era verdade, mas eventualmente ele começou a
dizer que era, aparentemente para não ser o único a
contradizê-la.
Os fatos são simples.
Hitler não cumprimentou Owens, mas naquele dia ele não cumprimentou ninguém, nem
mesmo os vencedores alemães. Na verdade, Hitler não cumprimentou ninguém após o
primeiro dia de competições. No primeiro dia ele cumprimentou todos os
vencedores alemães, mas isso lhe trouxe problemas com o Comitê Olímpico. Eles
lhe disseram para manter a neutralidade olímpica, ou seja, ou ele cumprimentaria
todos ou ninguém. Hitler decidiu a segunda opção.
Hitler esnobaria um
atleta negro americano, mas era Cornelius Johnson, e não Jesse Owens. Aconteceu
no primeiro dia do encontro. Antes de Johnson ser premiado, Hitler deixou o
estádio. Um porta-voz do governo disse que a saída de Hitler havia sido
pré-programada, mas ninguém acredita nisso.
Muitos outros enganos
sobre a Olímpiada de 1936 ainda são aceitos. Não somente Owens não foi ignorado
por Hitler como não foi vaiado pela platéia alemã no estádio de Berlim. Baker
relata que Owens capturou tanto o imaginário popular que ele recebeu diversas
ovações acaloradas. Qwens havia sido preparado para uma recepção hostil; um
treinador o havia alertado antecipadamente para não ficar chateado por qualquer
coisa que pudesse acontecer no pódio. "Ignore os insultos," foi dito a Owens, "e
você ficará bem." Mais tarde, Owens lembrou que ele recebeu as maiores ovações
de sua carreira em Berlim.
Outra crença popular é a
de que os jogos marcaram um momento humilhante para os nazistas porque uns
poucos negros receberam uma porção de medalhas enquanto Hitler havia predito
que atletas arianos seriam os grandes vencedores, prova das habilidades
sobrehumanas da raça branca. Na realidade, a competição foi tudo menos uma
humilhação para os alemães. É esquecido de que a Alemanha conquistou mais
medalhas do que todos os outros países reunidos. Hitler ficou satisfeito com o
resultado.
http://hnn.us/articles/571.html
Tópico Relacionado
http://epaubel.blogspot.com.br/2012/05/hitler-cumprimentou-jesse-owens-em-1936.html
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
A Verdade Sufocada
Carlos Alberto Brilhante Ustra
O fim do regime militar e a Lei da Anistia não trouxeram a pacificação desejada. Crédulos, os militares voltaram às suas atribuições, confiantes na reconciliação de todos os brasileiros. As mãos foram estendidas em sinal de paz, por um dos lados - as mãos dos vencedores da luta armada -, porém, para os vencidos, o combate continuou. Os derrotados trocaram as armas pelas palavras, fazendo questão de não deixar cicatrizar as feridas que procuram manter abertas até os dias de hoje.
Com a chegada ao Brasil dos primeiros banidos e auto-exilados a História começou a ser reescrita. Com os direitos políticos readquiridos, muitos voltaram a seus cargos, outros foram acolhidos por governos simpatizantes e outros ingressaram em partidos políticos recém fundados.
Aos poucos, a maioria dos “perseguidos políticos” ocupava cargos públicos, setores da mídia e universidades. Bons formadores de opinião, passaram a usar novas técnicas na batalha pela tomada do poder e pela tentativa de desmoralização das Forças Armadas.
A esquerda revanchista passou a descrever e a mostrar, da forma que lhe convinha, a luta armada no Brasil.
E o fez de maneira capciosa, invertendo, criando e deturpando fatos, enaltecendo terroristas, falseando a história, achincalhando as Forças Armadas e expondo à execração pública aqueles que, cumprindo com o dever, lutaram contra a subversão e o terrorismo em defesa da Nação e do Estado.
Passou a predominar no País a versão dos derrotados, que agiam livremente, sem qualquer contestação. As Forças Armadas, disciplinadas, se mantiveram mudas.
Aos poucos, a farsa dos revanchistas começou a ser aceita como “verdade” pelos que não viveram a época da luta armada e do terrorismo e que passaram a acreditar na versão que lhes era imposta pelos meios de comunicação social.
