sábado, 22 de junho de 2013

[HOL] Italiano salvador de judeus é agora visto como colaborador nazista

Patricia Cohen

New York Times, 19/06/2013

 
Ele foi chamado de “o Schindler italiano”, recebendo o crédito por ter ajudado a salvar 5.000 judeus durante o Holocausto. Giovanni Palatucci, um policial na guerra, recebeu honras em Israel, em Nova York e na Itália, onde praças e parques foram nomeados em sua homenagem, e no Vaticano, o Papa João Paulo II o declarou um mártir, um passo importante para a santidade.

 Giovanni Palatucci

Mas no Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, o conto de suas façanhas heroicas está sendo removido de uma exibição após funcionários descobrirem novas evidências sugerindo que, longe de ser um herói, ele era um colaborador nazista entusiasmado, envolvido na deportação de judeus para Auschwitz.

Uma carta enviada este mês ao diretor do museu pelo Centro Primo Levi no Centro para História Judaica em Nova York diz que uma pesquisa realizada por mais de uma dúzia de pesquisadores que revisaram quase 700 documentos, concluiu que por seis anos, Palatucci foi “um executor desejoso da legislação racial e – após fazer o juramento à República Social de Mussolini, colaborou com os nazistas.”

A carta dizia que registros alemães e italianos não forneceram nenhuma evidência que ele tenha ajudado os judeus durante a guerra e que a primeira menção somente apareceu anos mais tarde, em 1952. Os pesquisadores também encontraram documentos que mostram que Palatucci ajudou os alemães a identificar os judeus para a prisão.

Não existe nenhuma explicação convincente de como o relato do heroísmo de Palatucci apareceu, mas alguns especialistas dizem que sua persistência se deve muito à situação da Itália após a Segunda Guerra Mundial. Os pesquisadores dizem que a nova evidência apareceu em anos recentes à medida que eles tiveram acesso aos documentos. O objetivo de sua pesquisa, eles dizem, era compreender o papel de Fiume, a cidade onde Palatucci trabalhava, como terreno fértil para o fascismo; os documentos que detonaram o relato do heroísmo abnegado de Palatucci foram um subproduto daquela investigação.

Palatucci tem recebido o crédito por ter salvado milhares de judeus entre 1940 e 1944 enquanto ele era chefe de polícia em Fiume, uma cidade portuária adriática que era considerada o primeiro símbolo do novo Império Fascista da Itália. (Ela é agora chamada de Rijeka e é parte da Croácia.) Quando os nazistas ocuparam a cidade em 1943, por exemplo, era dito que Palatucci destruiu os registros para prevenir que os alemães enviassem os judeus de Fiume para os campos de concentração. Sua própria morte aos 35 anos no campo de Dachau parecia corroborar seu valor.

Mas Natalia Indrimi, a diretora executiva do Centro Primo Levi, disse que os historiadores foram capazes de revisar aqueles supostamente registros destruídos nos Arquivos Públicos de Rijeka.

O que eles mostram, disse a Dra. Indrimi, que coordenou a pesquisa, é que Fiume tinha somente 500 judeus em 1943, e que a maioria deles – 412, ou cerca de 80% - acabou em Auschwitz, a maior porcentagem em relação a outras cidades italianas. A pesquisa sobre Palatucci descobriu que ao invés de ser chefe da polícia, ele era vice-comissário responsável por impor as leis raciais da Itália Fascista. Além disso, sua deportação para Dachau em 1944 não estava relacionada ao salvamento de judeus mas às acusações alemãs de corrupção e traição por passar planos para a independência de Fiume no pós-guerra aos britânicos.

O relatório diz que é possível que Palatucci tenha ajudado algumas pessoas, apesar de não estar certo se ele fez isso por ordens superiores.

A Dra. Indrimi disse que “o mito” acerca de Palatucci começou em 1952, quando seu tio, o Bispo Giuseppe Maria Palatucci, usou a estória para convencer o governo italiano a dar uma pensão aos pais de Palatucci. O relato, ela disse, ganhou impulso porque parecia melhorar a reputação do Papa Pio XII, que é acusado por grupos judeus de ter sido indiferente ao genocídio.

“Se ele representa alguma coisa é o silêncio, a ideologia e o cumprimento de muitos jovens italianos que abraçaram entusiasticamente Mussolini em seus últimos passos desastrosos,” escreveu a Dra. Indrimi em sua carta ao Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos. Alguma evidência foi apresentada em uma conferência na Universidade de Nova York ano passado.

Talvez o maior reconhecimento que Palatucci recebeu foi sua nomeação em 1990 pelo Yad Vashem, o memorial de Israel para o Holocausto, como um dos Justos entre as Nações – uma honra concedida àqueles que resgataram judeus, e que inclui Oskar Schindler, o empresário alemão que ajudou 1.200 judeus a evitar os campos de extermínio.

Após receber o relatório dos historiadores, o Yad Vashem disse que ele “começou o processo de exame profundo dos documentos,” escreveu Estee Yaari, porta-voz da mídia estrangeira, por e-mail.

A narrativa do heroísmo de palatucci tornou-se assunto de artigos, livros e um filme para televisão. No último mês, a Associação Giovanni Palatucci deu crédito à sua intervenção sobrenatural no milagroso desaparecimento do tumor de rim de um homem como parte de uma ação para promover sua santidade.

A Liga Anti-Difamação (ADL) premiou Palatucci com sua Medalha da Coragem para Cuidar em 18 de maio de 2005, o que fez com que o prefeito Michael Bloomberg declarasse, por sua vez, o Dia da Coragem para Cuidar Giovanni Palatucci. A Fundação Internacional Raoul Wallenberg criou um hino para ele em seu sítio da internet.

Cerca de 9.000 judeus foram deportados da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Mas os especialistas notaram que, apesar dos 45.000 judeus na Itália terem sido perseguidos, a maioria sobreviveu à guerra.

Alexander Stille, um professor da faculdade de jornalismo na Universidade de Columbia, que revisou alguns dos documentos, disse que o caso de Palatucci foi o resultado de três instituições poderosas, todas com interesse em promover o que parecia ser um conto heroico: “O governo italiano estava ansioso em se reabilitar e mostrar que eles eram melhores e mais humanos que seus aliados nazistas. A Igreja Católica estava ansiosa em contar uma estória positiva sobre o papel da Igreja durante a guerra e o Estado de Israel estava ansioso em promover a ideia de não-judeus corretos e contar estórias de pessoas comuns decentes que ajudaram a salvar judeus comuns.”  

terça-feira, 18 de junho de 2013

[POL] O Caso de Amor assustador de Hollywood com Hitler

David Mikics, 10 de junho de 2013


Adolf Hitler amava os filmes americanos. Toda noite, mais ou menos às 21:00, após o Führer ter cansado seus ouvintes com seus longos monólogos, ele conduzia seus convidados de jantar à sua sala privada de projeção. As luzes se apagavam, e Hitler ficava em silêncio, provavelmente pela primeira vez no dia. Ele ria amavelmente do Gordo e o Magro e Mickey Mouse, e ele adorava Greta Garbo: Camille o conduzia às lágrimas. Tarzan, por outro lado, era considerado idiota por ele.

Analogamente, o amor de Hitler pelos filmes americanos era correspondido por Hollywood. Um livro lançado pelo jovem historiador Ben Urwand, pela Harvard University Press em outubro, apresenta explosiva nova evidência sobre a chocante parceria entre os nazistas e os maiores produtores hollywoodianos. Urwand, um antigo músico de rock e atualmente membro da prestigiosa Sociedade de Amigos de Harvard, leva o assunto de maneira pessoal: seus pais eram judeus refugiados do Egito e Hungria. Procurando em arquivos em Berlim e Washington, ele levantou prova de que Hollywood trabalhou junto com os nazistas de forma muito mais íntima do que jamais foi imaginado.

Urwand nomeou seu livro excitante “A Colaboração: O Pacto de Hollywood com Hitler”, e à medida que você lê suas páginas, percebe com desencanto que colaboração é a única palavra capaz de representar a relação entre Hitler e Hollywood nos anos 1930. Usando novas descobertas documentais, Urwand alega que alguns dos donos de estúdio de Hollywood, quase todos judeus, estabeleceram seu vínculo com Hitler quase imediatamente assim que ele assumiu o poder, e eles o fizeram de maneira entusiasmada – não relutantemente. O que eles queriam era ter acesso ao público alemão. O que Hitler queria era a habilidade de formatar o conteúdo dos filmes de Hollywood – e ele conseguiu. Durante os anos 1930, Georg Gyssling, o cônsul de Hitler em Los Angeles, foi convidado a ver os filmes antes deles serem lançados nos cinemas. Se Gyssling se opunha a qualquer parte do filme – e ele frequentemente se opunha – as cenas ofensivas eram cortadas. Consequentemente, os nazistas tinham total poder de veto sobre o conteúdo dos filmes de Hollywood.

O que é chocante e novo no relato de Urwand é a descrição detalhada da manipulação pelos executivos de Hollywood de seu produto para se adaptar às exigências do regime nazista. Enquanto as relações de Hollywood com os nazistas não é assunto novo, a inclinação de historiadores anteriores como Thomas Doherty, autor de Hollywood e Hitler, 1933-1939, que não teve acesso aos documentos que Urwand descobriu, foi de deixar os executivos de estúdio fora da questão. Como muitos historiadores antes de Urwand, Doherty relativiza o retrato de Jack Warner como um simpatizante ardente dos nazistas, que parou de fazer negócios com a Alemanha em virtude do mau tratamento dos judeus pelos nazistas. Mas como Urwand argumenta aqui, não foi Warner que rejeitou os nazistas, e sim o contrário: Hitler descartou a Warner Bros. porque o estúdio falhou em fazer os cortes substanciais exigidos por seu cônsul Gyssling em um filme chamado Capturado!, filmado em um campo alemão de prisioneiros de guerra durante a Primeira Guerra Mundial. Em julho de 1934, a Warner Bros. foi expulsa de Berlim, e o resto dos estúdios ficaram com medo. Urwand detalha o problema das companhias de distribuição de Hollywood tendo que demitir metade de seus membros judeus na Alemanha e negociando com os nazistas de modo que pudessem manter a outra metade. EM 1936, todos os judeus associados com a indústria cinematográfica americana na Alemanha foram obrigados a deixar o país. Mesmo após isso, os estúdios entusiasticamente mantiveram seus negócios lucrativos com o regime de Hitler.

Muitas dezenas de filmes de Hollywood foram importados pela Alemanha Nazista todos os anos e eles frequentemente tinham boas arrecadações. Os filmes americanos que os nazistas gostavam eram aqueles que proclamavam a necessidade de um líder forte. Os jornais nazistas ficaram entusiasmados ao ver o “princípio do líder” ilustrado em filmes como As Vidas de um Lanceiro em Bengal, Motim no Bounty, Nosso pão de cada dia e O Sr. Smith vai a Washington. Eles viam nesses entretenimentos populares lições políticas fascistas carregadas com humor – um leve toque americano que, os críticos alemães lamentavam, os filmes alemães jamais conseguiam repetir. (Em 1939, os editores nazistas de jornais – incluindo o editor do “Observador Popular”, o jornal oficial do partido nazista – foram convidados a visitar o estúdio da MGM.) Ninguém conseguia ser mais genuinamente americano do que o amável gaguejador James Stewart; mas filmes como o Sr. Smith foram bem recebidos na Alemanha porque eles mostravam que a forma democrática de governo era ineficiente e corrupta.

Um filme que mostrasse as vantagens da democracia em relação ao fascismo jamais seria feito por Hollywood nos anos 1930 por causa da pressão política da Alemanha de Hitler, cujo mercado era muito lucrativo para os estúdios ignorarem. Em 1936, a MGM planejou adaptar para as telas o romance de Sinclair Lewis sobre o assalto fascista à América, Não pode acontecer aqui. Quando Louis B. Mayer rejeitou o projeto logo após o início da produção, os nazistas anunciaram sua satisfação com a decisão de Mayer. Mayer foi alertado primeiramente do perigo da filmagem de Não pode acontecer aqui por Will Hays. O escritório de Hays, o departamento de censura de Hollywood, fez cumprir seu Código de Produção Cinematográfica “para o objetivo que a vulgaridade e caráter sugestivo possam ser eliminados e que o bom gosto possa ser enfatizado” (como o código assim determinava). Hays admitiu que Não pode acontecer aqui não infringia qualquer padrão de decência, mas ele alertou que certos governos estrangeiros – i.e., a Alemanha – poderiam se irritar com o filme.

Mesmo antes dos nazistas tomarem o poder, Hollywood estava cedendo diante das exigências alemãs. Em 1932, uma nova regulação alemã, inspirada em parte pela agitação nazista, apareceu: os produtores cinematográficos poderiam ter seus direitos de exibição na Alemanha revogados se eles mostrassem, em qualquer parte do mundo, filmes que pudessem prejudicar a imagem da Alemanha. A intenção era interromper um gênero florescente: filmes sobre a Primeira Guerra Mundial retratando os oficiais alemães como patifes ou sádicos (e que frequentemente eram personificados por Erich Von Stroheim, o gênio judeu que fornecia suas caracterizações com maneirismos teutônicos convincentes). Quando Hitler chegou ao poder um ano mais tarde, ele usou a nova lei como uma forma de censurar os filmes hollywoodianos: controlar como eles descreveriam os alemães e judeus não somente dentro da Alemanha, mas ao redor do mundo.