No segundo semestre de 1985, em razão das acusações formuladas no livro Brasil: Nunca Mais e pelas suas repercussões na mídia, a Seção de Informações do Centro de Informações do Exército (CIE) - atual Divisão de Inteligência do Centro de Inteligência do Exército - recebeu a missão de empregar os seus analistas - além de suas funções e encargos normais -, na realização de uma pesquisa histórica, considerando o período que abarcasse os antecedentes imediatos da Contra-Revolução de 31 de março de 1964, até a derrota e o desmantelamento das organizações e partidos que utilizaram a luta armada como instrumento de tomada do poder.
As pesquisas iniciais, realizadas ainda em 1985, mostraram, com clareza, que o trabalho ficaria incompleto e, até mesmo, impreciso historicamente, se fosse cumprido o planejamento inicialmente estabelecido. Assim, ampliou-se, no tempo e no espaço os limites físicos e cronológicos da pesquisa, retroagindo-se a Marx e Engels, passando pelos pólos irradiadores do Movimento Comunista Internacional e pela história do PCdoB – desde a sua criação em 1922 com a denominação de Partido Comunista do Brasil/Seção Brasileira da Internacional Comunista -, prolongando-se até a primeira metade da década de 1980.
Foi um trabalho minucioso, realizado em equipe, em que, inicialmente, os documentos existentes àquela época no CIE foram estudados, analisados e debatidos, conduzindo a novas indagações e a novos interesses. Com isso, as pesquisas foram ampliadas significativamente, incluindo processos, inquéritos, depoimentos de próprio punho de presos, jornais, revistas, gravações de programas de televisão, entrevistas, uma extensa bibliografia nacional e estrangeira e alguns livros de ex-militantes da luta armada.
Todas as pesquisas contribuíram para a elaboração desse livro, diferentemente do trabalho da equipe de D. Paulo Evaristo Arns que, para o livro “Brasil Nunca Mais”, pesquisou os processos e os inquéritos disponíveis na Justiça Militar, de onde extraiu, apenas, o que interessava, desde que fossem acusações e críticas aos militares e civis que os combateram e os derrotaram.
Visando a resguardar o caráter confidencial da pesquisa e a elaboração da obra, foi designada uma palavra-código para se referir ao projeto - Orvil -, livro escrito de forma invertida.
Em fins de 1987, o texto, de aproximadamente mil páginas, estava pronto.
A obra recebeu a denominação de “Tentativas de Tomada do Poder” e foi classificada como “Reservado”, grau de sigilo válido até que o livro fosse publicado oficialmente ou que ultrapassasse o período previsto na lei para torná-lo ostensivo.
Concluída e apresentada ao ministro do Exército, General Ex Leônidas Pires Gonçalves, este não autorizou a sua publicação - que seria a palavra oficial do Exército -, sob a alegação de que a conjuntura política não era oportuna, que o momento era de concórdia, conciliação, harmonia e desarmamento de espíritos e não de confronto, de acusações e de desunião.
Assim, a instituição permaneceu muda e a farsa dos revanchistas continuou, livre e solta, a inundar o País.
Muitos militares, considerando que a classificação sigilosa “Reservado” já ultrapassara o sigilo imposto pela lei e dispostos a divulgar o livro, resolveram copiá-lo e difundi-lo nos últimos 12 anos, na expectativa de que um número cada vez maior de leitores tomasse conhecimento de seu conteúdo.
Milhares de exemplares foram distribuídos a amigos, em corrente, e alguns exemplares foram entregues a jornalistas. Nós também recebemos um e nossos visitantes têm nos cobrado, permanentemente, a difusão do mesmo. Hoje, até órgãos do governo o possuem. Não o difundem porque a eles não interessa a divulgação do que ele contém.
Em abril de 2007, o Diário de Minas e o Correio Braziliense publicaram, por vários dias, extensa matéria sob o título “Livro Secreto do Exército é revelado”, em que abordaram, de forma irresponsável e panfletária, alguns aspectos que mais lhes interessavam sobre o livro. Logo em seguida, os telejornais fizeram coro à campanha.
Um procurador, mais afoito e atirado, afirmou que os militares sonegam dados sobre os desaparecidos. E de repente, não mais que de repente, o assunto bombástico desapareceu da mídia, como sempre. Os críticos do livro se recolheram, deixando no ar algumas meias verdades e muitas mentiras.
O silêncio prolongado, embora excepcionalmente revelador, sugere algumas indagações, dentre outras:
a - Por que os jornais não difundem o livro sequencialmente em capítulos?
- Teriam matéria gratuita por um longo período e, por certo, bateriam recordes de venda;
- Mostrariam à Nação um pouco das “ações heróicas” dos angelicais ex-terroristas, que receberam treinamento de guerrilha em Cuba, União Soviética e na China. Terroristas, que mataram, “justiçaram”, seqüestraram e assaltaram.
- Alertariam a população para as verdadeiras intenções da luta armada - implantar no Brasil o comunismo - seguindo as idéias de Fidel Castro e Che Guevara. As mesmas intenções do atual bolivarismo.
b - Se o livro teve a mais baixa classificação sigilosa – “Reservado” -, porque denominá-lo de Livro Secreto?-
- Para criar impacto e vender mais?
- Para criar falsas expectativas no leitor?
- Por que não permitir ao leitor conhecer toda essa História?
- Por que não publicá-lo ostensivamente, se a classificação “Reservado” já está caduca?
Assediado pela imprensa, o General Leônidas confirmou a missão atribuída ao CIE de elaborar o livro em 1985 e a decisão de não publicá-lo em 1988, em nome da concórdia, do desarmamento de espírito e da pacificação nacional, como o fora em 1979 a “Lei da Anistia”.
Em 29 de agosto último, a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República lançou, no Palácio do Planalto, em badalada cerimônia, que contou com a presença do presidente Lula, o livro “Direito à Memória e à Verdade”, praticamente uma cópia do livro “Os filhos deste solo” de Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio. Para os autores desses dois livros, os crimes praticados pelos militantes da luta armada, simplesmente, não existiram. São ”heróis” que precisam ser permanentemente homenageados.
No texto de uma matéria publicada no Correio Braziliense de 31/08/07, o articulista Lucas Figueiredo estabeleceu um ponto de contato, um elo de integração entre o livro “Direito à Memória e a Verdade” e o livro do CIE “As Tentativas de Tomada do Poder”, quando afirmou: “a versão oficial do Exército sobre a morte de desaparecidos políticos é incorporada à história formal do período militar – Livro secreto agora é oficial”, como se o Orvil desse credibilidade às versões publicadas no livro” Direito à Memória e a Verdade”.
Em razão de uma afirmação descabida, desonesta e mal intencionada e para que os leitores possam comparar, avaliar e concluir, resolvemos divulgar o “Projeto Orvil” no site - www.averdadesufocada.com, para consulta livre e gratuita.
Ao mesmo tempo, o divulgaremos para todos os endereços eletrônicos disponíveis – particularmente os de jornais, revistas, escolas, universidades, associações de classe, etc - e o colocamos à disposição de outros sites que, como o nosso, estejam interessados em mostrar aos leitores que o livro não é secreto e nada tem a esconder, pelo contrário, ele mostra tudo aquilo que a esquerda não quer que o Brasil conheça.
http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=737&Itemid=78
Link para o livro:
http://www.averdadesufocada.com/images/orvil/orvil_completo.pdf
Vídeos sobre o Livro e a deturpação da História pela Esquerda
O fim do regime militar e a Lei da Anistia não trouxeram a pacificação desejada. Crédulos, os militares voltaram às suas atribuições, confiantes na reconciliação de todos os brasileiros. As mãos foram estendidas em sinal de paz, por um dos lados - as mãos dos vencedores da luta armada -, porém, para os vencidos, o combate continuou. Os derrotados trocaram as armas pelas palavras, fazendo questão de não deixar cicatrizar as feridas que procuram manter abertas até os dias de hoje.
Com a chegada ao Brasil dos primeiros banidos e auto-exilados a História começou a ser reescrita. Com os direitos políticos readquiridos, muitos voltaram a seus cargos, outros foram acolhidos por governos simpatizantes e outros ingressaram em partidos políticos recém fundados.
Aos poucos, a maioria dos “perseguidos políticos” ocupava cargos públicos, setores da mídia e universidades. Bons formadores de opinião, passaram a usar novas técnicas na batalha pela tomada do poder e pela tentativa de desmoralização das Forças Armadas.
A esquerda revanchista passou a descrever e a mostrar, da forma que lhe convinha, a luta armada no Brasil.
E o fez de maneira capciosa, invertendo, criando e deturpando fatos, enaltecendo terroristas, falseando a história, achincalhando as Forças Armadas e expondo à execração pública aqueles que, cumprindo com o dever, lutaram contra a subversão e o terrorismo em defesa da Nação e do Estado.
Passou a predominar no País a versão dos derrotados, que agiam livremente, sem qualquer contestação. As Forças Armadas, disciplinadas, se mantiveram mudas.