Ironicamente, o homem que estabeleceu o padrão de interferência alemã na produção cinematográfica americana foi Carl Laemmle, chefe da Universal, que mais tarde ajudou heroicamente refugiados judeus de sua Alemanha natal. Em 1930, os nazistas impediram o lançamento do filme pacifista da Universal, Tudo Quieto no Front Ocidental. Liderados por Goebbels, eles lançaram bombas de mau cheiro e camundongos nas salas de exibição. Após as agitações nazistas, Laemmle, um judeu, colocou um anúncio nos jornais alemães: “Não escondo para míngüem meu amor pela pátria. O fato de eu ter ido para a América ainda menino e construído meu futuro na América jamais causou o fim do meu amor pela terra onde nasci.” Laemmle concordou em fazer cortes importantes em Tudo Quieto no Front Ocidental, não somente para exibição na Alemanha, mas mundial. O filme foi demolido – seu ataque selvagem ao militarismo alemão foi amenizado. A mesma coisa aconteceria uma década mais tarde no filme Três Camaradas, novamente em resposta às exigências alemãs. Outros chefes de estúdio foram menos simpáticos que Laemmle em relação à situação de seus colegas judeusmas eles compartilhavam de seu desejo de manter o mercado alemão a salvo para os filmes americanos. Os esforços pessoais de Laemmle para salvar judeus dos nazistas pode muito ter sido motivados pelo sentimento de culpa de atender às exigências do governo alemão como chefe de um grande estúdio de Hollywood.

A política de Hollywood de colaboração com os nazistas assumiu também formas mais ativas. À medida que os judeus eram sistematicamente excluídos da vida alemã e impedidos de freqüentar as escolas e ter acesso a profissões, a 20th Century Fox produziu A Casa dos Rothschild (1934), estrelando George Arliss, o ator britânico que havia interpretado anteriormente Disraeli*. O filme mostrava como uma única família judia, liderada pelo mesquinho e ganancioso patriarca Mayer Rotschild, conseguiu o controle sobre as finanças da Europa e mesmo capaz de influenciar as decisões governamentais de guerra e paz. Foi um filme que os nazistas gostariam eles mesmos terem produzido.

De fato, os nazistas gostaram tanto de A Casa dos Rothschild que uma cena do filme foi incorporada no mais notório filme nazista antissemita, Der Ewige Jude. A ADL ficou tão perturbada com o filme que ela convenceu os estúdios a evitar mencionar os judeus em futuras produções. E também os personagens judeus, que foram apresentados em centenas de filmes nos anos 1920, todos sumiram após a chegada de Hitler ao poder. O governo de Hitler não poderia ter ficado mais feliz: não haveria nenhuma referência à situação cada vez mais desesperadora dos judeus sob o domínio nazista em qualquer filme de Hollywood nos anos 1930.

Por incrível que pareça, a colaboração criativa entre os nazistas e Hollywood somente se aprofundou nos anos 1930, assim como a violência excludente contra os judeus aumentou e Hitler endureceu seu governo. No final desta década, Urwand argumenta, a Paramount e a 20th Century Fox produziram documentários na Alemanha descrevendo os maiores eventos nazistas. Mais chocante, Urwand explica, a MGM investiu em 1938 em fábricas de armamentos na Áustria e na região dos Sudetos. Como Urwand coloca em uma recente entrevista no Youtube, “O maior estúdio cinematográfico na América estava, na verdade, financiando a produção de armamentos alemães imediatamente antes da Segunda Guerra Mundial.” Após a Alemanha invadir a Polônia, a MGM mesmo consolidou sua aliança com os nazistas ao doar onze de seus filmes mais populares à causa de alívio de guerra alemão.

Em 1937, Urwand descobriu, Jack Warner parece ter concordado com a exigência de Gyssling de que a palavra “judeu” não fosse falada em A Vida de Emile Zola, que falava sobre o caso Dreyfus; a Warner Bros. garantiu ao cônsul alemão que Dreyfus não era um personagem principal no filme. Os estúdios chegaram mesmo a assinar seus comunicados com Berlim com a saudação “Heil Hitler!”. Eles eram leais ao Führer, mesmo quando ele não queria seus filmes e, de fato, queria vê-los mortos. Eventualmente, em 1939, a Warner Brothers produziu um filme B chamado Confissões de um Espião Nazista – a primeira e única à Alemanha de Hitler produzida em seis anos desde que os nazistas tomaram o poder. Mas o dano já havia sido feito; a covardia da indústria cinematográfica americana tornou-os de fato aliados dos nazistas.

A repressão de Hollywood aos fatos da perseguição judia continuou mesmo durante os anos de guerra, quando os estúdios foram finalmente expulsos da Alemanha (a MGM e a Paramount permaneceram lá ao longo de 1940) e a América estava em guerra com os nazistas. Apesar dos esforços corajosos do roteirista Ben Hecht para despertar o interesse público no Holocausto enquanto ele estava ocorrendo, há somente uma única referência àquilo que estava sendo feito aos judeus em um filme de Hollywood durante a guerra: uma cena de cinco minutos no drama Ninguém deve escapar (1944), no qual os nazistas fuzilam um grupo de judeus que lutam enquanto estão sendo colocados em um trem. Cinco minutos foram tudo o que todos os chefes de estúdios falaram sobre o assassinato de seu próprio povo, que era na época de conhecimento público – em parte como resultado dos anúncios de jornal de página completa de Hecht e sua apresentação pública em 1943 na Madison Square Garden, Jamais Morreremos.

Hitler via-se como um herói cinematográfico, um ídolo da matinê, que oprimia suas multidões idólatras com seu poder. Ele se envolvia e editava os documentários nazistas; ele percebeu que; ele percebeu que filmes influenciavam as massas. Hitler sabia que ele tinha que alimentar a fantasia do povo no sentido de conseguir o apoio das pessoas para seguirem sua visão maligna. Hollywood poderia ter ajudado a despertar o mundo para o perigo crescente do nazismo, mas ao invés disso, os fazedores de sonho judeus se aliaram ao maior inimigo do mundo – e dos judeus.

http://www.tabletmag.com/jewish-news-and-politics/134503/hollywood-nazi-urwand

Nota:

* Benjamin Disraeli (1804 – 1881), Primeiro Ministro britânico de origem judaica entre 1868 e 1880.

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Lucro acima de tudo! As Corporações Americanas e Hitler

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terça-feira, 11 de junho de 2013

[POL] As Aquarelas de Hitler

Desde a infância, Hitler queria tornar-se um famoso pintor, o que o levou a criar diferenças irreconciliáveis com seu pai, Alois Hitler (que desejava que seu filho se torna-se um funcionário público como ele). Sua mãe, contudo, o encorajou a seguir o seu sonho.

No seu décimo sétimo aniversário, Hitler foi a Viena pela primeira vez (cosmopolita e multicultural), permanecendo na cidade por dois meses graças à ajuda financeira de parentes e de sua mãe. Durante sua estadia, ele visitou a Academia de Belas Artes de Viena, onde buscou ser admitido na instituição.

Em outubro de 1907, ele voltou a Viena para competir por uma vaga na Ecola Geral de Pintura, da Academia de Belas Artes. Ele levou muitos de seus desenhos, esperando que pudesse seguir a carreira de pintor. Havia 112 candidatos para o curso, dos quais somente 28 passaram pelos rigorosos exames. Um professor explicou que, apesar de seu talento notável, seus desenhos se restringiam a construções e não continham ação de pessoas e animais. O reitor da Academia sugeriu-lhe tentar o ramo da arquitetura, já que ele achava que Hitler era mais talentoso nessa área. Após este fracasso, ele se preparou para a Escola de Arquitetura, mas foi rejeitado por falta de certificado de nível médio.

Finalmente, Hitler decidiu abandonar temporariamente seus sonho de tornar-se artista para servir no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Após a guerra, eventos importantes o afastaram de vez deste sonho.

Alguns desenhos e aquarelas pintados por Hitler entre 1907 e 1929

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 




segunda-feira, 10 de junho de 2013

[POL] EUA encontram diário perdido de líder nazista e assessor de Hitler

Folha de São Paulo, 10/06/2013

 
O governo norte-americano recuperou 400 páginas do diário desaparecido de Alfred Rosenberg, confidente de Adolf Hitler que desempenhou um papel central no extermínio de milhões de judeus e outros durante a Segunda Guerra Mundial.

Uma avaliação preliminar do governo norte-americano examinada pela Reuters garante que o diário pode oferecer uma nova visão sobre os encontros de Rosenberg com Hitler e com outros líderes nazistas, incluindo Heinrich Himmler e Herman Göring. Também inclui detalhes sobre a ocupação alemã da União Soviética, incluindo planos de assassinato em massa de judeus e outros europeus do Leste.

"A documentação é de importância considerável para o estudo da época nazista, inclusive para a história do Holocausto", segundo a avaliação preparada pelo Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, em Washington.


Alfred Rosenberg aguardando julgamento em Nuremberg, 1946
 
"Uma análise apressada do conteúdo indica que o material lança nova luz sobre várias questões importantes relacionadas à política do Terceiro Reich. O diário será uma fonte importante de informação a historiadores que complementa, e em parte contradiz, documentação já conhecida."

De que forma os escritos de Rosenberg, um ministro do Reich nazista que foi condenado em Nuremberg e enforcado em 1946, poderiam contradizer o que os historiadores acreditam ser verdade não está claro. Mais detalhes sobre o conteúdo do diário não estavam disponíveis, e uma autoridade do governo norte-americano insistiu que a análise do museu continua preliminar.

Mas o diário inclui detalhes sobre as tensões dentro do alto-comando alemão, em particular a crise provocada pelo voo de Rudolf Hess para o Reino Unido em 1941, e o saque de obras de arte em toda a Europa, segundo a análise preliminar.

A recuperação deve ser anunciada nesta semana em uma coletiva de imprensa em Delaware, feita em conjunto por funcionários da Agência de Imigração e Alfândega, do Departamento de Justiça e do museu do Holocausto dos Estados Unidos.

O diário oferece uma coletânea das lembranças de Rosenberg da primavera de 1936 ao inverno de 1944, segundo a análise do museu. A maioria dos registros está escrita na letra cursiva espiralada de Rosenberg, alguns sobre papel arrancado de um livro de contabilidade e outros na parte de trás de um papel de carta oficial nazista, disse a análise.

Rosenberg foi um ideólogo nazista poderoso, principalmente nas questões raciais. Ele dirigia o departamento de questões estrangeiras do partido nazista e editava o jornal nazista. Vários de seus memorandos para Hitler foram citados como provas durante os julgamentos de Nuremberg, pós-guerra.

Rosenberg também dirigiu o sistemático saque nazista da propriedade artística, cultural e religiosa dos judeus por toda a Europa. A unidade nazista criada para tomar tais artefatos foi chamada de Força-Tarefa Reichsleiter Rosenberg.

Ele foi condenado por crimes contra a humanidade e foi um de uma dezena de oficiais sêniores nazistas executados em outubro de 1946. Seu diário, que estava nas mãos dos promotores de Nuremberg como prova, desapareceu depois do julgamento.

Autoridades norte-americanas suspeitavam que um promotor de Nuremberg, Robert Kempner, tivesse contrabandeado o diário para os Estados Unidos.

Nascido na Alemanha, Kempner fugiu para os Estados Unidos nos anos 1930 para escapar dos nazistas, só voltando para os julgamentos pós-guerra. Ele teria ajudado a revelar a existência do Protocolo de Wannsee, a conferência de 1942 durante a qual oficiais nazistas se encontraram para coordenar o genocídio contra os judeus, que denominaram de "A Solução Final".

Kempner citou alguns trechos do diário de Rosenberg em sua memória, e em 1956 um historiador alemão publicou trechos de 1939 e 1940. Mas grande parte do diário nunca apareceu.

Quando Kempner morreu em 1993, aos 93 anos, disputas legais sobre seus documentos se estenderam por quase uma década entre seus filhos, seu ex-secretário, um empreiteiro local e o museu do Holocausto. Os filhos concordaram em dar os documentos do pai ao museu do Holocausto, mas quando os funcionários chegaram para retirá-los da casa dele em 1999, descobriram que milhares de páginas tinham sumido.

Depois do incidente de 1999, o FBI abriu uma investigação criminal sobre os documentos desaparecidos. Ninguém foi acusado no caso.

Mas o museu do Holocausto conseguiu recuperar mais de 150.000 documentos, inclusive uma coleção de objetos do ex-secretário de Kempner, que a essa altura tinha se mudado para a casa de um acadêmico de Nova York chamado Herbert Richardson.

O diário de Rosenberg, no entanto, continuava desaparecido.

No início deste ano, o museu do Holocausto e um agente das Investigações de Segurança Interna tentaram localizar as páginas desaparecidas do diário. Eles rastrearam o diário e chegaram a Richardson, que vive perto de Buffalo.

Richardson não quis comentar. Um funcionário do governo disse que mais detalhes serão anunciados na coletiva de imprensa.

domingo, 9 de junho de 2013

[ARM] Super Tucano – As Conquistas do Pequeno Notável

Humberto Leite

Defesanet, 18 de Maio, 2013


Se ao longo de décadas o Brasil precisou pagar para adquirir aeronaves militares modernas fabricadas pelos Estados Unidos, em 2013 a história se inverteu. A Forca Aérea dos EUA (USAF - United States Air Force) anunciou que o Super Tucano foi selecionado como suo futura aeronave de ataque leve. O anúncio, feito no dia 27 de fevereiro, confirmou que o avião desenvolvido pela Embraer após um requisito elaborado pela Força Aérea Brasileira ganhou reconhecimento internacional. Com a compra da USAF já são nove clientes de exportação.