Aos poucos, a farsa dos revanchistas começou a ser aceita como “verdade” pelos que não viveram a época da luta armada e do terrorismo e que passaram a acreditar na versão que lhes era imposta pelos meios de comunicação social.
No segundo semestre de 1985, em razão das acusações formuladas no livro Brasil: Nunca Mais e pelas suas repercussões na mídia, a Seção de Informações do Centro de Informações do Exército (CIE) - atual Divisão de Inteligência do Centro de Inteligência do Exército - recebeu a missão de empregar os seus analistas - além de suas funções e encargos normais -, na realização de uma pesquisa histórica, considerando o período que abarcasse os antecedentes imediatos da Contra-Revolução de 31 de março de 1964, até a derrota e o desmantelamento das organizações e partidos que utilizaram a luta armada como instrumento de tomada do poder.
As pesquisas iniciais, realizadas ainda em 1985, mostraram, com clareza, que o trabalho ficaria incompleto e, até mesmo, impreciso historicamente, se fosse cumprido o planejamento inicialmente estabelecido. Assim, ampliou-se, no tempo e no espaço os limites físicos e cronológicos da pesquisa, retroagindo-se a Marx e Engels, passando pelos pólos irradiadores do Movimento Comunista Internacional e pela história do PCdoB – desde a sua criação em 1922 com a denominação de Partido Comunista do Brasil/Seção Brasileira da Internacional Comunista -, prolongando-se até a primeira metade da década de 1980.
Foi um trabalho minucioso, realizado em equipe, em que, inicialmente, os documentos existentes àquela época no CIE foram estudados, analisados e debatidos, conduzindo a novas indagações e a novos interesses. Com isso, as pesquisas foram ampliadas significativamente, incluindo processos, inquéritos, depoimentos de próprio punho de presos, jornais, revistas, gravações de programas de televisão, entrevistas, uma extensa bibliografia nacional e estrangeira e alguns livros de ex-militantes da luta armada.
Todas as pesquisas contribuíram para a elaboração desse livro, diferentemente do trabalho da equipe de D. Paulo Evaristo Arns que, para o livro “Brasil Nunca Mais”, pesquisou os processos e os inquéritos disponíveis na Justiça Militar, de onde extraiu, apenas, o que interessava, desde que fossem acusações e críticas aos militares e civis que os combateram e os derrotaram.
Visando a resguardar o caráter confidencial da pesquisa e a elaboração da obra, foi designada uma palavra-código para se referir ao projeto - Orvil -, livro escrito de forma invertida.
Em fins de 1987, o texto, de aproximadamente mil páginas, estava pronto.
A obra recebeu a denominação de “Tentativas de Tomada do Poder” e foi classificada como “Reservado”, grau de sigilo válido até que o livro fosse publicado oficialmente ou que ultrapassasse o período previsto na lei para torná-lo ostensivo.
Concluída e apresentada ao ministro do Exército, General Ex Leônidas Pires Gonçalves, este não autorizou a sua publicação - que seria a palavra oficial do Exército -, sob a alegação de que a conjuntura política não era oportuna, que o momento era de concórdia, conciliação, harmonia e desarmamento de espíritos e não de confronto, de acusações e de desunião.
Assim, a instituição permaneceu muda e a farsa dos revanchistas continuou, livre e solta, a inundar o País.
Muitos militares, considerando que a classificação sigilosa “Reservado” já ultrapassara o sigilo imposto pela lei e dispostos a divulgar o livro, resolveram copiá-lo e difundi-lo nos últimos 12 anos, na expectativa de que um número cada vez maior de leitores tomasse conhecimento de seu conteúdo.
Milhares de exemplares foram distribuídos a amigos, em corrente, e alguns exemplares foram entregues a jornalistas. Nós também recebemos um e nossos visitantes têm nos cobrado, permanentemente, a difusão do mesmo. Hoje, até órgãos do governo o possuem. Não o difundem porque a eles não interessa a divulgação do que ele contém.
Em abril de 2007, o Diário de Minas e o Correio Braziliense publicaram, por vários dias, extensa matéria sob o título “Livro Secreto do Exército é revelado”, em que abordaram, de forma irresponsável e panfletária, alguns aspectos que mais lhes interessavam sobre o livro. Logo em seguida, os telejornais fizeram coro à campanha.