"É um orgulho para a FAB e para o Brasil saber que um avião idealizado em solo nacional, para atender necessidades operacionais de nossa Forca Aérea, tem a sua qualidade reconhecida internacionalmente", disse o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Salto, Comandante da Aeronáutica. No Brasil, o principal uso do Super Tucano é em missões de vigilância das regiões de fronteira a partir das Bases de Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR). "A cada dia nós comprovamos  o poder desse avião de defender nosso pais", completou o Brigadeiro.

Os Estados  Unidos devem adquirir 20  Super Tucanos em um negócio avaliado em US$ 427,5 milhões.  Chile, Colômbia, Equador, Indonésia, República Dominicana, Angola, Mauritânia e Burkina Fasso também já adquiriram a aeronave. De acordo com a Embraer, já há mais de 200 encomendas do Super Tucano,  o que torna a aeronave de combate mais vendida na historia da indústria de defesa brasileira. Cento e setenta ia foram entregues.  "O Super Tucano é, sem dúvida, a melhor aeronave hoje em operação no mundo para atuar nesse nicho, que é o ataque leve e a defesa aérea  contra aeronaves de pequeno porte,  afirma o Comandante da Aeronáutica.

Desenvolvimento

O Super Tucano voou pela primeira vez no dia 2 de junho de 1999. 0 projeto da Embraer precisava cumprir o requisito da Força Aérea Brasileira de uma aeronave de baixo custo operacional que fosse ideal para interceptar aeronaves de pequeno porte que tentassem sobrevoar o Brasil sem autorização, pudesse servir de treinador para pilotos de caça e  cumprir missões de ataque.

“Nós não tínhamos nenhuma visão de mercado externo. O Super Tucano foi feito exclusivamente para as necessidades da FAB. Mas nós sabíamos que as necessidades da FAB estariam presentes em outros países também", explica o Brigadeiro Fernando Antônio Fernandes Cima, atualmente na reserva. Ele foi o primeiro gestor do então chamado projeto ALX, quando, lembra, o avião ''era só um monte de papel".
 

"O Super Tucano é, sem dúvida, a melhor aeronave hoje em operação no mundo para atuar nesse nicho, que é o ataque leve e a defesa aérea contra aeronaves de pequeno porte"
Brigadeiro Juniti Saito
Comandante da Aeronáutica


Entre 1993 e 1995, a partir dos Requisitos Operacionais elaborados pela Força Aérea, a equipe do Brigadeiro Cima  conversou com a Embraer sobre como seria aquela futura aeronave. A ideia era que o AL-X fosse  baseado no Tucano, que na época já era utilizado armado com bombas, metralhadoras e foguetes, mas que fosse mais potente, levasse mais armamentos e seus equipamentos eletrônicos fossem comparáveis aos caças supersônicos mais modernos.

Ao contrário da tradição dos aviões à hélice terem apenas alguns “reloginhos” na cabine, o Super Tucano  veio equipado com displays multifunção coloridos, óculos de visão noturna(NVG), computadores para cálculo automático de mira, equipamento de busca no espectro infravermelho e uma  cabine projetada no conceito HOTAS (Hand on Throtle and Stick) e com HUD (Head up Display). Essas duas últimas características permitem que o piloto possa cumprir sua missão inteira sem tirar as mãos do manete e  ao mesmo tempo, conseguir enxergar as informações mais importantes sem tirar os olhos dos alvos.

"O avião saiu muito melhor que o inicialmente previsto”, diz o Brigadeiro Cima. “Depois que assinamos o  contrato de desenvolvimento , em 1995, o avião melhorou muito. Foi colocada uma aviônica mais moderna que o inicialmente previsto o processo construtivo da asa foi melhorado, conta.

Os  requisitos da FAB ainda incluíam a necessidade de  operar a partir de pistas difíceis, sem asfalto. “A capacidade de operar em qualquer lugar é importante.

Requisitos Operacionais elaborados pela  Força Aérea, a equipe do Brigadeiro Cima conversou com a EMBRAER sobre corno seria aquela futura aeronave. A ideia era que o ALX fosse baseado no Tucano, que na época já era utilizado armado com bombas, metralhadoras e foguetes, mas que fosse mais potente, levasse mais armamento e seus equipamentos eletrônicos fossem comparáveis aos caças supersônicos mais modernos.  Ao contrário da tradição dos aviões à hélice terem apenas alguns ''reloginhos" na cabine, o Super Tucano veio equipado com displays multifunção coloridos, óculos de visão noturna (NVG), computadores para cálculo automático de mira, equipamento de busca no espectro infravermelho e uma cabine projetada no conceito HOTAS (Hands on Throlle and Stick) e com HUD (Head Up Display). Essas duas últimas características permitem que o piloto possa cumprir sua missão inteira sem tirar as mãos do manche e da manete de potência e, ao mesmo tempo, conseguir enxergar as informações mais importante sem tirar os olhos dos alvos.

 "O avião saiu muito melhor que o inicialmente previsto'', diz o Brigadeiro Cima. 'Depois que nós assinamos o contrato de desenvolvimento, em 1995, o avião melhorou muito. Foi colocada uma aviônica mais moderna que prevíamos inicialmente, o processo construtivo da asa foi melhorado", conta.

Os requisitos da FAB ainda incluíam a necessidade de operar a partir de pistas difíceis, sem asfalto. "A capacidade de operar em qualquer lugar é importante. Se ele só operasse em pistas asfaltadas, qualquer um saberia que só pode utilizar poucas pistas na Amazônia. Operando de pistas não preparadas, aumenta muito esse número", explica o Brigadeiro. Este também foi um dos  requisitos da concorrência vencida pelo Super Tucano nos Estados Unidos. Nos voos de demonstração, armada com bombas, a aeronave mostrou a capacidade de pousar e decolar em pista de terra. A vitoria nessa concorrência foi comemorada pelo Brigadeiro Cinta. "É uma vitória de toda a Força Aérea, de todos", disse. Mas ele faz questão de homenagear o Tenente- Coronel  Luis Augusto Lancia, já falecido, que atuou como piloto de testes do então ALX. "Ele foi fundamental para o desenvolvimento da aeronave. Ele era extremamente criativo. Muito do que nos vimos hoje de sucesso veio da cabeça dele".

Parcerias: FAB e indústria nacional

O anúncio da compra da USAF ainda é pequeno:  20 Super Tucanos é bem menos que, por exemplo, as 99 unidades recebidas pela FAB. Mas além de haver a possibilidade de novos lotes, a venda para os americanos serve como atestado da qualidade do avião. "E a chancela de uma Força Aérea operacional como a USAF. Não está mais em dúvida se esse avião é bom ou não, se ele cumpre ou não a missão explica  o Brigadeiro Cima. O Presidente da EMBRAER Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar. disse que a empresa já está pronta para iniciar a construção das aeronaves. "Nosso compromisso é avançar com a estratégia de investimentos nos Estados Unidos e entregar o Super Tucano no prazo esperado e conforme o orçamento contratado",  afirmou.  Esta não é a primeira vez que uns avião é desenvolvido a partir de um requisito da FAB. Nascida na década de 60,a EMBRAER construiu  o Bandeirante. Nas anos 80 e 90, o treinador Tucano, utilizado pelos cadetes brasileiros na Academia da Força Aérea, pode ser visto voando com as cores de mais 10 países, como França, Egito, Argentina e Peru. A versão construída sob licença no Reino Unido também serve para o treinamento dos pilotos da Royal Ai, Force e também do Quênia e Kuwait.

 Nos anos 90, após um requisito da FAB, a EMBRAER transformou seu jato ERJ 145 em uma plataforma para missões de inteligência, reconhecimento e vigilância. As primeiras aeronaves,entraram em, serviço no Brasil, em 2002, mas agora também já podem ser vistas nas cores das Forças Aéreas do México, índia e Grécia, sendo que sete último pais utilizou o modelo em missões reais durante a ofensiva da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Líbia em 2011.

O próximo desafio é o KC-390, o maior avião ja projetado no Brasil. Após um contrato de desenvolvimento assinado entre FAB e EMBRAER em 2009, o projeto já ganhou parcerias de Portugal, República Tcheca, Chile e Argentina, todos já dispostos a adquirir unidades. Em 20I2, a BOEING, dos Estados Unidos, também assinou convênio com a EMBRAER para ajudar na comercialização do jato de transporte. O primeiro voo do KC-390 está previsto para 2014 e as primeiras entregas devem acontecer em 2016.

 

SUPER TUCANO EM AÇÃO

Ataque de precisão

 
A cena parece um jogo de vídeo game: uma lista negra aparece em destaque e, de repente, enormes manchas aparecem na tela. Feitas a partir de um sistema de visualização por infra--vermelho, chamados pela sigla FLIR (do inglês Forward Looking Infrared),  as imagens mostram a operação real de bombardeio de urna pista clandestina na região amazônica. O ataque aconteceu em agosto de 2011 e foi realizado às três horas da manhã por quatro A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira. Cada A-29 lançou duas bombas de 230 Kg. o suficiente para impedir que a pista de 1.400 metros de comprimento voltasse a ser utilizada para atividades ilícitas na região de fronteira. Além dos sistemas de navegação precisos o suficiente para sobrevoar a Amazônia em plena madrugada, onde praticamente não há referências visuais, os pilotos da FAB puderam utilizar na missão tecnologias como óculos de visão noturna (Night Vision Googles- NVG) e computadores,  que calculam automaticamente a hora certa de atirar para acertar° alvo.

 


De acordo com Tenente-Coronel Ricardo Assis, Comandante do Esquadrão Escorpião (1º/3º GAV), de Boa Vista (RR), o SuperTucano pode cumprir muitas das missões que poderiam ser realizadas por caças a jato, porém de forma mais econômica. "As características de precisão. Baixo x custo de manutenção e de operação fazem desta,  uma das aeronaves com o melhor custo-benefício de sua classe no mundo", diz.

Defesa continental

Fronteira tio Brasil com a Bolívia, quase horário do por do sul. Um avião monomotor entra ilegalmente no espaço aéreo brasileiro voando a apenas 5oo metros de altitude. Para surpresa do piloto irregular, dois A-29 aparecem e ordenam que o piloto entre em contato, mude sua rota e pouse em Cacoal (R0), onde seria interrogado pelas autoridades policiais. O estrangeiro se recusa a cumprir as ordens e reduz a sua altitude para 100 metros. A tensão aumenta. Após autorização vinda de Brasília (DF), o piloto de caça brasileiro faz um tiro de aviso com suas metralhadoras. Desesperado,  o infrator musa sua aeronave em uma estrada de terra na zona rural de Alta Floresta d'Oeste (RO). Os Super Tucano, então, sobrevoaram a área até a chegada da Policia. Dentro da aeronave boliviana foram encontradas 176kg de pasta base de cocaína, o que  poderia render mais de 800kg da droga. Dois dias depois, o traficante foi preso.

Esta missão real aconteceu no dia 03 de junho de 2009, e não foi a única do tipo.  A partir de 1994, os aviões Tucano foram baseados próximos à fronteira para se contrapor à ameaça das aeronaves de pequeno porte que tentam invadir o espaço aéreo brasileiro. A partir dc 2005, os Super Tucano chegaram nessas Bases na fronteira.

 De acordo com o comandante do Escorpião, para interceptar aeronaves de pequeno porte, mais lentas, o Super Tucano é melhor que caças supersônicos. "Aeronaves como o F-5 e Mirage quando têm que acompanhar as manobras feitas por aeronaves que voam em baixas velocidades são como peixes fora d'água", explica.

[SGM] Os Soldados que estupraram a França

Guy Walters

 


O soldado simpático americano era o décimo cliente de Elizabeth aquela tarde. Trabalhando em seu negócio na cobertura de um prédio velho em Paris, ela sentia que tinha visto de tudo.

Nos últimos quatro anos, os homens haviam sido os alemães, e agora, desde que a cidade foi libertada em agosto de 1944, eram os americanos. Fazia pouca diferença.

Elizabeth mostrou três dedos de sua mão para indicar o preço de seu corpo – trezentos francos.

“Muito,” disse o soldado.

Elizabeth suspirou. Ela já tinha visto isso antes. Cansada, ela manteve os três dedos erguidos, quase como um insulto.

Não houve negociação – trezentos era tão pouco quanto parecia.

“Duzentos,” o soldado insistiu.

“Não,” disse Elizabeth. “Trezentos ou nada.”

O soldado se aproximou dela com ódio em seus olhos. Elizabeth deu um passo atrás, começando a sentir medo.

“Neste caso,” disse o soldado, “é nada.”

O soldado então colocou suas mãos pesadas no pescoço de Elizabeth e começou a apertar. Ela lutou o tanto quanto pode, se debatendo, mas foi em vão.

Após um minuto, ela apagou, seu corpo sem vida caindo sobre os lençóis molhados. O soldado então calmamente retirou suas roupas e fez sexo com ela. De graça.

Em seguida, ele vasculhou as coisas de Elizabeth e roubou seu dinheiro e joias. Então, ele saiu do prédio, encontrou outra prostituta e a levou para jantar e cinema.

Para o GI, foi uma noite proveitosa. Paris era aquilo o que eles costumavam dizer.