Um procurador, mais afoito e atirado, afirmou que os militares sonegam dados sobre os desaparecidos. E de repente, não mais que de repente, o assunto bombástico desapareceu da mídia, como sempre. Os críticos do livro se recolheram, deixando no ar algumas meias verdades e muitas mentiras.
O silêncio prolongado, embora excepcionalmente revelador, sugere algumas indagações, dentre outras:
a - Por que os jornais não difundem o livro sequencialmente em capítulos?
- Teriam matéria gratuita por um longo período e, por certo, bateriam recordes de venda;
- Mostrariam à Nação um pouco das “ações heróicas” dos angelicais ex-terroristas, que receberam treinamento de guerrilha em Cuba, União Soviética e na China. Terroristas, que mataram, “justiçaram”, seqüestraram e assaltaram.
- Alertariam a população para as verdadeiras intenções da luta armada - implantar no Brasil o comunismo - seguindo as idéias de Fidel Castro e Che Guevara. As mesmas intenções do atual bolivarismo.
b - Se o livro teve a mais baixa classificação sigilosa – “Reservado” -, porque denominá-lo de Livro Secreto?-
- Para criar impacto e vender mais?
- Para criar falsas expectativas no leitor?
- Por que não permitir ao leitor conhecer toda essa História?
- Por que não publicá-lo ostensivamente, se a classificação “Reservado” já está caduca?
Assediado pela imprensa, o General Leônidas confirmou a missão atribuída ao CIE de elaborar o livro em 1985 e a decisão de não publicá-lo em 1988, em nome da concórdia, do desarmamento de espírito e da pacificação nacional, como o fora em 1979 a “Lei da Anistia”.
Em 29 de agosto último, a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República lançou, no Palácio do Planalto, em badalada cerimônia, que contou com a presença do presidente Lula, o livro “Direito à Memória e à Verdade”, praticamente uma cópia do livro “Os filhos deste solo” de Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio. Para os autores desses dois livros, os crimes praticados pelos militantes da luta armada, simplesmente, não existiram. São ”heróis” que precisam ser permanentemente homenageados.
No texto de uma matéria publicada no Correio Braziliense de 31/08/07, o articulista Lucas Figueiredo estabeleceu um ponto de contato, um elo de integração entre o livro “Direito à Memória e a Verdade” e o livro do CIE “As Tentativas de Tomada do Poder”, quando afirmou: “a versão oficial do Exército sobre a morte de desaparecidos políticos é incorporada à história formal do período militar – Livro secreto agora é oficial”, como se o Orvil desse credibilidade às versões publicadas no livro” Direito à Memória e a Verdade”.
Em razão de uma afirmação descabida, desonesta e mal intencionada e para que os leitores possam comparar, avaliar e concluir, resolvemos divulgar o “Projeto Orvil” no site - www.averdadesufocada.com, para consulta livre e gratuita.
Ao mesmo tempo, o divulgaremos para todos os endereços eletrônicos disponíveis – particularmente os de jornais, revistas, escolas, universidades, associações de classe, etc - e o colocamos à disposição de outros sites que, como o nosso, estejam interessados em mostrar aos leitores que o livro não é secreto e nada tem a esconder, pelo contrário, ele mostra tudo aquilo que a esquerda não quer que o Brasil conheça.
http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=737&Itemid=78
Link para o livro:
http://www.averdadesufocada.com/images/orvil/orvil_completo.pdf
Vídeos sobre o Livro e a deturpação da História pela Esquerda
domingo, 7 de outubro de 2012
[HOL] Estória do Holocausto de Australiano classificada como Mentira
The Jewish Chronicle, 27/09/2012
Mas o Sr. Kurzem, que mantém sua estória, disse: “Eles me chamam de mentiroso, uma fraude. Você colaboraria com pessoas como estas? Se ela (Fitzpatrick) tivesse pedido de uma maneira mais educada... eu teria aceitado.” Mesmo assim, ele disse que faria o teste para “calar-lhes a boca”. “Provarei que eles estão errados,” disse ele.
Ele alegava que o massacre de Koidanov levou dois dias. “Ele foi feito em uma tarde e isto está confirmado em um livro Yizkor de Koidanov contendo cartas para parentes dos poucos que sobreviveram,” disse o Sr. Maisel.
“Eles estão me acusando e me sentenciando,” disse o Sr. Kurzem. “Estou 1 milhão por cento certo de que sou judeu. Desejava não ser quando era criança. Era uma maldição. Agora, é grande evidência,” disse ele.