Mesmo para os padrões de guerra, isto foi particularmente um episódio repugnante. Mas enquanto os assassinos bárbaros eram extremamente raros, um novo livro revela que a violação de mulheres pelos soldados americanos, que foram enviados à Europa para libertar e ajudar, foi mais comum do que é pensado comumente.

É claro, é um horrível fato da guerra que soldados estuprem mulheres das terras que eles conquistam.

Muitos soldados – mas não certamente todos – veem as mulheres como espólio justo, algo que eles merecem após terem lutado contra seus maridos, pais e filhos.

O estupro é também um modo pelo qual uma nação diz que detém o domínio sobre outra.

Podemos ter suas mulheres, o estupro diz, e não há nada que você possa fazer já que estamos no comando.

Muitos milhares de mulheres e meninas alemãs, por exemplo, foram estupradas por soldados russos na batalha de Berlim no final da Segunda Guerra Mundial.

Até hoje, nós nas nações dos antigos Aliados Ocidentais tendíamos a lembrar do estupro como algo realizado por outros países.

Através de filmes como “O resgate do soldado Ryan” e “O mais longo dos dias”, somos condicionados a pensar nos soldados aliados como incapazes de realizar tais atos.

Entretanto, um novo livro explosivo publicado por uma pesquisadora americana derruba sensacionalmente este mito.

Em “O que os soldados fazem”, a professora Mary Louise Roberts, da Universidade de Wisconsin argumenta que os GIs americanos cometeram estupros milhares de vezes durante a guerra. E, surpreendentemente, muitas de suas vítimas eram francesas.

Como a professora Roberts diz: “meu livro procura acabar com o mito sobre os GIs, pensados principalmente como soldados-cidadãos que comportavam-se bem. Os GIs faziam sexo em todos os lugares.”

No total, é estimado que 14.000 mulheres tenham sido estupradas por GIs na Europa Ocidental de 1942 a 1945. Na França, 152 soldados americanos foram julgados por estupro, dos quais 29 foram enforcados.

Mas as estatísticas não revelam a estória completa. Houve indubitavelmente milhares de estupros na França, muitos dos quais não foram registrados pelas vítimas, que temiam o estigma injusto que o estupro carregava naqueles dias.

Mas por que os americanos estupraram seus aliados? Para o GI médio, a França era muito mais uma “aventura erótica” que uma expedição militar, e que a guerra era, em parte, “vendida” aos recrutas como uma oportunidade de encontrar mulheres francesas atraentes.

Muitos dos pais dos soldados estiveram na França durante a Primeira Guerra Mundial, e voltaram com contos exagerados da suposta perdição das mulheres francesas.

Seus filhos, agora lutando na mesma terra, lembravam da França como essencialmente um gigantesco puteiro, com milhares de garotas francesas ninfomaníacas loucas para serem pegas pelos GIs.

Como a professora Roberts observa corretamente, o GI médio “não tinha nenhuma ligação emocional com o povo francês ou com a causa de sua libertação.”

As revistas visavam as tropas, como o The Star and Stripes, mostrando fotos de mulheres alegres saudando durante paradas de libertação, acompanhadas de títulos como “É por isso que estamos lutando.”

A revista chegou mesmo a publicar frases francesas “úteis”, como as traduções para “Eu não sou casado” e “Você tem olhos encantadores”.

Era quase como se a revista estivesse dizendo aos GIs: cheguem e vão direto, rapazes.

E foi exatamente isso o que eles fizeram. Ao longo do verão de 1944, do momento em que eles afastaram os alemães durante o desembarque do Dia-D em junho, os americanos libertaram pelo norte da França, nas palavras da professora Roberts, um “tsunami de luxúria masculina.”

“As mulheres da Normandia lançaram uma onda de acusações de estupro contra os soldados americanos,” escreve Roberts, “ameaçando destruir a fantasia erótica no coração da operação. O espectro do estupro transformou o GI do guerreiro libertador em um intruso violento.”

Particularmente mal afetado foi o porto de Le Havre. Um cidadão escreveu ao prefeito da cidade, Pierre Voisin, reclamando dos “crimes de todos os tipos, cometidos dia e noite.”

O autor diz que os Gis “atacavam, roubavam... tanto nas ruas quanto em nossas casas” e era essencialmente “um regime de terror, imposto por bandidos em uniformes.”

Mas o maior problema era o sexo. Os GIs estavam copulando com toda mulher francesa que eles conseguissem em suas mãos, desejosa ou não, e o pior de tudo, eles o estavam fazendo em público.

“Estas coisas estão acontecendo à luz do dia em frente de nossas crianças ou outras pessoas que estejam próximas,” disse um civil.

Muitos bordéis improvisados foram estabelecidos pelas mulheres francesas desesperadas por dinheiro. Em uma das casas, os soldados faziam fila nas escadas.

“Eles urinam nas paredes e nas salas,” uma testemunha notou com repugnância, “e eles atacam qualquer mulher que esteja vivendo lá.”

O que tornou as coisas piores para os franceses era que os americanos eram os mesmos soldados que haviam devastado suas cidades com bombardeio aéreo e de artilharia.

Muitos franceses sentiam – com muita justificativa – que suas cidades foram destruídas inutilmente numa demonstração de masculinidade do poder de fogo americano.

Cerca de 20.000 civis foram mortos na Batalha da Normandia, e em Le Havre somente, 3.000 pessoas morreram.

Funcionários revoltados afirmaram que enquanto milhares de franceses mortos foram enterrados em entulhos, não mais do dez corpos alemães foram encontrados.

Com os estupros e o bombardeio, foi portanto compreensível que alguns franceses pensaram se eles realmente foram “libertados”.

Os americanos, lembrou um membro da Resistência, “marcaram sua reputação comportando-se como se eles tivessem conquistado o país.” Alguns mesmo lembravam esta “segunda ocupação” como sendo pior do que a primeira.

“A França para os americanos – assim como para os alemães – é Paris e mulheres,” observou outro francês, notando que havia pouca diferença entre o GI médio e o soldado alemão médio (n. do. T: chamado de Boche).

As mulheres francesas que trabalhavam como prostitutas chegavam mesmo a lembrar de seus clientes alemães com carinho. Os GIs, parecia, queriam mais do que apenas sexo.

“Você tinha que manter o olho em sua bolsa com aqueles bastardos,” lembrou uma mulher. “É triste dizer isso, mas senti saudades dos Fritzes, que eram mais cavalheiros com as mulheres. Eu não fui a única a dizer isso; todas as mulheres pensavam da mesma maneira que eu, somente que não costumávamos dizê-lo.”

Algumas prostitutas foram mesmo assassinadas por GIs. Além de Elisabeth em paris, uma outra foi esfaqueada 29 vezes no abdômen, enquanto que uma mulher chamada Marie foi morta por se recusar ser sodomizada.

Boatos apareceram contando estórias horríveis, incluindo a de uma garota que foi retalhada até a morte e então estuprada.

Aos olhos de muitos GIs, as mulheres francesas eram um pouco mais do que cigarros – algo que você consegue em suas rações e pode compartilhar entre os colegas. Não é de surpreender que as doenças venéreas eram comuns, mas os líderes americanos estavam mais preocupados com a saúde de “nossos garotos” e com a possibilidade deles infectarem suas amadas no lar, ao invés da saúde das mulheres francesas.

As clínicas ficaram lotadas de mulheres sofrendo de doenças venéreas, e muitas foram enviadas a hospitais que sequer possuíam leitos para elas.

“Uma população sem-teto e rejeitada de mulheres infectadas ficou vagando de uma cidade para outra,” escreve a professora Roberts, “estas prostitutas representavam o legado da ocupação americana da Normandia.”

Mas o pior legado foi, sem dúvida, o estupro. O mais chocante é que as autoridades americanas fizeram pouco sobre isso.

Apesar de panfletos educacionais intitulados “Vamos ficar de olho nos Estupros” fossem distribuídos, eles não fizeram nada para diminuir o assalto sexual dos GIs contra aqueles que supostamente estavam sendo libertados da opressão.

Entretanto, alguma justiça era necessária, mas mesmo o processo foi profundamente desvirtuado. Dos meros 152 homens que foram julgados por estupro, 139 dos réus eram negros.

Parecia que o exército Americano estava ansioso em tratar os soldados negros como bodes expiatórios e rotulá-los como sendo “hipersexuais” e portanto, mais parecidos como estupradores.

Cortes marciais eram frequentemente um pouco mais do que tribunais cangurus, com homens enviados à forca com fracas evidências, e julgados por oficiais com pouco ou nenhum treinamento jurídico.

As vítimas francesas eram solicitadas a identificar seus violadores a partir de batalhões inteiros de soldados negros, apesar de frequentemente os estupros terem sido levados a cabo em salas que eram pouco iluminadas.

Além disso, outra verdade intragável é que muitas mulheres francesas eram tão racistas quanto os oficiais americanos.

Medos de algum tipo de “terror negro” foi liberado entre as mulheres na Normandia amplamente, e era muito fácil relacionar um crime a um soldado negro ao invés de um branco.

Ademais, algumas mulheres francesas reclamaram terem sido estupradas ao invés de admitir que elas queriam fornicar, e algumas prostitutas ameaçariam uma acusação de estupro no sentido de extorquir mais dinheiro de um GI.

A liberação de seu país foi, portanto, um assunto agridoce para os franceses.

Os crimes perpetrados pelos americanos contra as mulheres também afetou profundamente os homens franceses, que se sentiram diminuídos pelos americanos.

Eles eram maiores, mais fortes, ricos e saudáveis e não haviam passado anos sendo subjugados e forçados a servir sob o jugo alemão.

Apesar disso, gostamos de pensar nos homens que libertaram a Europa como membros da “grande geração” e que os Aliados lutaram uma “boa guerra”, como a professora Roberts mostra, mas a estória real é muito mais complicada e perturbadora.

Mesmo hoje, há mulheres idosas do outro lado do Canal que fecham seus olhos quando elas ouvem a palavra “libertação”.     

[SGM] Soldados Americanos eram estupradores vorazes

Daily Mail, 29/05/13

 
Trocando mantimentos por beijos e ensinando as garotas a dançar jazz, os soldados americanos (GIs) significavam um luz bem vinda na Europa destruída pela guerra.

Mas um novo livro revela o lado negro da liberação da Europa após a Segunda Guerra Mundial.

A professora Mary Louise Roberts, da Universidade de Wisconsin, escreve que meses após o Dia-D, as mulheres francesas temiam seus “libertadores” americanos.

Ela conta como, pelo verão de 1944, grande número de mulheres na Normandia denunciou estupros por soldados americanos.

E sua chegada significou uma onda de crimes por toda a França, com os soldados americanos cometendo roubos e assaltos.

A professora Roberts diz: “meu livro procura acabar com o mito sobre os GIs, pensados principalmente como soldados-cidadãos que comportavam-se bem. Os GIs faziam sexo em todos os lugares.”

Nas cidades de Le Havre e Cherbourg, o mau comportamento era comum.

Mulheres, incluindo aquelas casadas, eram abertamente solicitadas a fazer sexo. Parques, prédios em ruínas, cemitérios e trilhos ferroviários eram os locais de fornicação.

As pessoas não podiam sair para uma caminhada sem ver alguém fornicando.

Mas o sexo nem sempre consensual, com centenas de casos de estupros sendo relatados.

Os habitantes de Le Havre ficaram chocados com o comportamento dos soldados e escreveram cartas para protestar junto ao prefeito.

Uma reclamação, de outubro de 1945, diz: “Fomos atacados, roubados, perseguidos tanto nas ruas quanto em nossas casas.”

“Este é um regime de terror, imposto por bandidos em uniformes.”

O prefeito de Le Havre, Pierre Voisin, reclamou ao Coronel Thomas Weed – o comandante das tropas americanas na região.

“Cenas contrárias à decência estão acontecendo nesta cidade dia e noite,” escreveu Voisin, acrescentando que “não era somente escandaloso, mas intolerável” que “olhos jovens fossem expostos a tais espetáculos públicos.”

O prefeito sugeriu que os americanos organizassem um bordel fora da cidade para evitar o ultraje público e contivessem a transmissão de doenças sexuais. Entretanto, apesar dos oficiais americanos denunciarem publicamente o comportamento, eles fizeram pouco para impedir isso.

O livro também afirma que o exército americano “demonstrou um racismo profundo e permanente,” sugerindo que eles determinaram um número desproporcional de estupros com os GIs negros.

Os documentos mostram que dos 152 soldados que sofreram medidas disciplinares no exército por estupro, 130 eram negros.

A professora Roberts diz: “a propaganda americana não vendeu aos soldados a guerra como luta pela liberdade, mas como uma aventura sexual.”

Ela afirma que o “The Star and Stripes”, o jornal oficial das forças armadas americanas, ensinava aos soldados frases alemãs como “waffen niederlegen”, significando “abaixe seus braços”.

Entretanto, as frases francesas recomendadas aos soldados incluíam “você tem olhos charmosos”, “não sou casado” e “seus pais estão em casa?” A revista americana Life chegou mesmo a fantasiar que a França era “um tremendo bordel”, habitada por “40.000.000 de hedonistas, que gastavam seu tempo comendo, bebendo e fornicando.”

Um dono de um café em Le Havre disse na época: “Esperamos amigos que não nos faria sentir envergonhados de nossa derrota. Ao invés disso, tivemos apenas incompreensão, arrogância, péssimas maneiras incríveis e gabolice dos conquistadores.”