Mas o Dr. Resnick acrescentou. “Mesmo que o sr. Kurzem seja judeu, ele presenciou o massacre de sua família? Ele é Ilya Galperin? Um teste de DNA é a única maneira de provar esta estória.”
http://www.thejc.com/news/world-news/83898/australian-mans-holocaust-story-labelled-a-lie%E2%80%99
Pressão está crescendo sobre um australiano para provar que
sua extraordinária estória de sobrevivência do Holocausto seja verdadeira. A
estória de Alex Kurzem foi contada em um livro de grande sucesso e em um
documentário premiado – ambos intitulados “O Mascote” – mas foi o especial
apresentado no programa 60 Minutes nos EUA em 2009 que provocou suspeitas no
Dr. Barry Resnick, um professor universitário californiano que perdeu parentes
no Holocausto. Uldis (Alex) Kurzem afirmava que ele presenciou o massacre de
sua mãe, irmã e irmão judeus na vila bielo-russa de Koidanoy quando ele tinha
cinco anos de idade em 1941. Ele também afirmava que foi mais tarde adotado por
um guarda letão que ficou com pena dele, deu-lhe um novo nome (Uldis
Kurzemnieks) e tornou-o seu mascote de batalhão. Vestido com emblemas da SS, ele
foi filmado para o documentário de propaganda nazista como “O mais jovem
nazista do Reich.”
O Mascote recebeu aclamação crítica. Mas nem todos ficaram
impressionados. “Após assistir a transmissão e ler o livro, tive sérias
dúvidas,” disse o Dr. Resnick. “Um historiador me disse que não havia nada de
surpreendente sobre a estória de Kurzem de ser um mascote de uma unidade
militar. Entretanto, quando ele alegou ser judeu e que foi encontrado pelos
nazistas, então tornou-se uma estória de tremendo sucesso.”
Alex Kurzem como "O Mascote"
O Dr. Resnick trabalhou nos últimos três anos com a
especialista em DNA, Dra. Colleen Fitzpatrick, que esteve envolvida na
descoberta de duas estórias fraudulentas do Holocausto – “Sobrevivendo com
Lobos” de Misha Fonseca e “Anjo na Cerca” de Herman Rosenblat.
O Sr. Kurzem, que imigrou em 1949 e vive em Melbourne,
acredita que ele nasceu Ilya Galperin, o filho de Solomon Galperin, que foi
feito prisioneiro em Auschwitz, mas sobreviveu, casou-se novamente e teve um
outro filho, Erik. Os especialistas americanos acreditam que o único modo de
provar conclusivamente isto é o Sr. Kurzem e o Sr. Galperin fazerem um teste de
DNA.Mas o Sr. Kurzem, que mantém sua estória, disse: “Eles me chamam de mentiroso, uma fraude. Você colaboraria com pessoas como estas? Se ela (Fitzpatrick) tivesse pedido de uma maneira mais educada... eu teria aceitado.” Mesmo assim, ele disse que faria o teste para “calar-lhes a boca”. “Provarei que eles estão errados,” disse ele.
Alex Kurzem
A estória do Sr. Kurzem está também sob investigação pela Associação
de Reivindicações, confirmou o vice-presidente executivo Greg Schneider. “Nenhuma
prova de fraude foi encontrada e, como tal, não seguramos nenhum pagamento,”
escreveu o Sr. Schneider por e-mail.
Além disso, sobreviventes no Centro do Holocausto Judaico em
Melbourne estão com dúvidas a respeito de algumas de suas afirmações. Phillip
Maisel, que registrou cerca de 2.000 depoimentos, não acreditou na estória
inteira quando ele entrevistou o Sr. Kurzem pela primeira vez em 1996.Ele alegava que o massacre de Koidanov levou dois dias. “Ele foi feito em uma tarde e isto está confirmado em um livro Yizkor de Koidanov contendo cartas para parentes dos poucos que sobreviveram,” disse o Sr. Maisel.
“Eles estão me acusando e me sentenciando,” disse o Sr. Kurzem. “Estou 1 milhão por cento certo de que sou judeu. Desejava não ser quando era criança. Era uma maldição. Agora, é grande evidência,” disse ele.
Mas o Dr. Resnick acrescentou. “Mesmo que o sr. Kurzem seja judeu, ele presenciou o massacre de sua família? Ele é Ilya Galperin? Um teste de DNA é a única maneira de provar esta estória.”
http://www.thejc.com/news/world-news/83898/australian-mans-holocaust-story-labelled-a-lie%E2%80%99
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